Sepultura

Sepultura

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Sepultura é a banda brasileira mais foda de metal, na estrada desde 1984 e criada pelos irmãos Max Cavalera e Igor Cavalera em Belo Horizonte, Minas Gerais. É considerada a banda brasileira de maior repercussão no mundo. O Sepultura possui influências diversificadas, que vai desde o black metal e death metal, passando pelo thrash metal, até inspirações externas ao metal, como hardcore, música tribal africana e japonesa, música indígena, entre outros diversos estilos musicais.

O nome Sepultura (em inglês, grave) foi escolhido quando Max Cavalera traduzia uma canção do Motörhead chamada “Dancing on Your Grave”. Originalmente tinha a formação de Paulo Jr. (baixista), Igor Cavalera (baterista), Max Cavalera (somente guitarrista) e Wagner Lamounier (guitarrista e vocalista). Em 1985, sai Wagner, que formaria o Sarcófago, e Max assume os vocais, Jairo Guedez entra como segundo guitarrista. No ano seguinte sai Jairo e, em 1987, entra na banda Andreas Kisser em seu lugar, estabelecendo a formação clássica que duraria dez anos. Agora em sua formação atual, o vocal é feito pelo americano Derrick Green e a bateria por Eloy Casagrande, ficando Andreas como guitarrista único.

Sepultura já vendeu aproximadamente 20 milhões de unidades mundialmente, ganhando múltiplos discos de ouro e platina em todo o mundo, inclusive em países como França, Austrália, Indonésia, Estados Unidos, e sua terra natal Brasil.

Começo de carreira (1983-1991)

Foi em Belo Horizonte, no ano de 1983 que a história do Sepultura começou[5]. Mais precisamente quando os irmãos Cavalera Max e Igor decidiram chamar seus amigos de colégio Paulo Jr. e Jairo Guedez para montar uma banda[16]. Um ano depois, num festival de bandas em Belo Horizonte, a Cogumelo Records contrata a banda, após o dono da gravadora ter assistido ao show do Sepultura, e o grupo decide fazer um disco. O nome é Bestial Devastation, que foi gravado em apenas dois dias (dividido com a banda Overdose), mas só seria lançado em 1985. A banda, então, faz uma turnê brasileira para promover o primeiro álbum. Já em 1986, é gravado Morbid Visions, ainda pela Cogumelo Records e a banda sai em turnê novamente. Pouco depois, a gravadora relançaria Bestial Devastation e Morbid Visions em um só LP. Ainda no mesmo ano, o guitarrista Jairo sai da banda, e Andreas Kisser, que já havia feito algumas jams com o grupo, junta-se a eles. Ainda em 86, o Sepultura processou a gravadora Shark por ter lançado álbuns do Sepultura fora do Brasil.

No ano seguinte, depois de escrito o álbum, sai Schizophrenia, que foi o primeiro com Andreas na guitarra, e o último com a produção da gravadora Cogumelo. Foi com este álbum que a banda disparou, e vendeu cerca de 10 mil cópias nas primeiras semanas. A gravadora New Renaissance lançou o disco nos Estados Unidos. O furor provocado pelo Schizophrenia fez com que houvesse um lançamento pirata do disco por uma gravadora europeia, que chegou à marca de 30 mil cópias vendidas, porém sem a banda poder usufruir dos direitos autorais. Em 1989, o Sepultura assinou com a Roadrunner Records, conseguindo um contrato de sete anos. Como era o que a banda precisava, lançaram o novo álbum pela nova gravadora, sendo o terceiro lançamento do grupo, Beneath the Remains. Este foi gravado em nove dias e produzido pelo produtor americano Scott Burns. Foi o álbum que provou que o Sepultura podia gerar vendas milionárias, e até hoje já vendeu mais de 800.000 cópias mundo afora.

Após o lançamento, o disco acabou sendo comparado com Reign in Blood, clássico do Slayer. E, pela primeira vez, o Sepultura sai em turnê fora do Brasil, tocando junto dos alemães do Sodom na Áustria, Estados Unidos e México. Essa turnê foi marcada pelos conflitos constantes entre os membros das duas bandas. Em 1990, a banda toca em vários shows, incluindo o Dynamo Open Air Festival, com cerca de 26 mil pagantes, e conhecem Gloria Bujnowski, empresária do Sacred Reich. O grupo decide tê-la também como empresária. Depois das apresentações, o Sepultura entra em estúdio para regravar “Troops of Doom”, que a Roadrunner usaria para relançar o álbum Schizophrenia remixado. Ainda no mesmo ano, a Cogumelo relança Bestial Devastation com uma nova versão de “Troops of Doom”.

Arise

A banda chamou atenção por onde passou e seu nome despontou na mídia mundial. Nesta turnê encontraram uma de suas fontes de inspiração, Lemmy Kilmister e sua banda Motörhead, cruzaram o muro de Berlim ainda na época da guerra fria, e até conheceram o Metallica, uma banda muito forte na época. Foi gravado nesta época o primeiro videoclipe do Sepultura, “Inner Self”, que tal qual “Mass Hypnosis” e “Beneath the Remains”, tornou-se um clássico da banda. Em 1991, o Sepultura toca no Rock in Rio II, para 50 mil pessoas. Dois meses depois, a atual gravadora da banda lança Arise, que vende cerca de 160 mil cópias nas 8 primeiras semanas. Ao final da turnê de divulgação, o álbum já tinha vendido mais de 1.000.000 de cópias, e figurou a posição 119 no top 200 da Billboard. Como seu antecessor, também foi produzido por Scott Burns. É considerado pela maioria dos fãs de longa data o melhor álbum do grupo.

No mesmo ano, são lançados alguns singles, como “Arise”, “Under Siege (Regnum Irae)” e “Dead Embryonic Cells”. Logo após a apresentação no Rio a banda promoveu um show gratuito em São Paulo na praça Charles Miller, em frente ao Estádio do Pacaembu, o show contou com aproximadamente 40 mil pessoas. Mas algumas pessoas confundiram o espírito de confraternização dos fãs, e um rapaz foi assassinado. Esta fatalidade criou um falso mito sobre o público da banda, que repercutiu por muitos anos negativamente fazendo com que muitos produtores de shows brasileiros temessem marcar shows com o grupo.

Repercussão no exterior

No exterior, por sua vez, a turnê do Arise foi longa e passou por lugares inéditos como Grécia e Japão. Na Austrália foi lançado o primeiro EP oficial da banda, o Third World Posse. Na Holanda estrearam em um festival internacional de grande repercussão, o “Dynamo Open Air”, para mais de 30 mil pessoas. E atraíram mais de 100 mil pessoas nas duas apresentações feitas em estádios quando estiveram na Indonésia. Lá também foram premiados com fitas cassetes de ouro pelas boas vendas.

Gravaram os clipes de “Arise” e “Dead Embryonic Cells”, e lançaram seu primeiro home-vídeo, “Under Siege”, que foi gravado em Barcelona, Espanha. Com todos estes acontecimentos ligados ao disco Arise, o Sepultura firmou seu nome mundo a fora. Em 1992 Third World Posse é lançado. O álbum tem três músicas ao vivo tiradas do vídeo Under Siege (Live in Barcelona), além de “Drug Me” de Jello Biafra e “Dead Embryonic Cells”, do disco Arise. Ainda em 1992, acontece o casamento de Max com a empresária Glória.

A essa altura, o Sepultura já era considerado uma das melhores bandas de Thrash Metal do mundo. Em 1993, o Sepultura lança o disco Chaos A.D., que já possuía influências tribais e já não tinha toda a violência de Arise, e menos ainda dos primeiros álbuns da banda. Ainda assim, percebia-se que a banda ainda se preocupava com a situação geopolítica mundial, pois pérolas como “Refuse/Resist” e “Territory” estão incrustadas neste álbum, além de “Manifest”, que denunciava o massacre da penintenciária do Carandiru, onde 111 detentos foram mortos. Mesmo não sendo tão violento quanto os antecessores, Chaos A.D. foi um sucesso, e até hoje, já vendeu mais de 1 milhão de cópias mundo afora.

O Sepultura optou por um lado musical nunca antes explorado, misturando seu som brutal com elementos de música popular, e com isto definiram a linha musical de vanguarda que se tornou sua marca registrada. O lançamento de Chaos A.D. aconteceu em um castelo medieval na Inglaterra e com a presença de boa parte da imprensa mundial. Nesta turnê a banda foi até Israel gravar o clipe da música “Territory”, também lançada como single. Este vídeo foi eleito o melhor videoclipe do ano pela MTV Brasil, que levou a banda à Los Angeles para receber o astronauta de prata. Outros clipes/singles tirados deste álbum foram “Refuse/Resist” e “Slave New World”, e o home-vídeo “Third World Chaos”. Este álbum que inclui um cover da canção “The Hunt”, do New Model Army. “Biotech Is Godzilla” foi escrita por Jello Biafra, além de uma faixa especial, onde os integrantes se acabam de rir e gritar, e mais uma versão de “Polícia”, dos Titãs, disponível apenas na versão brasileira do álbum. O single “Territory” também é lançado nesse mesmo ano. Ainda em 1993 nasce o primeiro filho de Glória e Max: Zyon.

Nesta turnê o Sepultura foi a primeira banda de metal da América Latina a se apresentar no tradicional festival Monsters of Rock, no Donington Park, Inglaterra, na frente de 50 mil pessoas, quantidade equalitária ao Rock in Rio II, onde o Sepultura também foi atração. E também a primeira banda do Brasil a tocar na Rússia. De volta ao Brasil, a banda foi convidada a tocar no festival Hollywood Rock só após um abaixo-assinado feito pelo fã clube oficial brasileiro. Isso devido ao boicote por parte dos organizadores do evento, amedrontados com o incidente em São Paulo anos atrás. Em 1994, o EP Refuse/Resist é lançado. O álbum é uma espécie de coletânea com músicas ao vivo, de estúdio, “Drug Me” (de Jello Biafra) e ainda uma música de nome “Inhuman Nature”, da banda Final Conflict. O single “Slave New World” é lançado.

Em 1994, Andreas se casa com Patrícia, e a banda começa a compor material para novo álbum e single. No ano seguinte, o segundo vídeo do Sepultura, o Third World Chaos é lançado, contendo alguns clipes da banda, trechos de entrevistas com a MTV brasileira, americana, europeia e japonesa. O vídeo contém um trecho de entrevista em que o entrevistador é Bruce Dickinson, quando ele tinha o seu programa de entrevistas na rede inglesa de televisão. Ainda em 1995, nasce Giulia Kisser, a primeira filha de Patrícia e Andreas; Igor se casa com Monika, e Igor Amadeus, segundo filho de Glória e Max, nasce. Em 1996, o compacto Roots Bloody Roots é lançado, contendo quatro faixas, “Roots Bloody Roots”, “Procreation of the Wicked” (um cover da banda black metal Celtic Frost), “Refuse/Resist” e “Territory” (ambas gravadas ao vivo em Minneapolis, Estados Unidos). Outros singles foram lançados, “Ratamahatta” e “Attitude”.

O álbum Roots (1996)

Mais tarde, no mesmo ano, sai Roots, um dos álbuns mais aguardados do ano. O disco mostrou um lado mais experimental da banda, com uma participação de Carlinhos Brown na canção Ratamahatta, e presença ao longo do disco de percussão, berimbau e várias batidas tribais. O disco contém ainda duas músicas gravadas conjuntamente com os índios xavantes Jasco e Itsari, no Mato Grosso. A música “Itsari” foi gravada na Aldeia Pimentel Barbosa no ano de 1995, às margens do Rio das Mortes no estado de Mato Grosso. Já o restante do álbum foram feitas em Malibu no estúdio Índigo Ranch, dotado de instrumentos de idade avançada, e fazendo da gravação a mais crua possível. Os clipes/singles foram “Roots Bloody Roots” gravado na cidade de Salvador, “Attitude” que teve fotos de tatuagens de fanáticos pelo Sepultura como capa, e contou com a participação especial da família Gracie no videoclipe. “Ratamahatta” foi um clipe diferente de todos os anteriores do Sepultura, feito todo em animação gráfica computadorizada.

A versão brasileira tem também “Procreation of the Wicked” do Celtic Frost e “Symptom of the Universe” do Black Sabbath, além de “Lookaway”, escrita por Jonathan Davis da banda Korn.

Em meados de 1996, a banda fica sabendo do assassinato de Dana Wells, filho de Gloria Cavalera. Max e Gloria vão para os Estados Unidos e o Sepultura toca em trio no Donnington 1996, com Andreas nos vocais. O grupo termina a turnê tocando no Ozzfest, após cancelar três semanas de shows dos Estados Unidos. De acordo com a seleção de Spence D. e Ed Thompson, do site IGN Music, o disco Roots[17], lançado pelo Sepultura em 1996, está na posição 23 dos 25 discos considerados os mais influentes do heavy metal. Encabeçando a lista está Master of Puppets, lançado pelo Metallica em 1986. Ainda foi lançado o disco duplo The Roots of Sepultura, no qual um dos discos conta boa parte da história musical da banda, e o segundo é o álbum Roots.

Saída de Max Cavalera

Finalmente, em dezembro de 1996, chega a notícia que mudaria completamente o rumo da banda: Max Cavalera deixaria a banda. Aconteceu quando os outros três integrantes, em reunião, decidem demitir Gloria Cavalera do posto de empresária da banda, alegando que esta dava apenas espaço para seu marido, Max, ao contrário de antigamente: quando o Sepultura aparecia, todos os quatro integrantes estavam na foto, e não apenas Max. Com a esposa fora da banda, Max se sente traído e resolve separar seu caminho do caminho do resto da banda.

A discussão é imensa. Andreas, Igor e Paulo tinham a convicção de que a empresária já não estava mais os representando do jeito que deveria e comunicaram sua decisão de não renovar seu contrato de trabalho. Havia a opção de que ela continuar a cuidar dos interesses de Max. Ele não aceitou a decisão dos companheiros e abandonou o Sepultura, achando estar sendo injustiçado. A partir de então as incertezas caíram sobre o Sepultura e o futuro era incerto.

Com o tempo a banda acostumou-se à nova situação imposta, e que não poderia parar o trabalho de uma vida toda dessa forma. E assim que puderam começaram a escrever seu próximo álbum, como um trio. Max formou sua própria banda, Soulfly. “Durante este um ano e meio, pensamos em tudo”, diz Andreas. “De fato, pensamos em dizer se foda a todo mundo, se foda a música, se fodam as bandas, a porra toda. Mas não tomamos nenhuma decisão durante o período mais turbulento, porque essas decisões geralmente se mostram erradas, mais tarde. Fizemos as coisas calmamente, e levamos o tempo necessário para pensar a respeito da situação toda”.

Ainda nesse ano, nasce a primeira filha de Igor e Monika, Joanna. Em 1997, sai outra coletânea, Blood-Rooted. A Roadrunner lança também uma coleção de músicas do Sepultura, com versões alternativas e demos, o B-Sides, além de relançar todos os discos do Sepultura até Arise, com os nomes de Gold CD re-issue, remasterizados e com faixas bônus. Sai ainda o vídeo We Who Are Not as Others.

A volta do Sepultura

Igor, Paulo e Andreas passaram a escrever de uma nova forma. Agora o baixo ganhou uma importância ainda maior, como base das músicas. Andreas assumiu os vocais, mas nunca havia cantado antes e não se sentiu à vontade no posto. Decidiram encontrar um novo vocalista para o Sepultura. As fitas de demonstração chegaram em grande quantidade aos escritórios da RoadRunner, e fizeram assim um processo de seleção. Um pequeno grupo de finalistas foi selecionado, e os candidatos receberam uma fita com músicas nas quais deveriam trabalhar, inclusive escrevendo letras, antes de encontrarem a banda para os testes.

