Anos 2000: A esquizofrenia criativa

Com o Pop dominando as paradas, o rock parecia ter perdido a força, porém uma nova vertente do estilo, mais consciente sobre a relação do rock e a diversidade da música surgiu, demonstrando toda a vitalidade do ideal do “rock’n’roll” que insiste em não morrer. Grupos com influências diversas se dividiram entre aqueles que eram excessivamente influênciados por outros estilos de música e aqueles que preferiam manter a crueza dos fundamentos. Tendo em comum, porém a aceitação da heterogeneidade e a exaltação da história trilhada pelo rock até então, motivo pelo qual muitas das bandas surgidas nessa época serem acusadas de apenas “requentar” fórmulas já expostas por outras bandas.

Uma das bandas que comumente é associada a esse período é The Strokes. Porém o título de “salvadora do rock” é impreciso uma vez que a banda não se impôs como um novo paradigma. No entanto, trouxe a tona o hábito, por parte da mídia e do marketing, de eleger aquele que deveria segurar as rédeas do meio cultural do rock, o que eventualmente acaba não acontecendo.

Mas não foram só os Strokes que viraram queridinhos da mídia: The Vines, Yeeah Yeah Yeahs, Interpol, Libertines e White Stripes também foram chamados de “the next big thing”, tendo, no entanto, apenas uma importância módica na cultura pop.

No outro lado da questão, algumas bandas surgiram e/ou se estabeleceram distante de círculos hypados dos jornais de Londres e das pistas de dança modernas. Algumas delas são: Queens of the Stone Age e The Mars Volta.

  • Indie rock: Afastou- se completamente da proposta original de rotular bandas auto-produzidas) são marcadas pelo revivalismo do pós-punk do anos 80 só que feito de um jeito mais contemporânea. Tipicas bandas influenciadoras: Gang of Four, Blondie, Joy Division, The Cure. Alguns exemplos desse estilo: Franz Ferdinand, Bloc Party, Kaiser Chiefs etc. O Indie Rock da nova era, acabou levando a muitos outros estilos, alguns até hoje nunca rotulados. Para se ter uma noção, é quase impossivel saber o que é e o que não é Indie Rock.

  • Garage Rock Revival: Altamente confundido com o Indie Rock. O Garage Rock Revival é um rock minimalista: poucos acordes, guitarristas distorcidas, sem “firulas”. Seria dizer que é seria uma especie de rock de garagem só que mais moderno e mais bem elaborado.

  • Dance Punk(ou disco-punk): Pode ser considerado um tipo de Indie Rock, pois também tem clara influencia do Póes Punk. A mistura de ritmos e batidas dançantes com o punk e a New Rave, movimento que começou em Londres e tem como percussores as bandas: Chumbawamba, Klaxons e Shitdisco e tem como maior característica a mistura do Punk Rock e samples de música eletrônica atuais. Por muito que se possa confudir Dance-Punk com New Rave, o Dance-Punk é mais calcado no ritmo, a New Rave é mais caloada no peso.

  • Emocore: abreviação de Emotional Harcore, explodiu entre 2004 e 2005, mas o estilo vem sendo gerado desde a década de 80. Nascido a partir do pop punk, metalcore e hardcore, esse estilo se caracteriza pelas letras emotivas, com alguma influência do movimento conhecido como Romantismo (Inglaterra, Séc. 19), e uma vertente sua, o Mal do Século, com levada rápida. Atualmente, várias bandas utilizam-se de outras influêcias, mas sempre mantendo o peso, a velocidade, uma certa levada pop e alguma gritaria.

O Emocore se baseou na melancolia do Post-Punk e trouxe de novo esses temas sob uma nova roupagem mais moderna e mais comercial. Bandas como Story of the Year, Funeral for a Friend, Lostprophets (entre outras) no estrangeiro, Dance Of Days no Brasil e The Aster em Portugal, divulgam o gênero muito bem, apesar do Emocore ser nomeado como a “ovelha negra” por fugir dos assuntos mais discutidos dentro do rock. Não confundir com bandas que simplesmente fazem rock romântico pop. O visual de franjas e maquiagem, munhequeira, etc, não é necessariamente adotado pelas bandas, até porquê esse estilo visual já se difundiu por outros gêneros musicais (Avenged Sevenfold é um exemplo).

Nota: apesar de toda a postura depresiva, ou intelectual das bandas de rock contemporâneo, os conteúdos são, em geral, uma replíca do que é o músico: vazio, sem nenhuma referência cultural profunda, e sem a capacidade, antes presente no rock, de abri-se a bandas vanguardistas. Exceções existem, mas são poucas. Exemplos desta leva mais voltada ao passado, visando o futuro: Wolfmother, The Darkness…

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Sobre Josi Vice

Moro em Recife, Pernambuco, onde nasci a 11 de outubro de 1985. Sou latino americano pós- moderno, poeta, cínico, dark, emocional e cerebral, um caranguejo com cerébro pós- Chico, um Nietzscheano sem Nietzsche, com delírios de poeta intelectualóide. Escrevo poesia desde os 15 anos. Sou fissurado em Hentai, Slipknot e Rock´n´Roll e em Literatura, Pop ou qualquer música de boa qualidade. Também adoro navegar pela net e pesquisar na web. Amo ler revistas e artigos, principalmente se for de culura. Esse cara sou eu. Nome real: Josafá César da Silva, mas prefiro Josi Vice ou Joker Vice ou César Vice. Signo: Libra Bandas e cantores preferidos: Slipknot, Beatles, Sex Pistols, Marilyn Manson, Cazuza, Legião Urbna, Elvis Presley, Silver Chair, Echo & The Bunnymen, The Cult, Southern Death Cult, Depeche Mode Poetas Preferidos: Fernando Pessoa, Camões, Marcos Henrique, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Álvares de Azevedo, Augusto dos Anjos, Allen Ginsberg Escritores favoritos: Nietzche, Machado de Assis, Paulo Coelho, Clarah Averbuck, Franz Kafka, Clarice Lispector e John Fante
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5 respostas para Anos 2000: A esquizofrenia criativa

  1. Lily disse:

    Muuito bom .. adooro The Strokes *-*

  2. Tia Maria disse:

    vsf cornos fdp
    musica de verdade é restaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaart
    noob´s neem entendem de music

  3. Tia Maria disse:

    vo paga um boquete dps volto !!!
    xau amiguuuuuuuuus

  4. talita disse:

    ótimo texto,muito bem feito.

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