Os testes finais aconteceram no Brasil, também foi levado em conta a integração e a afeição entre o grupo. Desde o começo da procura, a voz e a aparência de Derrick Green impressionou. Quando ele esteve no Brasil para os testes sentiu-se em casa, virou palmeirense, e se entendeu extremamente bem com a banda. A maior parte das músicas já estava pronta, esperando a gravação dos vocais, e a banda estava sob pressão para lançar o disco.

Então, em 1998, o Sepultura volta com um novo single, “Against”, do álbum de mesmo nome Against, mostrando todo o poder do novo vocalista Derrick Leon Green, apelidado de Predador. O single foi produzido por Howard Benson e mixado por Bill Kennedy. “Não sabíamos nem se devíamos usar o nome Sepultura, diz Igor Cavalera a respeito da evolução da banda. Decidimos que escreveríamos algumas músicas primeiro, e se não soasse como Sepultura, então pararíamos de usar o nome na mesma hora. Mas logo que tinhamos as músicas, vimos que tinhamos razão para manter o nome. E quanto mais tocamos, mais confortáveis nos sentimos. O único apoio que tivemos durante todo o tempo foi tocar música. Várias pessoas pensavam que o Sepultura era apenas Max, e que nós éramos apenas músicos por detrás dele”, diz Andreas. “Mas o Sepultura sempre foi todo mundo junto, e com a contribuição de todos para as ideias. Temos a mesma atitude, a mesma música, a mesma mensagem. A única coisa diferente é que Derrick está aqui, agora.”

Em maio, o Sepultura viajava para o Japão para gravar, junto com a banda de percussão japonesa Kodō, a música “Kamaitachi”, uma das faixas do novo álbum. Já em abril, começa a gravação das músicas restantes, já com a participação de Derrick. Em agosto, o Sepultura toca no show Barulho Contra a Fome, que serviu para angariar fundos e comida para os pobres, e o segundo single da banda, “Choke”, é agendado para ser lançado em novembro. Sobrevivendo ao período mais difícil de suas carreiras, o Sepultura retoma suas atividades e volta com seu novo álbum, Nation, que falará por eles. “É uma boa hora pra voltar à ideia do que o Sepultura é!”, conclui Igor. “Não é apenas eu, ou Andreas, ou Paulo, ou o Derrick, é a química de quatro pessoas tocando juntas.”

Dante XXI

Ver artigo principal: Dante XXI

O décimo álbum de estúdio do Sepultura, Dante XXI, foi lançado em 2006, baseado no livro “A Divina Comédia” de Dante Alighieri. A odisséia pelo inferno, purgatório e paraíso à qual se lançou o personagem Dante narrada no livro é refeita musicalmente pelo som pesado da banda, sendo lançado pela gravadora SPV Records. Dentro da discografia da banda, Dante XXI figura como seu terceiro álbum temático. Eles já haviam feito algo do gênero em Roots de 1996, inspirados pela cultura brasileira e africana, e depois em Nation de 2001, em que flertavam com uma nação utópica. Para o guitarrista Andreas Kisser, a escolha de um caminho para o disco acaba sendo necessária. “Você chega a um ponto de escrever por escrever, fica sem sentido”, diz.

A solução do tema partiu do vocalista Derrick Green, que puxou pela memória o estudo de A Divina Comédia nos tempos do colégio. Ideia acatada, todos se voltaram à obra, principalmente Kisser, que se aprofundou no assunto. Envolvidos em trilhas para cinema há tempos, tanto Kisser quanto o restante do Sepultura transferiram um pouco dessa experiência para o novo trabalho. “A ideia era fazer a trilha para o livro”, conceitua o baixista Paulo Xisto. Chamaram André Moraes, no qual já era recorrente nessas trilhas, para se encarregar da orquestração do álbum, cuidando dos arranjos mais elaborados, que requereram instrumentos nada usuais na sonoridade crua da banda, como celo e piano, estes utilizados para dar diferenciação às passagens do purgatório e do paraíso. “A sonoridade da parte do Inferno foi mais familiar, usamos elementos da banda, como bateria, baixo, guitarra”, explica Kisser.

O baterista Igor Cavalera aparece nos créditos, mas decidiu abandonar a banda antes do início da turnê. Em seu lugar, entrou Jean Dolabella. Segundo Kisser, a saída de Igor não foi tão traumática quanto a de Max, porque ele já vinha dividindo com os demais seu desejo de sair do Sepultura. “A gente estava esperando isso acontecer. Ele não estava demonstrando interesse em se dedicar à turnê”, completa Xisto.

Com esse álbum a banda fez uma turnê mundial por onde tocou pela primeira vez na Índia[18]. Esta turnê da banda, feita para a divulgação do álbum Dante XXI, passou por diversos países na Europa, América do Norte e América Latina, totalizando mais de 100 shows. Em 2007 o grupo foi atração em alguns festivais no Brasil, como Abril Pro Rock, em Recife, e Porão do Rock, em Brasília.

A-Lex

Ver artigo principal: A-Lex

Andreas disse em 2007 que a banda já estava planejando um novo álbum de estúdio para ser lançado em 2009, sendo o primeiro sem Igor Cavalera.[19] Como afirmou na sua página no MySpace, este seria um outro conceito de álbum, intitulado A-Lex, baseado na obra “A Laranja Mecânica”. O álbum foi gravado nos Estúdios Trama em São Paulo, com o produtor Stanley Soares.

A banda foi um dos convidados de destaque do Grammy Latino de 2008 em 13 de novembro. Eles cantaram um cover de “Garota de Ipanema” e uma nova canção chamada “We’ve Lost You” de seu álbum A-Lex.[20]

Kairos

Ver artigo principal: Kairos

Kairos é o 13º álbum do Sepultura. Foi produzido pela Nuclear Blast e pelo guitarrista Roy Z. Kairos possui um som mais pesado que seus antecessores e foi muito bem recebido pela crítica especializada. Chegou a ficar no top 100 de álguns países europeus, e vendeu mais de 2600 cópias nos EUA nas primeiras semanas de lançamento. O grupo francês Les Tambours du Bronx participou do álbum, na faixa “Structure Violence (Azzes)”.

Integrantes

Atuais

Derrick Green

Ver artigo principal: Derrick Green

Vocalista, nascido em Cleveland, no estado de Ohio, Derrick Green[21] canta desde os 16 anos, quando entrou na banda hardcore Outface. Ele e o guitarrista se mudaram para Nova York após seis anos juntos para formar a Overfiend. Quando o Sepultura anunciou que estavam procurando por um novo vocal, um dos produtores da Roadrunner enviou-lhes uma demo do Overfiend e pediu para darem uma olhada. “Nós enviamos pra ele uma fita de Choke e pedimos para colocar vocal nela, relembra Andreas. Nós gostamos pra caralho, então o convidamos para vir ao Brasil, porque ficaríamos aqui até o fim do ano passado. Então nos juntamos, e na mesma hora, sacamos que ele era o cara. Não apenas por causa das habilidades do Derrick, mas porque ele é como nós. Ele realmente acredita nas mesmas coisas, tem o clima certo, além do quê ele adora futebol.” Os outros membros do Sepultura aceitaram-no na banda, que apesar da adição desse elemento estrangeiro continua sendo totalmente brasileira.

Andreas Kisser

Ver artigo principal: Andreas Kisser

Guitarrista, Andreas Rudolf Kisser[22] é um paulista de São Bernardo do Campo. Casado com Patricia Perissinotto Kisser e três filhos: Giulia Kisser (1995), Yohan Kisser (1997) e Enzo Kisser (2005). Se interessou por música aos 10 anos, escutando os discos da mãe e do pai, como Beatles, Roberto Carlos e basicamente sertanejos como Tonico e Tinoco por parte de seu pai. Com o violão da avó, aprendeu os acordes principais através da MPB. Pela influência de um amigo mais velho, conheceu o Queen e o Kiss, o que revolucionou toda a sua maneira de encarar a música. Comprou sua primeira guitarra (Giannini- Supesonic) e um pedal de distorção. No começo de 1987, entrou para o Sepultura, se mudando para Belo Horizonte e começando uma carreira única na história da música brasileira. Junto com Max Cavalera, Igor Cavalera e Paulo Jr., viajaram pelos quatro cantos do mundo, divulgando um pouco mais a cultura brasileira através da música pesada. Andreas continua com o Sepultura, agora com Derrick Green nos vocais e também se lançou no mundo do cinema fazendo duas trilhas sonoras. Foi chamado para tocar com o Anthrax em alguns concertos, pois seu guitarrista Scott Ian estava acompanhando o nascimento de sua primeira filha.

Paulo Jr.

Ver artigo principal: Paulo Jr.

Baixista, Paulo Xisto Pinto Junior[23] nasceu em Belo Horizonte. Paulo Jr., como ficou conhecido, passou a se interessar pelo baixo logo cedo. Com apenas 15 anos acabou ingressando na sua primeira e atual banda, o Sepultura. Na época ele era amigo dos irmãos Max e Igor Cavalera que haviam criado a banda como uma brincadeira. Além deles a banda ainda contava com Jairo Guedez na guitarra. Segundo Paulo, o melhor show em que participou foi o primeiro fora do Brasil, outro foi em 1992 com o Black Sabbath na reunião da banda, o Rock in Rio, o Hollywood Rock. Com o Sepultura, Paulo gravou onze álbuns.

Eloy Casagrande

Ver artigo principal: Eloy Casagrande

Baterista, Eloy Casagrande[24] nascido em Santo André-SP, começou a tocar bateria aos 6 anos de idade, e antes dos 10 já participava em diversos programas de televisão, workshops e eventos, devido a sua notoriedade como baterista. Em 2005, foi vencedor do “Modern Drummer´s Undiscovered Drummer Contest 2005” na categoria até 18 anos, sendo o primeiro sul-americano a vencer o festival. Desde 2006 toca com a Banda Católica Iahweh. Em 2007 foi convidado a assumir o posto de baterista da banda solo do vocalista Andre Matos, realizando grandes turnês na divulgação do álbum Time to Be Free, e gravando, em 2009, o álbum Mentalize, que conta com participações suas nas composições. Posteriormente participou de bandas como Gloria Pelo Gloria em 2011 participou do Rock In Rio III e em 2012 gravou o quarto album da banda intitulado (Re)Nascido (2012) e AcllA. Com a saída de Jean Dolabella, em setembro de 2011, foi convidado para integrar o Sepultura.

Antigos

  • Wagner Lamounier – (vocal 1984-1985)
  • Jairo Guedez – (guitarra 1984-1986)
  • Max Cavalera – (somente guitarra 1984-1985, vocal e guitarra 1985-1997)
  • Igor Cavalera – (bateria 1984-2006)
  • Jean Dolabella – (bateria 2006-2011)

Integrantes da banda ao longo do tempo

Discografia

Álbuns, EPs, singles

  • Bestial Devastation (Split LP com Overdose, 1985)
  • Morbid Visions (Álbum, 1986) 3/5 estrelas[25]
  • Schizophrenia (Álbum, 1987) 4/5 estrelas[26]
  • Beneath the Remains (Álbum, 1989) 4.5/5 estrelas[27]
  • Arise (Álbum, 1991) 4.5/5 estrelas[28]
    • Arise (Single, 1991)
    • Dead Embryonic Cells (Single, 1991)
    • Under Siege (Regnum Irae) (Single, 1991)
    • Third World Posse (EP lançado apenas na Austrália, 1992)
  • Chaos A.D. (Álbum, 1993) 4.5/5 estrelas[29]
    • Territory (Single, 1993)
    • Refuse/Resist (Single, 1994)
    • Slave New World (Single, 1994)
  • Roots (Álbum, 1996) 4.5/5 estrelas[30]
    • The Roots of Sepultura (EP duplo, CD 1: ‘Roots’ / CD 2: Faixas raras, 1996)
    • Ratamahatta (Single, 1996)
    • Attitude (Single, 1996)
    • Roots Bloody Roots (Single, 1996)
    • Blood-Rooted (EP, 1997)
    • B-Sides (EP, 1997)
  • Against (Álbum, 1998) 3/5 estrelas[31]
    • Choke (Single, 1998)
    • Tribus (Single, 1999)
    • Against (Single, 1999)
  • Nation (Álbum, 2001) 3/5 estrelas[32]
    • Under a Pale Grey Sky (Ao Vivo, 2002) (O Sepultura não considera esse álbum um lançamento oficial)
    • Revolusongs (EP, 2002) 4/5 estrelas
  • Roorback (Álbum, 2003) 4/5 estrelas[33]
    • Live in São Paulo (Ao Vivo, 2005)
  • Dante XXI (Álbum, 2006) 3.5/5 estrelas[34]
  • The Best of Sepultura (Coletânea, 2006) (O Sepultura não considera esse álbum um lançamento oficial)
  • A-Lex (Álbum, 2009) 4/5 estrelas[35]
  • Kairos (Álbum, 2011)

Parcerias

  • A banda Overdose, que dividiu com o Sepultura um LP, no seu primeiro lançamento, Bestial Devastation.
  • Kelly Shaefer, da banda Atheist, John Tardy, da banda Obituary, Scott Latour e Francis Howard, da banda Incubus, fazem backing vocal na música Stronger Than Hate, do álbum Beneath the Remains. Kelly Shaefer também escreveu a letra dessa música.
  • A banda Titãs, na música Polícia, ao vivo no Hollywood Rock em 1994.
  • Mike Patton, vocalista da banda Faith No More, e Jonathan Davis, vocalista do Korn, na música Lookaway, do álbum Roots.
  • Carlinhos Brown, com vocal e percussão em diversas músicas do álbum Roots.
  • A tribo dos índios Xavantes, nas músicas Jasco e Itsári, do álbum Roots.
  • Jason Newsted, ex-baixista do Metallica, com letra e música em Hatred Aside, do álbum Against.
  • João Gordo, vocalista do Ratos de Porão, na música Reza, do álbum Against.
  • Dr.Israel na música “Tribe to a Nation”, do álbum Nation.
  • Jello Biafra, ex-vocalista do Dead Kennedys, na música Politricks, do álbum Nation.
  • Jamey Jasta, vocalista do Hatebreed, na música Human Cause, do álbum Nation.
  • O rapper Sabotage na música Black Steel in the Hour of Chaos (cover do Public Enemy), no EP Revolusongs.
  • Jairo Guedez, ex-guitarrista da banda, nas músicas Troops of Doom e Necromancer, do CD/DVD ao vivo Live in São Paulo.
  • Alex Camargo, vocalista do Krisiun, na música Necromancer, do CD/DVD Live in São Paulo.
  • O rapper BNegão, na música Black Steel in the Hour of Chaos (cover do Public Enemy), do CD/DVD Live in São Paulo.
  • O Rappa, na música Ninguém Regula a América do disco Instinto Coletivo da mesma banda.
  • O cantor Zé Ramalho, na música A Dança das Borboletas, para a trilha sonora do filme Lisbela e o Prisioneiro. Também foi relacionada para este filme a música O Matador, ambas as canções são inéditas.
  • David Silveria, baterista da banda Korn na música Ratamahatta.
  • O grupo francês Les Tambours du Bronx, na faixa Structure Violence (Azzes), do álbum Kairos.
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Pós-Punk (Post Punk)

O termo Pós-Punk ou Post-Punk, em música, refere-se a um estilo musical surgido na Inglaterra após o auge do punk rock em 1977. O estilo mantém suas raízes no punk rock, mas é mais introvertido, complexo e experimental. O Pós-Punk lançou as bases para o rock alternativo, ampliando a estética sonora do punk rock, incorporando elementos de Krautrock (particularmente o uso de sintetizadores e a extensa repetição), música Dub jamaicana (especificamente técnicas de baixo), Funk americano e experimentações de estúdio.

O pós-punk é com freqüência e equivocadamente referido como sinônimo para música gótica ou como sinônimo de indie rock.

Contexto cultural

O punk alcançou seu auge em 1977, quando se tornou um fenômeno cultural de grandes proporções com centenas de entusiastas e dezenas de novas bandas de punk rock. Com o sucesso e divulgação, muitas de suas características originais — a irreverência, desprezo pela sociedade e a valorização da revolução pessoal — se tornaram irrelevantes para a maioria dos novos adeptos. Dois fatores principais para este fenômeno foram o interesse comercial da indústria cultural e a crescente influência da postura ‘festeira’ do punk norte-americano (em contraposição ao niilismo e inclinação destrutiva do punk inglês). De um lado, este desprezo pelos valores contra-culturais do punk permitiu que a música comercial se misturasse livremente com as novas características trazidas pelo punk, dando origem a bandas de punk rock que não eram necessariamente formadas por punks, do outro lado, os mais interessados em manter o punk como algo alternativo estabeleciam dogmas de conduta e estilo que limitavam severamente a criatividade. Neste período centenas de novas bandas surgiram representando em diferentes graduações estes dois extremos.

Apesar deste momento de agitação cultural ter sido inicialmente chamado de new wave (“nova onda”), é mais adequado atribuir este nome para as bandas da época com inclinações comerciais e influenciadas pela cultura pop e o nome Pós-punk para o lado mais alternativo e experimental. Em pouco tempo ambos se transformaram em característicos estilos musicais, por isso é comum atualmente referir a estes nomes como estilo ao invés de manifestação cultural. Pode-se considerar de forma geral o New Wave como a evolução acessível (mainstream) do Punk e o Pós-punk como o caráter alternativo das novas bandas (não uma mera negação do punk, como pode ser erroneamente sugerido).

Paralelo a estes dois fenômenos existiu também uma tentativa de isolamento e reconstrução do espírito originalmente contra-cultural punk. A partir dela a segunda geração punk se consolidou no começo dos anos 80 — nos Estados Unidos com a cena Hardcore, e na Inglaterra inicialmente com o street-punk, que se fundiria pouco tempo depois com os costumes skinheads e seria transformado no popular Oi!.

O início do pós-punk inglês ocorre com a formação das bandas Magazine e Public Image Ltd entre o final de 1977 e o começo de 1978. A primeira liderada pelo ex-vocalista e compositor do Buzzcocks, Howard Devoto, e a segunda pelo ex-vocalista e compositor do Sex Pistols, Johnny Rotten (que a partir de então assumiu seu nome real John Lydon). Ambas foram fundadoras e favoritas do punk inglês e com seus novos projetos assumiam deliberadamente uma postura de ruptura e aversão aos rumos comerciais e dogmáticos. Antes, a também veterana banda punk Wire já evidenciava estruturas mais complexas e melódicas em algumas faixas do seu disco de 1977, Pink Flag. No disco de estréia do Public Image Ltd, First Issue, de 1978, John Lydon introduz algumas das principais características do pós-punk: o destaque em primeiro plano para o baixo, a guitarra como uma espécie de segunda voz (em vez do uso de riffs como base para o cantor) e as letras cheias de cinismo e existencialismo. O Magazine, com seu disco de estréia, também de 1978, Real Life, inaugura outras essenciais características do estilo ao usar sintetizadores para criar uma ambientação gélida e espaço vazio, cantar com uma voz ácida e construir melodias mais emotivas.

Nos Estados Unidos, uma tendência para uma música mais introspectiva, e ao mesmo tempo influenciada pelo faça-você-mesmo e a antitécnica, já era desenvolvida paralela ao punk. Dois grupos da primeira geração punk norte-americana, Television e Patti Smith, eram obviamente distintos dos seus companheiros Ramones e Blondie, e demonstravam os elementos, pelo menos conceituais, do pós-punk inglês. É também dos Estados Unidos o grupo Rocket From The Tombs, que daria origem à banda punk Dead Boys e ao extremamente influente sobre o pós-punk, Pere Ubu. O primeiro mini-disco do Pere Ubu, Datapanik In the Year Zero, de 1978, inaugura o interesse pelo Surrealismo, a experiência com vocais bizarros e melodias ao mesmo tempo kitsch e extremamente enigmáticas. O disco de estréia, The Modern Dance, do mesmo ano, é um marco porque introduz o interesse pela experimentação de ruídos, colagens e efeitos sonoros nunca explorados pelo punk, além de substituir a poética objetiva pela abstração ambígua. O pós-punk americano, apesar de ser análogo ao inglês, não teve o mesmo significado. O punk americano, no que diz respeito a relação com a sociedade, era superficial comparado à atitude niilista e negativa dos punks ingleses, desta forma não havia, para a maioria, grandes problemas com a explosão de bandas “simpáticas” e comerciais (os veteranos americanos do Blondie eram desde o começo representantes desta postura) e conseqüentemente não haveria uma morte do punk de onde o pós-punk surgiria. O pós-punk norte-americano se desenvolveu paralelamente ao punk, tendo suas bases numa longa tradição de músicos experimentais como Velvet Underground, Captain Beefheart, Frank Zappa e Yoko Ono, e não os destroços do punk.

Houve outros elementos que podem ser considerados indícios e bases para o pós-punk. Em 1977 os fundadores do glam rock David Bowie, Brian Eno (ex-Roxy Music) e Iggy Pop, extremamente influentes sobre a primeira geração punk, lançam alguns dos mais importantes discos de suas carreiras. David Bowie com participação de Brian Eno começa a chamada “fase Berlim” com os discos Heroes e Low, nos quais o primeiro lado são músicas mais acessíveis e o segundo experimentação instrumental com sintetizadores. Iggy Pop, ex-vocalista dos Stooges, banda norte-americana precursora do comportamento explosivo do punk, com a colaboração de David Bowie lança Lust For Life e The Idiot, esse último sendo o irmão sombrio do primeiro. As músicas são especialmente introspectivas e sombrias, e já é usado o baixo em destaque, neste caso com uma melodia circular, psicodélica e depressiva, características previamente exploradas pelos Stooges na faixa We Will Fall, de 1970. Também o norte-americano Velvet Underground, que durante os três primeiros discos, lançados no fim da década de 60, introduziu várias características fundamentais do pós-punk, especialmente no segundo álbum, White Light / White Heat, exaustivamente citado pelo pós-punk.

A primeira geração inglesa

Partindo do princípio de que não é preciso conhecimento técnico de música para produzir algo interessante, muitos dos integrantes da primeira geração pós-punk inglesa — a maioria universitários e aficionados por arte — formaram suas bandas após o auge do punk, entre 1977 e 1978. Não se interessavam em propagar a limitação poéticas, comportamentais e formais (os dogmáticos 3 acordes) que o punk havia adquirido e nem na evidente superficialidade e comercialismo das outras bandas que também surgiam naquele momento. As referências de arte de vanguarda que apareciam diluídas nos primeiros anos do punk inglês iam ao encontro dos interesses destes novos músicos que, ao contrário, supervalorizavam esses aspectos mais cerebrais.

A primeira geração, apesar de revelar o caráter sombrio já mencionado, era de modo geral otimista, muitas vezes com ritmos dançantes — influência da grande difusão do reggae, dub e ska entre punks nesta época — mas ultrapassava nitidamente todas as barreiras estilísticas do punk. Um caráter principal desta geração é o interesse pela experimentação de texturas sonoras e de novas tecnologias, que se explica pela crescente influência das bandas do experimentalismo alemão Krautrock e da importação de estilos estrangeiros. Há também numerosas referências nas letras a outros campos das artes, como literatura, artes plásticas e teatro e à filosofia. Bandas de destaque desta primeira geração são The Mekons, This Heat, Public Image Ltd, Magazine, The Fall, Raincoats, Siouxsie & the Banshees e Wire.

A segunda geração inglesa

Um fenômeno importante para a consolidação do pós-punk é a transformação de pequenas lojas de discos em gravadoras independentes e a sólida alternativa que elas representavam às grandes empresas que dominavam o mercado fonográfico. Rough Trade, Factory, Small Wonder, entre outras, por volta de 1978 criaram informalmente uma rede de gravadoras independentes e foram responsáveis pela promoção da maior parte dos artistas pós-punk, que nunca conseguiriam contrato com as grandes gravadoras. Em 1979 as primeiras bandas pós-punk começam a serem reconhecidas e são lançados alguns dos mais importantes discos da cena: Entertainment!, do Gang of Four e Dirk Wears White Sox, do Adam & The Ants.

É em 1979 também que vários conjuntos recém formados e com uma forte identidade estilística lançam suas primeiras gravações. Algumas características dessa identidade são a atmosfera sonora etérea, algumas vezes criando uma ambientação desértica e angustiante, e a interpretação introspectiva do sombrio, o existencialismo e o delírio a partir da ótica metropolitana, ou em alguns casos de pontos de vista surreais/metafísicos. Nesta época a new wave estreava um romantismo ingênuo, o New Romantic; comparados, a nova geração pós-punk era a versão negra, um ultra-romantismo de poética pessimista e inclinação suicida. Joy Division abandona a fase punk Warsaw e lança em 1979 o disco marco Unknown Pleasures. O recém formado Bauhaus, com sua ironia macabra, lança o single Bela Lugosi’s Dead neste mesmo ano. Também novato, Killing Joke estréia com o atmosférico mini-álbum Almost Red. The Cure debuta com a melancolia dançante do disco Three Imaginary Boys.

Sob influência dessas bandas, dezenas de outros discos são lançados nos anos seguintes e o pós-punk ganha grande exposição. Entre os que tiveram maior repercussão na mídia estão os U2,New Order, Joy Division, The Cure, Siouxsie & the Banshees, Bauhaus, The Smiths, Killing Joke, New Model Army, Psychedelic Furs e Echo & the Bunnymen. Ao mesmo tempo algumas bandas que não desfrutavam da fama sobreviviam com as gravadoras independentes e com a emergente cena anarcopunk/peace-punk que era um reduto para festivais e selos extremamente underground e independentes — mas praticamente sem lucro, totalmente voltado para divulgar o trabalho dos que não tinham condições de assinar com outras gravadoras. Outras bandas importantes, mas sem o enorme sucesso que o pós-punk experimentava na época, são Southern Death Cult, Theatre of Hate, Blood And Roses, The Mob, Lack of Knowledge e The Cravats.

O pós-punk norte-americano

Nos Estados Unidos o pós-punk não apresentou diferentes gerações, mas durante toda sua existência coexistiram duas linhas claramente distintas e identificáveis. Algumas bandas tinham um caráter evidentemente melódico, dando ênfase à guitarra e à notas mais emotivas. O uso característico do baixo, dos ingleses, não aparece com intensidade nessa variação melodiosa, que privilegiava uma instrumentação “seca” e mais aguda. A outra linha, em destaque os músicos da cena No Wave, estava alinhada com o não-rock áspero e indigesto da cena Industrial que começava a se formar naquele momento. O baixo era muitas vezes deixado em segundo plano para ser substituído por texturas sonoras (metais, caixas e outros objetos) também graves, resultando numa música formalmente equivalente ao estilo inglês, mas com uma poética bem mais agressiva e perturbadora. O uso massivo de microfonias e outros ruídos elétricos como partes fundamentais da estrutura ajudavam a desconstruir a forma tradicional de música (incluindo o próprio punk rock e sua estrutura de acordes). Os temas eram sombrios, escatológicos e misantrópicos, numa ótica nitidamente niilista. Fora da No Wave outros artistas seguiriam essa linha como Big Black, Savage Republic, Swans e Sonic Youth (quanto aos três últimos, referindo-se apenas ao começo da carreira).

A maioria destas bandas não é reconhecida como pós-punk por causa do clássico estilo inglês, mas considerando no sentido amplo, como fenômeno cultural, pode-se afirmar que Television, Savage Republic, Pere Ubu, Suicide, 100 Flowers, Lydia Lunch, The Contortions, Big Black, Redex, Hüsker Dü, entre outros, representaram a versão norte-americana do pós-punk.

Esta distinção América e Inglaterra não era estrita e nem mesmo óbvia, considerando que ambas versões se influenciavam profunda e mutuamente — por exemplo, Pere Ubu e Suicide foram favoritos e extremamente influentes entre os ingleses assim como Public Image Ltd, na sua fase experimental, e o Gang Of Four eram admirados pelos norte-americanos.

Diluição do Pós-Punk em novos estilos

Uma série de mudanças culturais e fatos marcantes acabaram determinando a diluição do pós-punk em novos estilos.

Em 1980, Ian Curtis, vocalista do Joy Division, se suicida. Os outros integrantes formaram em seguida o New Order, banda que começou fazendo pós-punk puro mas logo passou a fundir o estilo com a Dance Music eletrônica, assim acabaram criando um novo estilo musical, o dance rock, e seguiram fazendo músicas do estilo. O Oi! se tornava o centro das atenções da cena rock alternativa inglesa, visto como o renascimento do punk, mas seu lema cerveja, futebol e brigas era obviamente incompatível com a sensibilidade e introspecção do pós-punk. O anarcopunk, um dos únicos redutos alternativos para estes músicos, por volta de 1982 começou a ter suas primeiras divergências com a aparição de fanáticos e foi severamente abalado pelo surgimento de subdivisões em novas cenas, como o infame positive-punk. O clube Batcave abre nesta mesma época e alguns descontentes anarco-“positive-punks”, a maioria ligada estilisticamente ao pós-punk, abandonam o já enfraquecido anarcopunk e se unem a emergente cultura gótica. O New Wave apresentava coisas cada vez mais diferentes com o auxílio da recente MTV. O Bauhaus anuncia o fim da banda em 1983. Os já famosos Siouxsie and the Banshees e The Cure também começam a se afastar do estilo para explorar um novo caminho no rock gótico.

Nos Estados Unidos o pós-punk se transforma no rock alternativo, com o R.E.M. e Hüsker Dü. Sonic Youth, com influência do lado mais experimental e ruidoso, expande a poética da nova música alternativa, paralelamente aos ingleses do The Jesus and Mary Chain. Os veteranos produzem discos que não despertam mais o interesse do público, como o Pere Ubu, ou se tornam caricaturas da New Wave, como o Devo.

O processo de diluição em novos estilos de música alternativa progride durante todo o resto dos anos 80. E outros estilos com influência nítida do pós-punk são o neofolk, a neo-psicodelia, a música etérea e as manifestações tardias de música industrial.

Críticas

O pós-punk foi criticado por uma grande parcela da segunda geração punk, que enxergava a nova cena como uma manifestação de academicismo e intelectualismo. Factualmente o problema era fruto da crescente valorização do que então era chamado de credibilidade de rua — o orgulho da classe operária defendida pela maioria de fãs do Oi! que desclassificava, acusando de “falsos”, qualquer punk que não fosse suburbano-proletariado — e seu nítido contraste com a imagem do universitário, em geral estudante de artes, associada ao pós-punk. Ironicamente o estilo street-punk, precursor do Oi!, teve suas raízes na banda The Clash, formada pelo filho de diplomata e membro da classe média, Joe Strummer, e, no começo da carreira, pelo ex-Public Image Keith Levene. Exemplos de citações ditas intelectuais na produção pós-punk: o nome da banda The Fall e da música Killing an Arab, do The Cure, fazem referência ao filósofo existencialista Albert Camus; o nome Bauhaus 1919 é usado como símbolo da antítese entre o funcionalismo da escola de arte alemã Bauhaus e o início do irracionalismo do cinema expressionista alemão, fundado em 1919; Pere Ubu como referência ao personagem da peça Ubu Roi do pre-surrealista francês Alfred Jarry, etc.

Outra crítica, menor, mas que se estende até os dias de hoje, é ao uso recorrente de imagens nazi-fascistas por algumas bandas. Quando o pós-punk inglês se consolidou, o uso de suásticas e símbolos nazistas como manifestação de niilismo já havia se tornado extremamente impopular entre punks, em primeiro lugar pela influência ativista-esquerdista do The Clash e do festival Rock Against Racism (“Rock Contra o Racismo”), e em segundo lugar pela crescente preocupação de skinheads e punks Oi! em se dissociarem da imagem de neonazistas. Seguindo o caminho inverso, a cena Industrial progressivamente incorporava imagens fascistas para construir sua poética misantrópica de repulsa, desconforto e terror e acabou influenciado uma parte, especialmente a segunda geração, da cena pós-punk. Ao contrário da brutalidade visceral dos industriais e da maioria pós-punk que demonstrava em algum nível simpatia pelos movimentos revolucionários esquerdistas —como maior exemplo o socialismo do Gang Of Four, The Three Johns e Mekons—, alguns músicos pós-punk utilizavam estas imagens sutilmente e de forma ambígua, em geral como humor negro —reminiscência do niilismo punk— ou como intensificador da sensação de descrença. Apesar de não fazerem apologia à sistemas e teorias nazi-fascistas, muitas bandas ainda são extremamente criticadas por indivíduos que abominam o uso destas imagens. Exemplos de referências fascistas na poética pós-punk: Joy Division, literalmente divisão da alegria, é uma referência literária ao setor em que judias eram forçadas a servirem sexualmente os soldados nazistas; New Order, remete a nova ordem do império nazista alemão (a banda mais tarde afirmou publicamente que esta não é a origem do nome e o livro “24 Hour Party People: What the Sleeve Notes Never Tell You”, de Tony Wilson, esclarece que a denominação foi sugerida pelo empresário da banda após ele ter assistido um documentário sobre o Khmer Vermelho, exército revolucionário comunista cambojano que passou a se chamar “New Order of Kampuchean Liberation”); a música Final Solution do Pere Ubu, apesar de ser baseada num jogo infantil, sugere imediatamente o princípio de extermínio judeu de mesmo nome; Savage Republic tem como símbolo o logotipo das milícias nazistas do Sul da África com a suástica substituída por uma estrela, etc.

Manifestações fora da música

É possível identificar o estilo pós-punk em outras produções culturais dos anos 80.

No cinema

Alinhados a estética pós-punk[carece de fontes]:

  • The Right Side Of My Brain, do norte-americano Richard Kern, 1985
  • Asas do Desejo (Der Himmel Über Berlin), do alemão Wim Wenders, 1987

Famosos por incorporar personagens e referências à cultura pós-punk:

  • Fome de Viver (The Hunger), filme inglês de Tony Scott, 1983. Com participação da banda Bauhaus.
  • Cidade Oculta, do brasileiro Chico Botelho, 1987. Com participação da Patife Band, no famoso clube dark Madame Satã.
  • Donnie Darko (Donnie Darko) de Richard Kelly, 2001. Que é ambientado na atmosfera sombria do fim dos anos 80 e cuja famosa trilha sonora possui bandas como Echo and the Bunnymen, Joy Division, The Psychedelic Furs e The Cure.

Nos quadrinhos (banda desenhada)

  • Sandman, de Neil Gaiman
  • Vários trabalhos de Alan Moore (que produziu o disco-quadrinhos Old gangsters never die com membros da banda Bauhaus)

Pós-punk no mundo

Apesar de muitas bandas fora da Inglaterra e Estados Unidos serem meras cópias do estilo destes países, algumas cenas mundiais desenvolveram naturalmente sua própria estética pós-punk e produziram importantes contribuições ao gênero.

Alemanha

Muitas vezes aceito como a ala underground da Neue Deutsche Welle (“Nova Onda Alemã”), o pós-punk alemão foi marcado pela influência neo-dadaista e pelo uso de instrumentos eletrônicos, além do notável interesse pelo radicalismo experimental da música Industrial. As principais bandas são Abwärts, D.A.F, Die Tödliche Doris, Einstürzende Neubauten, Malaria! e Mittagspause.

Austrália

O pós-punk australiano, como o alemão, é em grande parte ligado a estética da música industrial. Algumas bandas importantes: Boys Next Door (que faria sucesso na Inglaterra como Birthday Party e depois Nick Cave and the Bad Seeds), Crime And The City Solution, The Limp, Prod, The Same, SPK, Severed Heads e Wild West.

Brasil

Entusiastas e membros da geração pós-punk brasileira da década de 80 são conhecidos como darks (mais tarde o termo passou a ser utilizado também com o sentido de gótico). A banda Cabine C é considerada pioneira da cena Dark paulista. Outras bandas de destaque são Akira S e As Garotas Que Erraram, Akt 2, Black Future, Chance, Fellini, Ira!, Legião Urbana, Plebe Rude, Escola de Escândalo, Finis Africae, Arte no Escuro,O Cálice, 5 Generais, Quarto Mundo, As Mercenárias, Patife Band, Smack, Harry, Violeta de Outono (embora esta também tenha flertado com o psicodelismo dos anos 60 e com o rock progressivo dos anos 70), Varsóvia e Vzyadoq Moe, e as duas coletâneas principais da cena paulista, Não São Paulo Volume 1 e Enquanto Isso….

Países Baixos

A talvez mais importante gravadora pós-punk, Factory Records, lançou uma subsidiária na Bélgica chamada Factory Benelux. O pós-punk dessa região é chamado Ultra e engloba também experimentações não ligadas ao rock. Houve muitos artistas importantes nesta região da Europa, com destaque para as bandas The Ex, Flue, Mecano, Minny Pops e The Names.

Portugal

Apesar de esta variante ter tido pouca repercussão em Portugal, destaca-se sobretudo o primeiro álbum dos Sétima Legião, “A um Deus desconhecido” onde são notadas várias influências do movimento de Manchester, em particular dos Joy Division.

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Echo & The Bunnymen

Echo & the Bunnymen é uma banda inglesa de pós-punk formada em Liverpool, em 1978. Entre suas influências destacam-se The Beatles, The Velvet Underground e The Doors.

As origens da banda remontam ao final dos anos 70, quando Ian McCulloch, Pete Wylie e Julian Cope formam os The Crucial Three. Em 1977, Wylie e Cope deixam o grupo para criar os The Teardrop Explodes e os Whah!, respectivamente.

Em 1978, McCulloch, juntamente com Will Sergeant, criam o duo Echo, utilizando uma caixa de ritmos em substituição da bateria. No mesmo ano, o baixista Les Pattinson junta-se à banda, e realizam o seu primeiro concerto ao vivo no clube Eric, em Liverpool, com o nome Echo & The Bunnymen.

No ano seguinte, em 1979, a banda lança o primeiro single, Pictures on My Wall, e o sucesso deste dá-lhes um contrato com a editora Korova. O baterista Pete de Freitas entra para o grupo.

Em 1980, gravam o primeiro álbum de originais, Crocodiles que, juntamente aos dois trabalhos seguintes, Heaven Up Here e Porcupine, lhes trás reconhecimento. Porcupine chega ao #2 das tabelas do Reino Unido.

O álbum de 1984, com o single Killing Moon, entra, mais uma vez, para o Top Ten das tabelas, atingindo a quarta posição, no Reino Unido, e entrando para o Top 100, nos EUA.

Três anos depois, os Echo & The Bunnymen lançam novo álbum que atinge a posição #51 nos EUA, o melhor lugar até à data, e o quarto lugar no país natal. No entanto, o álbum não apresenta nenhuma evolução nos trabalhos da banda, e McCulloch abandona o grupo para trabalhar a solo. Em 1989 edita Candleland, e no ano seguinte Mysterio. Neste período, Noel Burke substitui McCulloch nos vocais, e lançam Reverberation.

Em 1994, McCulloch forma os Electrafixion com Will Sergeant. Mais tarde, em 1997, é a vez de Pattinson se juntar, e de novo reúnem os Echo & the Bunnymen.

Integrantes

Formação original

  • Ian McCulloch – vocal
  • Will Sergeant – guitarra
  • Les Pattinson – baixo
  • Pete de Freitas – bateria

Outros integrantes

  • Mark Fox – bateria
  • Noel Burke – vocal (em Reverberation)
  • Damon Reece – bateria
  • Jake Brockman – guitarra e sintetizador

Discografia

  • 1980 – Crocodiles
  • 1981 – Heaven Up Here
  • 1983 – Porcupine
  • 1984 – Ocean Rain
  • 1985 – Songs to Learn & Sing
  • 1987 – Echo & the Bunnymen
  • 1990 – Reverberation (Com Noel Burke nos vocais)
  • 1997 – Evergreen
  • 1999 – What Are You Going to Do with Your Life?
  • 2001 – Flowers
  • 2002 – Live in Liverpool
  • 2005 – Siberia
  • 2006 – Me, I’m All Smiles (Live)
  • 2009 – The Fountain (álbum)
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New Order

New Order é uma banda inglesa de Rock e Música Eletrônica formada em Manchester no ano de 1980 por Bernard Sumner (vocais, guitarra e sintetizadores), Peter Hook (baixo e sintetizadores) e Stephen Morris (bateria, bateria eletrônica e sintetizadores). New Order foi formado pelos membros remanescentes do grupo Joy Division, após o suicídio do vocalista Ian Curtis, com a adição de tecladista/guitarrista Gillian Gilbert.

Embora as primeiras gravações do New Order soam muito parecidas com o Joy Division, em 1981 com o single “Everything’s Gone Green”, a banda desenvolveu sua sonoridade característica, que é descrita como uma síntese equilibrada entre pós-punk e experimentalismo com dance music eletrônica. O New Order é uma das bandas pioneiras da dance music eletrônica e foi a primeira banda a unir esse estilo musical com o rock, assim criando um novo estilo musical, que é conhecido como Dance Rock.

A banda ja vendeu mais de 20 milhões de álbuns. Seu maior hit, Blue Monday, é o single de 12 polegadas mais vendido de todos os tempos, tendo vendido mais de 3 milhões de cópias[2]. Tanto por sua música quanto por sua própria casa noturna inaugurada em 1982, The Haçienda, o New Order é um dos nomes mais influentes e revolucionários de todos os tempos no rock e na música eletrônica.

Em 2005, o New Order ganhou o prêmio “Godlike Genius” (pelo conjunto da obra) da NME Awards e foi incluído junto ao Joy Division no UK Music Hall of Fame. Inúmeros artistas admitem terem muita influência de New Order, como por exemplo: Pet Shop Boys, Moby, Chemical Brothers, Smashing Pumpkins, Stone Roses, Happy Mondays, Massive Attack, Kylie Minogue, Primal Scream e The Killers[3].

O New Order entrou em hiato entre 1993 e 1998, período o qual os membros participaram de vários projetos paralelos. A banda se reuniu em 1998, e em 2001 lançou Get Ready, seu primeiro álbum em oito anos. Em 2001, Phil Cunningham (guitarra, sintetizadores) substituiu Gilbert, que havia abandonado o grupo devido a compromissos familiares. Em 2007, Peter Hook deixou a banda devido a desentendimentos com Bernard e Stephen, assim o New Order novamente entrou em hiato. Em 2011 a banda retornou a ativa, com Gilbert de volta e Tom Chapman substituindo Hook no baixo.

Inicio e Movement

Formados no início da década de oitenta em Manchester, Inglaterra, o New Order era constituído inicialmente por três membros do Joy Division, cuja carreira foi prematuramente interrompida com o suicídio do vocalista Ian Curtis, em maio de 1980. Os membros remanescentes do Joy Division, Bernard Sumner, Peter Hook e Stephen Morris decidiram continuar, apesar da tragédia, e optaram por mudar o nome para New Order, denominação que deveria passar a idéia de mudança e renascimento, mas que despertou suspeitas entre os jornalistas sobre as filiações políticas do grupo (“Nova Ordem” era o que Adolf Hitler pretendia impor à humanidade caso tivesse vencido a Segunda Guerra Mundial). Entretanto, mais tarde o livro “24 Hour Party People”, de Tony Wilson, revelou que o nome era uma referência ao Khmer Vermelho e foi sugerido pelo empresário da banda na época, Rob Gretton, após ter assistido na TV um documentário sobre a revolução no Camboja. Especula-se também que o nome poderia ter sido uma homenagem aos Stooges, embrionário grupo proto-punk, que foi uma grande influência no som da banda quando ainda se chamavam Joy Division. New Order foi o nome dado pelo guitarrista Ron Asheton ao seu novo conjunto depois do fim dos Stooges.

Em junho de 1980, Sumner, Hook e Morris fizeram a sua primeira gravação de estúdio acompanhados por Kevin Hewick. A faixa resultante desse trabalho, “Haystack”, foi editada na coletânea From Brussels with Love. A canção foi uma das primeiras a fazer parte do novo material que o trio vinha compondo logo após a morte de Ian Curtis. Uma segunda música, “A Piece of Fate”, também foi gravada com a participação de Hewick, mas este fonograma nunca viu a luz do dia. Kevin produziu esta faixa ao longo dos anos e ela foi lançada pelo cantor em 1993 com o nome “No Miracle”. No mês seguinte, a banda faria algumas gravações no famoso estúdio da banda Cabaret Voltaire, o Western Works, em Sheffield, Inglaterra. As famosas Western Works Demos continham uma música que vinha sendo trabalhada ainda com o Joy Division (“Ceremony”, que na demo aparece cantada por Stephen Morris) e, ainda, mais três faixas totalmente novas (“Truth”, “Dreams Never End” e “Homage”).

Após algumas apresentações ao vivo como trio, Gillian Gilbert (então namorada de Stephen Moriss e atualmente esposa) foi integrada à banda para tocar teclados e guitarra, enquanto Bernard Sumner se consolidava no posto de vocalista, ocasionalmente dividido com Peter Hook. Gillian fez sua primeira participação no grupo quando ainda se chamavam Joy Division: num concerto em Liverpool, por causa de um acidente em que Sumner feriu a mão, ela substituiu-o na guitarra.

O primeiro single do New Order, lançado em 1981, continha duas músicas escritas ainda nos tempos dos Joy Division, mas que ainda não tinham sido terminadas por causa da morte de Curtis: “Ceremony”, que se tornou uma das canções de pós-punk mais influentes de todos os tempos e “In a Lonely Place”. Em setembro do mesmo ano, pela Factory Records, editora independente que os abrigava desde 1978, lançam o compacto “Procession”, que antecedeu o lançamento de Movement[4], o primeiro álbum, em novembro. O álbum mostrou um estilo semelhante ao Joy Division (os temas sombrios, depressivos, e os arranjos atmosféricos), embora com mais sintetizadores.

Power, Corruption & Lies; Low-Life e Brotherhood

A banda em 1986

Durante os anos 80, rompendo as barreiras entre o rock e a música eletrônica, o New Order revolucionou ambos gêneros musicais.

Com influências de artistas como Giorgio Moroder, David Bowie e Kraftwerk, o álbum Power, Corruption & Lies[5], de 1983, mostra de forma clara a nova e definitiva proposta pretendida pelo grupo: a síntese equilibrada entre pós-punk e experimentalismo com dance music eletrônica, que ja vinha se desenvolvendo desde os singles “Everything’s Gone Green” de 1981, “Temptation” de 1982 e “Blue Monday” (este último foi lançado dois meses antes de Power, Corruption And Lies). A essa altura o New Order ja era considerado um nome fundamental para o desenvolvimento da música eletrônica mundial e estava consolidado como pioneiro na união do rock com a dance music eletrônica, assim eles acabaram criando um grande estilo musical, o “Dance Rock”. “PC&L” também marcou uma nova postura da banda em relação a lírica, Bernard Sumner agora compunha letras mais abstratas, num oposto ao lirismo desesperado de Ian Curtis. Os singles para 1983 foram “Blue Monday” e “Confusion”. Ao final do ano, o New Order ja era reconhecido mundialmente como a maior banda independente do planeta, tendo sido a primeira banda independente inglesa a fazer sucesso mundial. No ano seguinte, lançaram mais dois grandes singles – “Thieves Like Us” e “The Perfect Kiss”.

O álbum Low-Life[6], de 1985, traz alguns sucessos da banda como “The Perfect Kiss” (que teve o clipe dirigido por Jonathan Demme) e “Love Vigillantes”. É o único álbum da banda que inclui fotografias de seus membros, o que marcou uma aproximação maior da banda com seu público em relação aos anos anteriores.

O álbum Brotherhood.[7], de 1986, traz uma das músicas de maior sucesso da banda, “Bizarre Love Triangle”. Em 1986 eles também lançaram os singles “States Of The Nation” e “Shellshock” (este último entrou na trilha sonora do filme “A Garota de Rosa-Shocking”)

Blue Monday

Com 7 minutos e meio de duração, “Blue Monday” é o single de maior duração que já alcançou os tops britânicos. É conhecido como o single de 12 polegadas mais vendido da história musical, mas a Factory não era membro da Indústria Fonográfica Britânica e, sendo assim, não puderam receber um disco de ouro. Apesar disso, a Companhia dos “Tops” do Reino Unido estima que as vendas ultrapassaram um milhão de cópias no Reino Unido. [8][9]

“Blue Monday” é a música eletrônica mais influente de todos os tempos. Ela inovou por misturar o Synthpop com influências da cena de clubes de Nova York da época. O produtor Arthur Baker, da tal cena, colaborou nos dois singles seguintes do New Order: “Confusion” e “Thieves Like Us”. Blue Monday é um “divisor de águas” na história da música, tendo definido a Dance Music eletrônica.

Neil Tennant, vocalista do Pet Shop Boys (a dupla de maior sucesso do Pop inglês), admitiu no documentário New Order Story, que ficou chocado ao ouvir Blue Monday pela primeira vez, pois a música antecipou o tipo de som que a dupla sonhava em fazer.

Em 1988, Blue Monday, relançada com remix de Quincy Jones[10] (produtor de Thriller do Michael Jackson), chega ao primeiro lugar da Billboard Hot Dance Club Songs[11] e 3º lugar no Reino Unido.[12] Originalmente lançada apenas em single, “Blue Monday” e sua versão dub “The Beach” (lado B) foram definitivamente incorporadas às edições em CD (nos anos 1990) do álbum Power, Corruption & Lies, lançado pela banda no mesmo ano de 1983.

Substance e Technique

No verão de 1987 enquanto o grupo fazia turnê na América do Norte com os amigos Echo & the Bunnymen, foi lançado o seu disco mais famoso, a coletânea Substance[13] (no ano seguinte seria lançada uma coletânea do Joy Division com o mesmo nome). O disco contém todos os singles lançados até aquele momento. Músicas como Bizarre Love Triangle e Sub-Culture são as versões do single, diferentes das versões dos respectivos álbuns. A banda entrou, naquela época, em uma nova fase, com um som mais pop e limpo com singles como “True Faith” que colocou o grupo no Top Ten da parada americana de singles pela primeira vez e “Touched By the Hand of God”.

O disco Technique[14], de 1989, incorpora o então emergente Acid House ao rock eletrônico característico da banda e é considerado um retrato fiel do auge do Acid House, além de ter popularizado mundialmente o estilo. O disco representa o que havia de mais moderno na época e recebeu elogios rasgados da crítica do mundo inteiro. Foi o primeiro disco do grupo a chegar ao topo da parada de LPs no Reino Unido. Em 1989 o New Order fez uma turnê do álbum junto com o Public Image Ltd e The Sugarcubes nos Estados Unidos e Canadá, no que foi apelidado pela imprensa de “Monsters of Rock Alternativo Tour”.

“World in Motion”, primeiro single do New Order a alcançar #1 nas paradas britânicas, foi feito para a Seleção Inglesa de Futebol sob o nome de NewEnglandOrder e lançado em 1990 para a Copa do Mundo daquele ano, no videoclipe a seleção inglesa joga contra a seleção brasileira que está usando o segundo uniforme oficial (azul). Nesta mesma época Bernard Sumner formava a banda paralela Electronic com o guitarrista dos Smiths, Johnny Marr. Peter Hook também acabou formando um projeto paralelo chamado Revenge.

Republic e pausa

Republic[15] foi lançado em 1993 após a saída do New Order de sua gravadora, a Factory Records, é o álbum mais eletrônico do grupo e chegou no topo da parada de LPs no Reino Unido. O single “Regret” foi um grande hit no Reino Unido e nos Estados Unidos. Após esse disco, os integrantes pararam as atividades do New Order e cada um foi trabalhar em seus projetos paralelos: Bernard com o Electronic, Peter com o Revenge (ou Monaco) e os “outros dois”, Steve e Gillian, formaram o The Other Two.

Em 1994 a coletânea (The Best Of) New Order[16] foi lançada com vários dos singles do Substance, mais algumas faixas mais recentes. No ano seguinte, lançaram a “segunda parte” desta coletânea, desta vez chamada (The Rest Of) New Order[17], contendo antigos e novos remixes de suas músicas. Em 1998 a banda voltou à ativa e a tocar músicas do Joy Division como “Transmission” e “Atmosphere”. Além disso, participou da trilha sonora do filme A Praia (The Beach, com Leonardo Di Caprio), com a música inédita “Brutal”, que não aparece em nenhum outro registro da banda.

Get Ready e Waiting For The Siren’s Call

Em 2001 a banda lançou o álbum Get Ready[18] e o que se notou foi uma grande mudança na parte músical, mais focada na guitarra do que nos teclados, como mostra os singles “Crystal” e “60 MPH”. O disco contou com participações de dois grandes músicos que nunca esconderam sua admiração pelo New Order: Bobby Gillespie do Primal Scream, que participa da música “Rock the Shack” e Billy Corgan do Smashing Pumpkins, que além de participar da música “Turn My Way”, participou da turnê do álbum. Phil Cunningham também se juntou a banda nessa turnê, em substituição de Gillian Gilbert que se recusou a turnê em favor de cuidar de seus filhos com Stephen Moriss.

Em 2005 a banda lançou Waiting for the Sirens’ Call[19], o primeiro com o novo membro Phil Cunningham e sem Gillian Gilbert. O álbum repete a formula do seu antecessor. Singles como “Jetstream” (que tem participação de Ana Matronic do Scissor Sisters) e “Krafty” foram muito bem recebidos. No mesmo ano a banda ganhou o prêmio God Like Genius da NME Awards e foi incluída junto com o Joy Division no UK Music Hall of Fame.

Em 2006 a banda passou em turnê pelo Brasil, com shows em Brasília, Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro. No mesmo ano, a música “Guilt Is a Useless Emotion” concorreu ao Grammy Awards na categoria de melhor Gravação Dance. Peter Hook já afirmou que há músicas suficientes para um novo disco.

Suposto fim da banda e saída de Peter Hook

Em 2007 Peter Hook anunciou sua saída e o fim da banda. Após conflitos com Bernard e Stephen, que afirmam que a saída de Hook não significa o fim da banda, que continua em atividade.

O NewOrderOnline, site com suporte da banda, noticiou que de acordo com “uma fonte próxima da banda,” “as notícias sobre o fim são falsas… O New Order continua a existir, ao contrário do que [Hook] diz […] Peter Hook pode sair, mas isso não significa o fim do New Order.”[20]

Em 20 de Julho de 2007, Morris e Sumner noticiaram que o New Order continua a trabalhar sem Hook, expressando sua posição sobre o assunto do fim da banda. A nota oficial informa: “Após 30 anos em uma banda estamos muito desapontados que Hooky decidiu ir a público e anunciar unilateralmente que o New Order acabou. Nós esperávamos que ele conversasse conosco antes de qualquer coisa. Ele não fala pela banda toda, de qualquer forma, podemos apenas assumir que ele não quer mais fazer parte do New Order.”[21]

Em 2009, Bernard Sumner junto com Phil Cunningham e Jake Evans formaram o Bad Lieutenant e convidaram Stephen Morris (do New Order), e os baixistas Alex James (do Blur) e Tom Chapman para tocarem no álbum de estréia da banda, “Never Cry Another Tear”, lançado em outubro de 2009, mas não são membros fixos.

O “novo” New Order

Em 2011, foi divulgado na internet que o New Order se reuniria novamente, porém sem Peter Hook, para dois concertos de caridade para arrecadar dinheiro para o tratamento médico de Michael Schamberg, produtor de grande parte dos vídeos da banda e amigo próximo dos integrantes, e que sofreria de uma grave doença. Para esta reunião, o “novo” New Order teria, além de Bernard Sumner e Stephen Morris, o guitarrista e tecladista Phil Cunningham (que havia sido oficialmente incorporado ao grupo na época de Waiting for the Sirens’ Call e que também fazia parte do Bad Lieutenant), o baixista Tom Chapman (que também colaborou com o Bad Lieutenant gravando algumas músicas de Never Cry Another Tear e acompanhando o grupo em turnê) e ninguém menos que Gillian Gilbert, que estava de volta depois de mais de uma década. Os shows foram realizados em Bruxelas e em Paris, respectivamente nos dias 17 e 18 de outubro de 2011. As apresentações tiveram excelente recepção em termos de crítica e público, sobretudo porque o set list continha canções que haviam sido deixadas de ser tocadas há muito tempo, como “Age of Consent“, “5-8-6“, “Elegia” e “1963“, e também porque a banda decidiu atualizar os arranjos de algumas músicas.

Na ocasião em que a reunião foi anunciada, Peter Hook, em entrevista concedida ao site “Spinner”, reagiu mal à reunião do New Order e declarou que havia mais do que shows beneficentes nos planos do grupo. Os rumores lançados pelo baixista se mostraram verdadeiros imediatamente após os shows na Bélgica e na França: rapidamente vazaram pela internet as datas dos concertos seguintes: um em São Paulo (na edição Brasileira do Ultra Music Festival, dia 03 de dezembro de 2011), Santiago (05 de dezembro) e em Londres (10 de dezembro). No novo site da banda (newordernow.net), foi publicado um informe dizendo: “Após a bem documentada saída do baixista Peter Hook na primavera de 2007, o New Order é agora: Stephen Morris (bateria), Bernard Sumner (vocal, guitarra), Gillian Gilbert (teclado, guitarra), Phil Cunningham (guitarra, teclado), Tom Chapman (baixo)”. Sumner, após o show em Paris, chegou a declarar que não descarta a possibilidade da nova formação do New Order lançar um disco de estúdio novo. Enquanto isso, Peter Hook está tentando frustrar os planos do ex-colegas com uma ação judicial e chegou a alegar que “New Order sem mim é como o Queen sem Freddie Mercury”.

Pouco antes da polêmica sobre a volta do New Order, foi lançada uma nova coletânea, Total: From Joy Division to New Order, a primeira a trazer, num único CD, êxitos tanto do Joy Division como New Order como forma de mostrar ao público a transição entre estas duas fases da banda. Para a grande surpresa dos fãs, a coletânea continha uma faixa inédita, “Hellbent“, que é uma sobra de estúdio do álbum Waiting for the Sirens’ Call. Recentemente, Peter Hook anunciou que existem planos para o lançamento das demais sobras desse disco, porém sem data nem formato definidos para isso acontecer.

O esperado álbum com as sobras de Sirens chegou a ter seu lançamento anunciado para dezembro de 2011 e algumas lojas virtuais, como a Amazon, chegaram a disponibilizar para pré-venda uma edição deluxe LP + CD. No entanto, Lost Sirens, como vem sendo chamado este trabalho, teve seu lançamento adiado para o dia 19 de março de 2012 por razões até o momento desconhecidas. As oito faixas que farão parte do disco são: “Stay With You”, “Sugarcane”, “Recoil”, “Californian Grass (Doomy)”, “Hellbent”, “Shake It Up”, “I Got a Feeling” e um novo mix de “I Told You So”.

Fatos

Algumas canções do Joy Division, como “She’s Lost Control”, “As You Said” “Isolation”, “Something Must Break”, “These Days” entre outras já introduziam experimentações eletrônicas, antecipando os caminhos que mais tarde seriam seguidos pelo New Order. Ian Curtis foi quem apresentou Bernard, Peter e Stephen, ainda no Joy Division, ao rock eletrônico do Kraftwerk, ao Krautrock, à trilogia pop-eletrônica de David Bowie (os álbuns “Low”, “Heroes” e “Lodger”) e aos trabalhos de Brian Eno. Portanto, pode-se dizer que a faceta eletrônica do New Order já havia nascido virtualmente no Joy Division. Porém, a faceta dançante do New Order nasceu em seu trabalho como New Order mesmo.

Curiosidades

  • A banda The Killers tirou seu nome a partir da banda fictícia que aparece no videoclipe da música “Crystal” do álbum Get Ready. O nome está escrito no bumbo.
  • O vocalista Bernard Summer tem um projeto paralelo juntamente com Johnny Marr, guitarrista dos Smiths, chamado Electronic, com a colaboração dos Pet Shop Boys em seu primeiro álbum, lançado em 1991, e no single “Disappointed“, de 1994, cuja letra é cantada exclusivamente por Neil Tennant, vocalista dos PSB. Karl Bartos, que integrou o Kraftwerk, participou do álbum Raise the Pressure em 1996. O baixista Peter Hook também tem seu projeto, no começo chamado de Revenge (uma “vingança” contra o projeto de Sumner) e depois de Monaco. Na década de 1990, Stephen e Gillian formaram o The Other Two, ironizando o fato deles serem os “outros dois” do New Order.
  • O vocalista Bernard Sumner fez várias colaborações a bandas inglesas, como: Chemical Brothers (vocal, guitarra e produção na música “Out Of Control”), Primal Scream (guitarra na música “Speed ​​Atire Mate Light”), Hot Chip (vocal e produção na música “I Didn’t Know What Love Was”), 808 State (vocal na música “Spanish Heart”), Happy Mondays (produção na música “Freaky Dancin”), Section 25 (vocal nas músicas “Inspiration” e “Looking from the Hilltop”) e A Certain Radio (vocal na música “Good Together”).
  • Atualmente, Bernard Sumner participa da banda Bad Lieutenant, cujo único álbum foi lançado em 2009, chamado Never Cry Another Tear.
  • O baixista Peter Hook produziu a música de maior sucesso de seus conterrâneos Stone Roses, Elephant Stone (1988).
  • A boate e casa de shows da banda, a Haçienda, foi o clube mais famoso do mundo nos anos 90.[22]
  • A história da banda pode ser vista no documentário New Order Story (1993), lançado em DVD no Brasil, com legendas em português, e também nos filmes: 24 Hour Party People, de Michael Winterbottom (cujo título em português é A Festa Nunca Termina, 2002), que conta a história de sua lendária gravadora independente Factory Records, abrangendo bandas como Joy Division e New Order, Happy Mondays, A Certain Ratio e Durutti Column; as origens do New Order podem ser vistas no filme Control (2007), de Anton Corbijn, baseado no livro de memórias Touching From A Distance, da viúva de Ian Curtis, Deborah Curtis, e também no documentário Joy Division (2007), ambos sem edição brasileira.

Discografia

EPs

  • 1981-1982 (1982)
  • 60 Miles An Hour Tour EP (2002)
  • The Peter Saville Show Soundtrack EP (2003)

Álbuns de estúdio

  • Movement (1981)
  • Power, Corruption and Lies (1983)
  • Low-Life (1985)
  • Brotherhood (1986)
  • Technique (1989)
  • Republic (1993)
  • Get Ready (2001)
  • Waiting for the Siren’s Call (2005)
  • Lost Sirens (2012)

Compilações

  • Substance (1987)
  • (the best of) New Order (1994)
  • (the rest of) New Order (1995)
  • International (2002)
  • Retro (2002)
  • Singles (2006)
  • iTunes Originals – New Order (2007)
  • Total: From Joy Division to New Order (2011)

Radio One Sessions

  • Peel Sessions 1982 (1986)
  • Peel Sessions 1981 (1987)
  • The Peel Sessions (1990)
  • The John Peel Sessions (2000)
  • In Session (2004)

Ao vivo

  • BBC Radio 1 Live in Concert (1992)
  • Live in Glasgow (2008) – CD bonus incluído em algumas edições britânicas do DVD “Live in Glasgow”
  • Live at the London Troxy (2011)
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Joy Division

Joy Division foi uma banda pós-punk formada no ano de 1976, em Manchester, Inglaterra. A banda acabou em 18 de Maio de 1980 após o suicídio do vocalista e guitarrista ocasional, Ian Curtis. A banda também tinha como integrantes Bernard Sumner (guitarrista e tecladista, à época chamado Bernard Albrecht), Peter Hook (baixista e vocalista) e Stephen Morris (percussionista e baterista). Após o termino da banda, os três integrantes remanescentes formaram o New Order, alcançando maior sucesso crítico e comercial.

Os artistas que mais influenciaram o Joy Division foram The Doors, Velvet Underground, David Bowie, Sex Pistols e Iggy Pop. Vale destacar também que o grupo tinha um pouco de influência de Kraftwerk, banda que se tornou uma influência enorme para o New Order.

Tudo começou quando a lendária banda de punk rock britânica Sex Pistols realizou um show no Lesser Free Trade Hall, em Manchester, no dia 20 de junho de 1976. Bernard Sumner, Peter Hook e o amigo Terry Mason estavam no show e decidiram montar uma banda. Bernard tinha uma guitarra, Peter Hook resolveu comprar um baixo e Terry foi escalado como baterista, embora não tivesse muita intimidade com o instrumento. Faltava apenas um vocalista, e Ian Curtis, que também estava neste show dos Pistols, acompanhado da esposa Deborah (eles se casaram em Agosto de 1975) foi o escolhido[2].

O primeiro nome da banda era Warsaw, inspirado numa música de David Bowie, “Warszawa“, (do álbum Low). A banda Warsaw teve o seu primeiro concerto a 29 de Maio de 1977 como banda suporte das bandas Buzzcocks, Penetration e do poeta John Cooper Clarke no Electric Circus. Tony Tabac foi o baterista nesta apresentação, substituindo Terry Mason, que se tornaria empresário da banda nesta época. Tabac foi subsituído no mês seguinte por Steve Brotherdale, integrante de uma banda de punk rock chamada Panik, que acompanhou a banda na gravação das primeiras canções, que ficaram conhecidas como The Warsaw Demo, em Julho de 1977. Por conta de seu temperamento agressivo, Brotherdale também foi dispensado[3]. A banda, então colocou um anúncio em uma loja de discos, procurando por um baterista. Stephen Morris, que estudou no mesmo colégio que Curtis, foi o único que respondeu.

Já existindo uma banda de punk rock londrina chamada Warsaw Pakt, decidiram mudar o nome da banda para Joy Division nos finais de 1977. “Joy Division” era o nome de uma casa de prostituição extraída de um romance chamado The House Of Dolls, escrito por Yehiel De-Nur, em 1956. Esse nome teve origem nos campos de concentração nazistas, e servia justamente para designar a área reservada às prisioneiras judias que eram oferecidas sexualmente aos soldados nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

O seu primeiro trabalho de estúdio, já com o nome Joy Division escolhido como o definitivo foi o EP An Ideal for Living (1978), que ainda tinha forte influência do movimento punk. Após entrarem para a editora independente Factory Records, foi contratado o produtor Martin “Zero” Hannett, que conduziu a gravação do seus dois álbuns de estúdio e influenciou a sonoridade da banda ao introduzir efeitos electrónicos nas músicas. Em princípio, o resultado desagradou Bernard e Peter, que preferiam um estilo mais punk, mas teve o respaldo de Curtis. As invenções de Hannett deram certo, e logo toda a banda passou a flertar com a sonoridade electrónica. Em consequência, os Joy Division são tidos até hoje como referência pioneira ao som new wave da primeira metade dos anos 80.

No final deste ano, a banda estava em negociações com a RCA para a gravação de um álbum. Mas após desaprovarem o resultado das sessões de estúdio, continuaram na Factory. No dia 27 de dezembro, após o primeiro concerto em Londres, na volta para casa, Ian teve seu primeiro ataque epilético conhecido e foi levado para um hospital[4].

Após as músicas “Digital” e “Glass” terem sido lançadas numa colectânea da editora da banda, chamada A Factory Sample, veio o primeiro álbum da banda, Unknown Pleasures (1979). O disco causou grande alvoroço entre o público e a crítica, devido à sua sonoridade soturna e às letras intimistas. Destaque para as faixas “She’s Lost Control“, “Shadowplay“, “Disorder” e “New Dawn Fades“. Ainda em 1979, eles lançaram seu o primeiro single, “Transmission“, relativamente famoso em razão da performance que a banda fez em um programa de TV da BBC2, Something Else, que foi ao ar no dia 15 de setembro de 1979[5]. Essa foi a única apresentação televisiva da banda transmitida em rede nacional. As duas primeiras apresentações foram em programas regionais na Granada TV, de Tony Wilson. A primeira, em 20 de setembro de 1978, eles tocaram “Shadowplay” no programa Granada Reports, e a segunda, em 20 de julho de 1979, a música tocada foi “She’s Lost Control“, no programa What’s On[6].

No ano seguinte, o quadro clínico de Ian piorou, houve o agravamento de sua epilepsia, com crises cada vez mais frequentes e o aumento dos problemas conjugais. Ainda assim, o Joy Division pôde gravar, em Março, o álbum Closer. No final de Abril, foi lançado o flexi disc de “Komakino” e também o compacto 7″ de “Love Will Tear Us Apart“, que viria a ser a música mais conhecida do conjunto, permanecendo ainda hoje com o fulgor e a excitação que provocou outrora.

Ian Curtis cometeu suicídio em 18 de maio de 1980, um dia antes da viagem do Joy Division para os Estados Unidos, onde fariam sua primeira turnê internacional. Devido a problemas na tiragem, Closer tornou-se um álbum póstumo, só sendo lançado em julho. Neste LP, eles se superaram, com composições que viriam a influenciar quase todo o post-punk. Os temas mais elogiados foram “Isolation“, “Passover“, “Heart and Soul” e “Twenty Four Hours“. Aliás, o disco conseguiu chegar ao 6º lugar dos tops ingleses e liderou as paradas alternativas.

Em setembro de 1980, a começar pelos single “Atmosphere” / “She’s Lost Control” (sendo esta refeita, com uma levada mais dançante), vieram os lançamentos póstumos. No ano seguinte, veio o duplo Still, com várias sobras de estúdio e o registro do último concerto do Joy Division. Substance (1988) é uma coletânea de singles e lados B. Permanent, editado sete anos depois, compilou 15 clássicos, mais uma regravação de Love Will Tear Us Apart. Heart and Soul é uma caixa com 4 CDs, que reúnem praticamente tudo que eles gravaram.

Alguns meses depois do suicídio do vocalista Ian Curtis, os outros membros da banda formaram o New Order.

A influência do quarteto no rock mundial permanece, como provam bandas como Editors, Plus Ultra, Interpol e Franz Ferdinand, She Wants Revenge, The Killers (que inclusive têm “Shadowplay” como faixa do álbum Sawdust), além de serem grandes ídolos de outros artistas, como Trent Reznor, o homem Nine Inch Nails, Thom Yorke do Radiohead, Billy Corgan dos Smashing Pumpkins e no Brasil o falecido líder da banda Legião Urbana, Renato Russo.

Origem dos nomes

  • Stiff Kittens

Este nome foi sugerido a Ian Curtis por Richard Boon, empresário dos Buzzcocks, mas a banda o odiou justamente por soar como o nome de um conjunto punk qualquer. À revelia dos integrantes da banda, os membros dos Buzzcocks puseram o nome Stiff Kittens nos cartazes e nos flyers que anunciavam o concerto que fariam juntos no dia 29 de Maio de 1977 e, por essa razão, muitas pessoas acreditam que esta demoninação foi utilizada nessa única ocasião, o que não é verdade. Quando subiram ao palco, o grupo se apresentou à plateia como Warsaw. Portanto, é falsa a afirmação de que algum dia fizeram uso do nome Stiff Kittens.

  • Warsaw

A banda foi inspirada pela música “Warszsawa“, do álbum Low de David Bowie, em português significa Varsóvia (capital da Polónia). Porém uma banda de punk rock londrina, Warsaw Pakt lançou o seu primeiro álbum em Novembro de 1977, então eles decidiram mudar de nome para evitar alguma confusão.

  • Joy Division

Em Dezembro de 1977 eles decidiram o seu nome definitivo. O nome veio do livro The House of Dolls, de Karol Cetinsky. Nesse livro Joy Division (Divisão da Alegria) é o nome dado para a área onde as mulheres judias eram mantidas prisioneiras e “oferecidas” sexualmente aos oficiais nazistas.

Membros

Principais

  • Ian Curtis – Vocal, Guitarra (1976 – Maio 1980)
  • Bernard Sumner – Guitarra, Teclado (1976 – Maio 1980), à época chamado Bernard Albrecht
  • Peter Hook – Baixo (1976 – Maio 1980)
  • Stephen Morris – Bateria (Agosto 1977 – Maio 1980)

Ex-membros

  • Terry Mason – Bateria (meio de 1976 – Maio 1977)
  • Tony Tabac – Bateria (Maio – Junho 1977)
  • Steve Brotherdale – Bateria (Junho – Agosto 1977)

Discografia

Ver artigo principal: Anexo:Discografia de Joy Division

Singles

  • Transmission (7″) – 1979
  • Licht und Blindheit (7″) – 1980
  • Komakino (7″) – 1980
  • Love Will Tear Us Apart (7″) – 1980
  • She’s Lost Control / Atmosphere (12″) – 1980
  • Love Will Tear Us Apart (12″) – 1980
  • Transmission (12″) – 1980
  • Atmosphere (7″/12″/CD) – 1988
  • Love Will Tear Us Apart (12″/CD) – 1995

Álbuns de estúdio

  • Unknown Pleasures – 1979
  • Closer – 1980

Álbuns ao vivo

  • Preston 28 February 1980 – 1999
  • Les Bains Douches 18 December 1979 – 2001
  • Fractured Box Set – 2001
  • Re-Fractured Box Set – 2004
  • Let the Movie Begin – 2005

EPs

  • An Ideal for Living (7″) – 1978
  • An Ideal For Living (12″) – 1978
  • The First Peel Session (12″/CD) – 1986
  • The Second Peel Session (12″/CD) – 1987

Sessões de rádio

  • Peel Sessions – 1990
  • The Complete BBC Recordings – 2000
  • Before and After – The BBC Sessions – 2002

Compilações

  • Still – 1981
  • Substance – 1988
  • Warsaw – 1994
  • Permanent – 1995
  • Heart and Soul – 1997
  • The Best of Joy Division – 2008
  • +- Singles 1978-80 – 2010
  • Total: From Joy Division to New Order – 2011

Compilações extras

  • Short Circuit (10″/12″/CD) – 1978 – “At a Later Date
  • A Factory Sample (7″) – 1978 – “Digital“, “Glass
  • Earcom 2: Contradiction (12″) – 1979 – “Autosuggestion“, “From Safety to Where…?

Vídeos

  • Here Are the Young Men – 1982
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Banda Bauhaus

Bauhaus é uma banda musical fundada em 1978 em Northampton, Inglaterra. Compostos pelo guitarrista Daniel Ash, o baixista David J, baterista Kevin Haskins que actuaram como trio até formarem quarteto com o vocalista Peter Murphy.

Apoiados no descontentamento social pós-punk, reuniram características deste movimento musical criando uma sonoridade nova, mais de acordo com o período nuclear (guerra fria e cortina de ferro) e de crise económica que apelava à ausência de cores tal era a desconfiança no futuro. A despreocupação estética do punk deu lugar a uma nova valorização de estilos e conceitos neo-românticos e depressivos como fuga à ausência de reais conquistas sociais. A idéia a principio, era satirizar elementos do Expressionismo, dando uma vertente de teatro aos filmes como Drácula. Inspirados no horror desses filmes criaram a música Bela Lugosi’s Dead que acabou fazendo com que fossem considerados um dos fundadores do rock-gótico, criaram um estilo minimalista, experimental apoiado em guitarra reverberada e acordes frios e distantes de teclado. A voz de Peter Murphy é uma presença forte e contribuiu para o culto da banda. Em 2008 os Bauhaus lançaram um novo álbum de estúdio, “Go Away White”, que garantiram ser marco final da banda.

Membros

  • Peter Murphy – Vocal (às vezes tecladista)
  • Daniel Ash – guitarra, saxofone, teclados
  • David J – baixo, teclados
  • Kevin Haskins – bateria

Discografia

Álbuns de estúdio

  • In the Flat Field (4AD Records) – 1980
  • Mask (4AD Records) – 1981
  • The Sky’s Gone Out (Beggars Banquet) – 1982
  • Burning from the Inside (Beggars Banquet) – 1983
  • Go Away White – 2008

Álbuns ao vivo

  • Press the Eject and Give Me the Tape (Beggars Banquet) – 1982
  • Rest in Peace: The Final Concert (Nemo/Beggars Banquet) – 1992
  • Gotham (Metropolis) – 1999

Singles

  • “Bela Lugosi’s Dead” – (Small Wonder) 1979
  • Dark Entries” – (4AD Records) 1980
  • Terror Couple Kill Colonel” – (4AD Records) 1980
  • Telegram Sam” – (4AD Records) 1980
  • Kick in the Eye” – (Beggars Banquet) 1981 #59 UK
  • The Passion of Lovers” – (Beggars Banquet) 1981 #56 UK
  • Kick in the Eye” – (Beggars Banquet) 1982 #45 UK
  • Spirit” – (Beggars Banquet) 1982 #42 UK
  • Ziggy Stardust” – (David Bowie cover)” – (Beggars Banquet) 1982 #15 UK
  • Lagartja Nick” – (Beggars Banquet) 1983 #44 UK
  • She’s In Parties” – (Beggars Banquet) 1983 #26 UK
  • Spirit in the Sky” – (Beggars Banquet) Cover de Norman Greenbaun,(Lançado para os membros do Fan-Clube 1983

Compilações

  • 1979-1983 Volume 1 (Beggars Banquet) – 1986
  • 1979-1983 Volume 2 (Beggars Banquet) – 1986
  • Swing the Heartache: The BBC Sessions (BBC/Beggars Banquet) – 1989
  • Crackle – The Best of Bauhaus (Beggars Banquet) – 2000

DVDs

  • Gotham – 2000
  • Bauhaus: Shadow of Light/Archive – 2005

Bauhaus é uma banda musical fundada em 1978 em Northampton, Inglaterra. Compostos pelo guitarrista Daniel Ash, o baixista David J, baterista Kevin Haskins que actuaram como trio até formarem quarteto com o vocalista Peter Murphy.

Apoiados no descontentamento social pós-punk, reuniram características deste movimento musical criando uma sonoridade nova, mais de acordo com o período nuclear (guerra fria e cortina de ferro) e de crise económica que apelava à ausência de cores tal era a desconfiança no futuro. A despreocupação estética do punk deu lugar a uma nova valorização de estilos e conceitos neo-românticos e depressivos como fuga à ausência de reais conquistas sociais. A idéia a principio, era satirizar elementos do Expressionismo, dando uma vertente de teatro aos filmes como Drácula. Inspirados no horror desses filmes criaram a música Bela Lugosi’s Dead que acabou fazendo com que fossem considerados um dos fundadores do rock-gótico, criaram um estilo minimalista, experimental apoiado em guitarra reverberada e acordes frios e distantes de teclado. A voz de Peter Murphy é uma presença forte e contribuiu para o culto da banda. Em 2008 os Bauhaus lançaram um novo álbum de estúdio, “Go Away White”, que garantiram ser marco final da banda.

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The Smiths

The Smiths foi uma banda de rock alternativo britânica formada em Manchester em 1982. A base principal do grupo era a parceria nas composições de Morrissey (vocal) e Johnny Marr (guitarra), a banda também incluía Andy Rourke (baixo) e Mike Joyce (bateria). A maioria dos críticos consideram como a banda de rock alternativo maior importancia a surgir no cenário britânico nos anos 80. Em dezembro de 1982 o grupo procurava uma gravadora e tentou impressionar a EMI enviando uma demo tape, porém não houve sucesso.[3] Por fim, o grupo assina com a gravadora independente Rough Trade Records, sendo que desta parceria foram lançados quatro álbuns de estúdio e compilações diversas, bem como alguns singles. A banda se separou em 1987 em meio a um crescente número de desentendimentos entre Morrissey e Marr. Entre seus principais sucessos destacam-se as canções The Boy With The Thorn In His Side, How Soon Is Now, This Charming Man, Ask, Heaven Knows I’m Miserable Now, Bigmouth Strikes Again, Panic e There Is a Light That Never Goes Out.

Formação e primeiros singles

A banda nasceu no início de 1982 e era formada inicialmente por Steven Patrick Morrissey, um grande fã da banda New York Dolls e da banda punk rock The Nosebleeds, e pelo guitarrista John Maher, que posteriormente mudou seu nome para Johnny Marr para não ser confundido com John Maher baterista dos Buzzcocks. As primeiras demo tape gravadas foram com o baterista Simon Wolstencroft, sendo que este posteriormente se tornou um membro da banda The Fall. No outono de 1982, Wolstencroft foi substituído por Mike Joyce, um ex-membro das bandas punk The Hoax e Victim. Além de Joyce, Morrissey e Marr recrutaram o baixista Dale Hibbert que trabalhava como engenheiro de gravação em um estúdio de gravação, facilitando assim o acesso da banda a gravação de demos tape.[4]. Porém, após um show, um amigo de Johnny Marr, Andy Rourke, assume o posto de baixista no lugar de Dale Hibbert.

O nome da banda foi escolhido como uma maneira de contrapor os nomes pomposos e extravagantes usados por bandas de synthpop que estavam em voga no início dos anos 1980, tais como Orchestral Manoeuvres in the Dark e Spandau Ballet. Em uma entrevista em 1984 Morrissey afirmou que escolheu o nome The Smiths “… porque era um nome comum” e porque ele imaginava que era “… o tempo em que pessoas comuns do mundo mostrariam seus rostos.” Após assinar o contrato com a gravadora independente Rough Trade Records é lançado o primeiro single, “Hand in Glove“, em maio de 1983. Esse primeiro single foi aclamado pelo conhecido e influente DJ da rádio BBC John Peel, assim como foram todos os outros singles lançados depois, porém, o single não alcançou uma posição favorável no UK Singles Chart. A seguir os singles “This Charming Man” e “What Difference Does It Make?” conseguiram uma melhor posição, respectivamente a posição 25 e 12 no UK Singles Chart.

The Smiths

Em fevereiro de 1984, o grupo lançou seu primeiro álbum com o mesmo nome do grupo, The Smiths. Este chegou a número dois no UK Albums Chart e foi aclamado pela crítica. O disco foi motivo de alguma controvérsia por causa das músicas “Reel Around the Fountain” e “The Hand That Rocks the Cradle“, com alguns tablóides britânicos alegando que as músicas evocavam elementos condenscentes a pedofilia, algo rejeitado e negado pelo grupo.

O álbum foi seguido no mesmo ano pelo lançamento dos singles “Heaven Knows I’m Miserable Now” e “William, It Was Really Nothing“, que contou com “How Soon Is Now?” no seu lado-B. “Heaven Knows I’m Miserable Now” foi o primeiro single da banda a alcançar o TOP 10 da UK Charts. Também representa um momento significativo por marcar o início do relacionamento entre o produtor Stephen Street e a banda.[7] . Porem uma música no lado b deste single procovou nova polêmica: “Suffer Little Children“, que tinha como tema uma série de assassinatos de crianças e adolescentes ocorridos em Manchester nos anos 60, crimes esses cometidos pelo casal Ian Brady e Myra Hindley. Os assassinatos ficaram conhecidos na Inglaterra como “Moors Murders”. Isso causou um desentendimento depois que o avô de uma das crianças assassinadas ouviu a música e entendeu que a banda estava tentando comercializar os assassinatos. Após o encontro com Morrissey, ele aceitou que a canção era uma exposição sincera sobre o impacto dos assassinatos. Morrissey posteriormente estabeleceu uma amizade com Ann West, a mãe da vítima Lesley Ann Downey, que é mencionado por nome na música.

O ano terminou com o lançamento da coletânea Hatful of Hollow, uma compilação de singles já lançados, B-sides e versões de músicas que foram gravadas ao longo do ano anterior para apresentações em programas de rádio de John Peel e David Jensen.

Meat Is Murder

No início de 1985, a banda lançou seu segundo álbum, Meat Is Murder. Este álbum foi mais estridente e político do que seu antecessor, incluindo a faixa título que evoca o ativismo vegetariano (Morrissey proibiu o resto do grupo, de ser fotografado comendo carne). Neste álbum as músicas abordam diferentes expressões, tal como a crítica a monarquia britância em “Nowhere Fast“, ou o castigo corporal nas escolas e em casa nas letras de “The Headmaster Ritual” e “Barbarism Begins at Home“. A banda também tinha crescido musicalmente e adota um tom mais aventureiro, com Marr acrescentando riffs de rockabilly, como em “Rusholme Ruffians“, ou então nas linhas de funk produzidas pelo baixista Andy Rourke em “Barbarism Begins at Home“. O álbum foi precedido pelo re-lançamento do B-side “How Soon is Now?” e, apesar desta canção não fazer parte do LP original, foi adicionada em lançamentos subseqüentes. Meat Is Murder foi o único álbum da banda (exceto coletâneas) a alcançar o número um nas paradas do Reino Unido.

Morrissey sempre apresentava uma postura política em suas entrevistas, sempre resultando em controvérsias. Seus alvos prediletos eram o governo Thatcher, a monarquia britância e o projeto Band Aid. Morrissey certa vez afirmou sobre o último tema: “Uma pessoa pode ter uma grande preocupação com o povo da Etiópia, mas é outra maneira de infligir tortura diária sobre o povo da Inglaterra.” Posteriormente é lançado o single “Shakespeare’s Sister” alcançou a posição 26 no UK Singles Chart, enquanto que o único single retirado do álbum, “That Joke Isn’t Funny Anymore“, alcançou apenas o top 50.

The Queen is Dead

Durante 1985, a banda completou passeios longos do Reino Unido e os EUA durante a gravação do próximo disco de estúdio, The Queen Is Dead. O álbum foi lançado em Junho de 1986, pouco depois do single “Bigmouth Strikes Again“. O single traz novamente estridente Marr ritmos violão e levar linhas de guitarra melodia com saltos de largura. The Queen Is Dead alcançou o número dois nas paradas do Reino Unido, e consistia em uma mistura de tristeza mordente (por exemplo, “Never Had No One Ever“, que parecia jogar até os estereótipos da banda), o humor seco (p.ex. “Frankly Sr. Shankly“, supostamente uma mensagem ao chefe Rough Trade Geoff Travis disfarçado como uma carta de demissão de um trabalhador ao seu superior), e síntese de ambos, como em “There Is a Light That Never Goes Out” e “Cemetery Gates“.

No entanto, nem tudo estava bem dentro do grupo. Uma disputa legal com a Rough Trade tinha atrasado o álbum em quase sete meses (que tinha sido concluído em Novembro de 1985), e Marr estava começando a sentir o stress de esgotar a turnê da banda e agenda de gravação. Ele disse mais tarde no NME “mau para o desgaste não era a metade disso:.. Eu estava muito doente Quando a turnê acabou, na verdade foi tudo ficando um pouco perigoso … Eu estava apenas bebendo mais do que eu poderia aguentar.” Entretanto, Rourke foi demitido da banda no início de 1986 devido ao uso de heroína. Ele teria recebido aviso de sua demissão através de um Post-it grudado no pára-brisa de seu carro. Ele lê, “Andy… Você deixou o The Smiths. Adeus e boa sorte, Morrissey”. Morrissey, no entanto, nega. Rourke foi substituído no baixo por Craig Gannon (ex-membro da banda escocesa Camera Aztec New Wave), mas foi reintegrado depois de apenas uma quinzena. Gannon permaneceu na banda, e foi para a guitarra rítmica. Este quinteto gravou o singles “Panic” e “Ask” (este último com Kirsty MacColl nos vocais de apoio), que chegou a número 11 e 14, respectivamente, no UK Singles Chart e excursionou no Reino Unido. Após a turnê,que terminou em Outubro de 1986, Gannon saiu da banda. O grupo tornou-se frustrado com a Rough Trade e procurou um contrato com uma grande gravadora. Marr disse à NME no início de 1987: “Todo rótulo único, veio nos ver. Foi papo, subornos, o número inteiro. Eu gostei muito.” A banda finalmente assinou com a EMI, que atraiu críticas dos seus fãs e de elementos da imprensa musical.

Strangeways, Here We Come e Rompimento

No início de 1987, o single “Shoplifters do World Unite” foi lançado e alcançou o número 12 no UK Singles Chart. Foi seguido por uma segunda compilação, The World Won’t Listen – o título foi o comentário de Morrissey sobre sua frustração com a falta de reconhecimento da banda no mainstream, embora o álbum tenha alcançado o número dois nas paradas – e o single “Sheila Take a Bow“, o segundo da banda (e último durante a vida da banda) no Reino Unido atingir o Top 10. Outra compilação, Louder Than Bombs, foi destinado ao mercado externo e coberto no mesmo material de The World Won’t Listen, com a adição de “Sheila Take a Bow” e material de Hatful of Hollow, inicialmente para ser lançada apenas nos EUA.

Apesar de seu sucesso continuado, uma variedade de tensões surgiram dentro da banda. Johnny Marr estava exausto e à beira do alcoolismo, e fez uma pausa da banda em junho de 1987, que ele sentiu foi negativamente percebida pelo Smiths. Em julho de 1987, Marr deixou o grupo definitivamente porque achava um artigo NME intitulada “The Smiths se separam” foi plantada por Morrissey, quando na verdade não era. Este artigo, escrito por Danny Kelly, foi baseada principalmente sobre os rumores em torno de alguns muito reais e algumas tensões improcedentes entre Morrissey e Johnny Marr. Especificamente, foi alegado que Morrissey não gostou de Marr trabalhar com outros músicos, e que a relação pessoal entre os dois tinha chegado ao ponto de ruptura. Marr, em seguida, contactou a NME para esclarecer que sua saída não era devido às tensões pessoais, tanto quanto desejam um maior alcance musical em sua própria carreira. Entrevistas dadas por ambos citam a falta de um gerente e de acompanhamento por conta da pressão sobre eles, pessoalmente, como a principal causa de estresse que efetivamente acabou com a banda.

O ex-guitarrista do Easterhouse, Ivor Perry, foi trazido para substituir Marr, a banda gravou material novo com ele que nunca foi concluído, incluindo uma versão inicial de “Bengali in Platforms“, que foi originalmente concebido como o B- lado de “Stop Me If You Think You’ve Heard This One Before“. Perry estava desconfortável com a situação, declarando que “era como eles queriam outro Marr Johnny”, e terminou com as sessões (de acordo com Perry) “com Morrissey correndo para fora do estúdio.” O quarto álbum do grupo, Strangeways, Here We Come foi lançado em setembro, e a banda se separou. O colapso do relacionamento tem sido atribuído principalmente ao Morrissey se irritar com o trabalho de Marr com outros artistas e Marr cada vez mais frustrados pela inflexibilidade musical de Morrissey. Marr particularmente odiava obsessão de Morrissey com artistas pop dos anos 1960, como Twinkle e Cilla Black. Marr recordou em 1992, “Isso foi a gota d’água, na verdade. Eu não formar um grupo para cantar músicas de Cilla Black.” Em uma entrevista de 1989, Morrissey citou a falta de um empresário como razões para eventual separação da banda.

Strangeways, Here We Come chegou ao número dois no Reino Unido e foi o álbum mais bem sucedido em os EUA, atingindo # 55 na Billboard 200. Ele recebeu uma recepção morna da crítica, mas ambos Morrissey e Marr nome como seu álbum favorito dos Smiths. O título do disco faz um referência a mais famosa prisão de Manchester, Strangeways. A capa traz um foto desfocada do obscuro ator Richard Davalos. Seu papel mais conhecido foi como o irmão de James Dean no filme “Vidas Amargas” (“East of Eden”). Na contracapa há uma foto de uma placa de trânsito sinalizando as vias para bairros de Manchester. Tal placa foi roubada, muito provavelmente por algum fã do grupo, logo após o lançamento do disco. Um par de singles de Strangeways foram libertados com a anterior sessão, ao vivo e faixas demo como B-sides, e no ano seguinte à gravação ao vivo Rank (gravado em 1986, enquanto Gannon estava na banda) repetiu o sucesso nas paradas do Reino Unido de álbuns anteriores.

Carreiras pós-Smiths

Pouco depois do lançamento de Strangeways, a banda foi o tema de um documentário em artes LWT vertente The South Bank Show, transmitido pela ITV, em 18 de Outubro de 1987.

Após o fim do grupo, Morrissey começou a trabalhar em uma gravação a solo, colaborando com o produtor Stephen Street e companheiro de Manchester Vini Reilly, guitarrista do The Durutti Column. O álbum resultante, Viva Hate (uma referência ao fim dos Smiths), foi lançado seis meses depois, alcançando o número um nas paradas britânicas. Morrissey continua a tocar e gravar como artista solo. Em 1994, um dueto entre Morrissey e Siouxsie chegou às lojas, “Interlude”.

Johnny Marr retornou à cena musical em 1989 com Bernard Sumner, vocalista da banda britânica New Order e o Pet Shop Boy Neil Tennant no supergrupo Electronic. Electronic lançou três álbuns durante a próxima década. Ele também trabalhou como músico e colaborador escrevendo para artistas como The Pretenders, Bryan Ferry, Pet Shop Boys, Billy Bragg, Black Grape, Talking Heads, Crowded House e Beck. Em 2000, ele começou outra banda, Johnny Marr e os curadores, com um grau moderado de sucesso, e mais tarde trabalhou como músico convidado no álbum do Oasis Heathen Chemistry.

Além de seu trabalho como artista, Marr já trabalhou como produtor musical do álbum de estréia Haven Entre os sentidos. Em 2006 ele começou a trabalhar com o Modest Mouse Isaac Brock em músicas que eventualmente apresentado no lançamento da banda de 2007, We Were Dead Before afundou o navio mesmo. A banda anunciou subsequentemente que Marr era um membro de pleno direito, e a linha reformada-up excursionou extensivamente em todo 2006-07. Marr também foi gravar com Liam Gallagher, do Oasis. Em janeiro de 2008, foi relatado que Marr tinha acrescentado a sua habilidade e experiência para uma sessão secreta com composições Wakefield do grupo indie The Cribs. Fontes revelaram que eles trabalharam juntos por uma semana no estúdio de gravação Moolah Rouge em Stockport, e tinha escrito uma série de músicas novas. Marr tornou-se um membro pleno da The Cribs.

Andy Rourke e Mike Joyce continuaram trabalhando juntos, incluindo sessões de trabalho a fazer para Morrissey (1988-89) e Sinéad O’Connor, bem como trabalhar em separado. Rourke já gravou e excursionou com o Proud Mary e atualmente está formando um grupo chamado Freebass com os colegas baixistas Peter Hook (do New Order e do Joy Division) e Mani (do The Stone Roses e do Primal Scream). Ele começou uma carreira no rádio, apresentando um programa nas noites de sábado na XFM Manchester. Ele agora vive em Brooklyn, em Nova Iorque, e tem um programa de rádio semanal sobre o eastvillageradio.com.

Caso do Tribunal

Em 1996, Joyce levou Morrissey e Marr aos tribunais, alegando que não tinha recebido a sua parte dos direitos de gravação e performance, ou seja, iguais 25 por cento para cada membro do grupo em vez de dez por cento para Joyce e Rourke. Os royalties das composições não eram um problema, como Rourke e Joyce nunca haviam sido creditados como compositores da banda. Morrissey e Marr alegaram que os dois outros membros da banda sempre concordaram com a divisão dos royalties, mas o tribunal decidiu a favor de Joyce e ordenou que ele fosse pagar mais de £ 1 milhão em salários atrasados e recebem 25 por cento, doravante . Como royalties Smiths tinham sido congelados por dois anos, Rourke resolvida por uma pequena quantia para pagar suas dívidas e continuou a receber dez por cento. Depois deste caso do tribunal, Morrissey afirmou que “The Smiths foi uma coisa linda que Johnny [Marr] deixou, e Mike [Joyce] destruiu.” Morrissey recorreu contra a sentença, mas não obteve sucesso.

No final de novembro de 2005, ao aparecer na estação de rádio BBC 6 Music, Mike Joyce alegou estar tendo problemas financeiros e disse que havia reservado a venda de gravações raras da banda no eBay. Como teaser, a poucos minutos de uma faixa instrumental inacabado conhecido como “The Click Track” foi premiado na mostra. Morrissey bateu para trás em Joyce, com uma declaração pública, pouco depois, no site true-to-you.net. As relações entre Joyce e Rourke arrefecido significativamente como resultado da afirmação de Morrissey, que alegou que Joyce havia enganado os tribunais. Morrissey Joyce alegou que não tinha declarado que Rourke tinha o direito de alguns dos bens apreendidos pelos advogados de Joyce de Morrissey.

Anos 2000

Johnny Marr e Morrissey têm repetidamente dito em entrevistas que eles não vão se reunir a banda. Em 2005, a VH1 tentou obter a banda de volta para uma reunião em seu show Reunited Bands. O programa abandonou sua tentativa após acolhimento Aamer Haleem não foi bem sucedida em sua tentativa de convencer Morrissey antes de um show. Em dezembro de 2005 foi anunciado que Johnny Marr e os curandeiros tocaria em v Manchester Câncer, um show beneficente para pesquisa de câncer sendo organizado por Andy Rourke e sua produtora, a Great Northern Productions. Rumores sugerem que uma reunião dos Smiths ocorreria neste concerto, mas foram dissipadas por Johnny Marr em seu site. No entanto, Rourke se juntaram Marr no palco pela primeira vez desde The Smiths se dissolveu, cantando “How Soon Is Now?“.

Para este dia Morrissey recusa-se a reunir sua antiga banda, indo tão longe a ponto de dizer que “preferia comer seus próprios testículos do que se reunir aos Smiths, e que está dizendo algo para uma vegetariana.” Em março de 2006, Morrissey revelou que The Smiths tinha sido oferecido US$ 5 milhões para se reunir para uma apresentação no Coachella Valley Music and Arts Festival, que ele recusou, dizendo: “Não, porque o dinheiro não chega para ele.” Ele explicou ainda: “Foi uma viagem fantástica. E então ele terminou. Eu não sinto que deveria ter acabado. Eu queria continuar. [Marr] queria acabar com ela. E foi isso.” Quando perguntado por que ele não queria a reforma do The Smiths, Morrissey respondeu: “Eu sinto que trabalhei muito duro desde a morte do The Smiths e os outros não. Nós não somos amigos, não nos vemos mais. Por que diabos nós estaríamos em um palco juntos?”

Em agosto de 2007, a NME informou que Morrissey havia recusado uma oferta de £ 40.000.000 perto de se reunir com Marr para uma turnê mundial de 50 dias em 2008 e 2009. A condição seria apenas de que Morrissey teria que jogar com as datas de Marr, que significa que o negócio poderia ter ido adiante sem Mike Joyce e Andy Rourke.  De acordo com um comunicado de imprensa anônimo em true-to-you.net, um não-oficial fã site tacitamente apoiada por Morrissey, Morrissey foi abordado no Verão de 2007 por um “consórcio de promotores”, com uma oferta de US $ 75 milhões para turnê durante os próximos dois anos. A oferta Morrissey necessária para fazer um mínimo de cinquenta espectáculos em todo o mundo com Johnny Marr, ao abrigo do Smiths nome. true-to-you.net informou que a oferta foi recusada.  Outros relatos dizem que a turnê 75 milhões dólares inteira foi uma farsa .

Em uma entrevista de outubro de 2007 pela BBC Radio 5 Live, Johnny Marr sugeriu uma reforma potencial no futuro, dizendo que “coisas estranhas têm acontecido isso, você sabe, quem sabe?” Marr passou a dizer que “Não é biggy. Talvez com o tempo de 10 ou 15 anos, quando todos nós precisamos, por qualquer motivo, mas agora Morrissey está fazendo a sua coisa e eu estou fazendo o meu, então essa é a resposta realmente “. Esta é a primeira indicação de potencial de uma reunião dos Smiths de Marr, que já declarou que a reforma da banda seria uma má idéia .

Em outubro e dezembro de 2008, o The Sun informou que os Smiths seria reformar a desempenhar no Festival Coachella em 2009.  No entanto, Johnny Marr declarou mais tarde através da sua gerência que os boatos eram “lixo”.

Uma compilação dos Smiths chamado The Sound of The Smiths foi lançada em 10 de novembro de 2008. Johnny Marr supervisionou a remasterização de todas as faixas e Morrissey chamado o registro. O álbum está disponível tanto como um disco ou na versão de dois discos.

Em fevereiro de 2009, na sequência de outras sugestões de uma reunião iminente, Morrissey, mais uma vez negou os boatos. Em entrevista à BBC Radio 2, ele afirmou que “As pessoas sempre me perguntam sobre reuniões e eu não posso imaginar por que … o passado parece ser um lugar distante, e eu estou contente com isso.”

Estilo Musical

Ao longo da existência do grupo, Morrissey e Johnny Marr ditaram a direção musical do The Smiths. Marr disse que em 1990, “[I] Foi uma coisa de 50/50 entre Morrissey e eu. Estávamos completamente em sintonia sobre o caminho que devemos seguir para cada registro” . A música da banda propositadamente rejeitou sintetizadores e a dance music.

Johnny Marr tocava guitarra Rickenbacker foi influenciado por The Byrds, o trabalho de Neil Young com o Crazy Horse, George Harrison e James Honeyman-Scott, dos Pretenders. Marr, muitas vezes a sintonizar a sua guitarra até uma etapa cheia de F # para acomodar alcance vocal de Morrissey, e também utilizou afinações abertas. O guitarrista dedicou seu foco para a produção de música do grupo. Citando o produtor Phil Spector como uma influência, Marr disse: “Eu gosto da idéia de discos, mesmo aqueles com bastante espaço,” sinfônico “, que som. Eu gosto da idéia de todos os jogadores que se fundem em uma atmosfera”.

Musicalmente, o papel de Morrissey na banda foi a de criar melodias vocais e letras. Composições  Morrissey seria influenciada pelo punk rock e bandas pós-punk, como o New York Dolls, The Cramps e T Rex, e cantoras como Dusty Springfield, Sandie Shaw, Marianne Faithfull e Timi Yuro. As letras de Morrissey, enquanto aparentemente deprimentes, eram muitas vezes cheias de humor mordaz. John Peel observou que The Smiths foram uma das poucas bandas capazes de fazê-lo rir em voz alta. Influenciado pelo seu interesse de infância no realismo da classe trabalhadora social nas novelas de televisão, Morrissey escreveu sobre gente comum e suas experiências com a rejeição, desespero e morte. Enquanto sombrio “… canções como” Still Ill “selou o seu papel como porta-voz da juventude descontente”.

Imagens

O grupo tinha um estilo visual diferenciado em seus álbuns e singles, caracterizados com imagens colorizadas de estrelas de cinema e astros pop, geralmente em dois tons, projetados por Morrissey e pelo coordenador de arte da gravadora Rough Trade, Jo Slee. As capas raramente têm qualquer outro texto além do nome da banda, e o grupo não aparecia na capa externa dos seus lançamentos, a não ser em fotos internas, como na famosa foto em frente ao Salford Lads Club que ilustra o encarte do disco “The Queen is Dead”. Morrissey só apareceu em uma capa alternativa para o single “What difference does it make?”, imitando a pose do astro original, o ator Terence Stamp, que inicialmente se opôs ao uso de sua imagem, mas depois voltou atrás. As “estrelas das capas” foram escolhidas por interesses pessoais de Morrissey em estrelas de cinema obscuras ou cult, como Alain Delon, Jean Marais, o protegido de Andy Warhol, Joe Dallesandro, James Dean, e pessoas ligadas a cultura britânica dos anos 50/60 (Viv Nicholson, Pat Phoenix, Yootha Joyce, Shelagh Delaney) ou ainda imagens de modelos desconhecidas tomadas de filmes antigos ou velhas revistas.

Os Smiths, sempre vestidos em roupas comuns – jeans e camisetas simples – refletiram o “back to basics”, estilo de guitarra, baixo e bateria na música. Isto contrastava com a imagem de alta-costura exóticas cultivadas por grupos pop como New Romantic Spandau Ballet e Duran Duran em destaque em revistas como The Face e iD. Em 1986, quando The Smiths se apresentava no programa de música britânica The Old Grey Whistle Test, Morrissey usava um aparelho auditivo falso para confortar um fã com deficiência auditiva, que tinha vergonha de usar um, e também freqüentemente usava óculos de aro grosso fornecido pelo Serviço Nacional de Saúde. No palco a presença de Morrissey com danças desajeitadas e flores no palco chamavam a atenção, e encorajava jovens “tímidos e desajeitados” a dançar mesmo não sabendo dançar. Isso transformou Morrissey num objeto de culto e seus shows precisavam de cada vez mais seguranças, devido ao número de pessoas que invadiam o palco para tocar no herói.

Legado

Os Smiths influenciaram uma série de bandas de rock alternativo na carreira. Mesmo já em 1985, a “banda gerou uma onda de bandas imitador, incluindo James, que abriu para o grupo em sua turnê de primavera de 1985”. The Cranberries combinado “o barulho melódico de pós-Smiths guitar pop-indie com as texturas alegres, transe induzido sonora de dream pop fim dos anos 80, a criação de seu som com “triplamente, guitarras e repique de reposição, certas melodias.” Além disso, a banda utilizada como produtor Stephen Street, que era conhecido para “maximizar o mau humor dos Smiths”. The Cranberries fundida este som com letras que ecoou o apaixonado, o estilo literário de Morrissey. “livresco A cantora Smiths, ferozmente letras inteligentes também forneceu um modelo para o silêncio, a banda alfabetizados escocês . Belle & Sebastian “brincar Marr com a guitarra” era um bloco enorme edifício de lendas mais o Manchester que se seguiram The Smiths – The Stone Roses “, o guitarrista John Squire declarou que Marr foi uma grande influência, guitarrista do Oasis Noel. Gallagher chamou The Smiths uma influência, especialmente Marr, Gallagher afirmou que “quando a separação Jam, The Smiths começou, e eu fui totalmente para eles.”

Escrevendo em Q, em 2007, Simon Goddard afirmou: “… a única voz verdadeiramente vital dos anos 80, The Smiths eram o grupo mais influente guitarrista britânico da década, como os de fora indie primeiro a alcançar o sucesso mainstream em seus próprios termos. (seu segundo álbum próprio, 1985’s Meat Is Murder, fez o número 1 no Reino Unido), que elevou a fórmula do rock de quatro peças padrão para novos patamares de magia e poesia. legado deles pode ser traçada através dos Stone Roses, Oasis e The Libertines a safra de bandas de guitarra engenhoso jovens. “

Uma informação: para os neófitos, que acabaram de descobrir o grupo e suas músicas, é muito comum surgir uma confusão sobre a música “Suedehead” (erroneamente chamada por muitos de “I’m so Sorry”): esta música nunca foi gravada pelos Smiths, mas sim pelo Morrissey. É o primeiro single de sua carreira solo.

Formação principal (1982–1987)

  • Morrissey – vocais, letras
  • Johnny Marr – guitarras, teclados, baixo
  • Andy Rourke – baixo
  • Mike Joyce – bateria

Outros membros

  • Dale Hibbert – baixo (1982)
  • Craig Gannon – guitarra de ritmo (1986)

Discografia

Álbuns de estúdio

  • The Smiths (1984)
  • Meat Is Murder (1985)
  • The Queen Is Dead (1986)
  • Strangeways, Here We Come (1987)

Ao vivo

  • Rank (1988)

Coletâneas

  • Hatful of Hollow (1984)
  • The World Won’t Listen (1987)
  • Louder Than Bombs (1987)
  • Best…I (1992)
  • …Best II (1992)
  • Singles (1995)
  • The Very Best of The Smiths (2001)
  • The Sound of The Smiths (2008)

Singles

Ano Título Álbum Observação
1983 “Hand in Glove” The Smiths
1983 “This Charming Man” The Smiths
1984 “What Difference Does It Make?” The Smiths
1984 “Heavens Knows I’m Miserable Now” Hatful of Hollow
1984 “William, It Was Really Nothing” Hatful of Hollow
1985 “How Soon Is Now?” Meat Is Murder Aparece também na coletânea Hatful of Hollow
1985 “Shakespeare’s Sister” The World Won’t Listen Foi lançado primeiro em sigle, depois aparece no álbum citado
1985 “That Joke Isn’t Funny Anymore” Meat Is Murder
1985 “The Boy With the Thorn in His Side” The Queen Is Dead
1986 “Bigmouth Strikes Again” The Queen Is Dead
1986 “There Is A Light That Never Goes Out” The Queen Is Dead Relançado mais tarde, em 1992
1986 “Panic” The World Won’t Listen Faixa inédita da coletânea
1986 “Ask” The World Won’t Listen Faixa inédita da coletânea
1986 “Shoplifters of the World Unite” The World Won’t Listen Faixa inédita da coletânea
1987 “Sheila Take a Bow” Louder Than Bombs Faixa inédita da coletânea
1987 “Girlfriend in a Coma” Strangeways, Here We Come
1987 “I Started Something I Couldn’t Finish” Strangeways, Here We Come
1987 “Last Night I Dreamt That Somebody Love Me” Strangeways, Here We Come
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