Legião Urbana

Legião Urbana

Também conhecida somente por Legião, foi uma banda brasileira de Rock, ativa de 1982 a 1996, a banda somou um total de mais de 17 milhões de discos vendidos. Ainda hoje, é a terceira banda da gravadora EMI-Odeon, que mais vende discos por catálogo no mundo: média de 200 mil cópias por mês. Mesmo passados mais de dez anos após o fim da banda, por conta da morte do vocalista, Renato Russo, falecido em 1996, o mito em torno da Legião só aumentou.

A banda foi formada em Agosto de 1982, após a dissolução do Aborto Elétrico, uma banda seminal da cena punk de Brasília, que deu origem também ao Capital Inicial.

A primeira apresentação da Legião Urbana aconteceu em 5 de setembro de 1982 na cidade mineira de Patos de Minas, durante o festival Rock no Parque, que contou com outras oito atrações, entre elas a da Plebe Rude, que abriu o palco para a Legião. Esse foi o único show em que a banda apareceu com a sua primeira formação: Renato Russo (vocalista e baixista), Marcelo Bonfá (baterista), Paulo Paulista (tecladista) e Eduardo Paraná (guitarrista)[1]. Após a apresentação, Paulo Paulista e Eduardo Paraná deixaram a Legião. O próximo guitarrista seria Ico Ouro-Preto (irmão de Dinho Ouro-Preto, vocalista do Capital Inicial), mas foi logo substituído por Dado Villa-Lobos, que assumiu a guitarra da Legião em março de 1983

Em 23 de julho de 1983, a Legião faz no Circo Voador, Rio de Janeiro, um concerto que mudaria a história da banda. Após a apresentação, eles são convidados a gravar uma fita demo com a EMI. No ano seguinte começa então a gravação do primeiro disco.

O álbum Legião Urbana, lançado em 1 de janeiro de 1985 pela EMI, foi o primeiro lançado pela banda. É extremamente politizado, com letras que fazem críticas contundentes a diversos aspectos da sociedade brasileira. Paralelamente, possui canções de amor que foram marcantes na história da música brasileira, como “Será”, “Ainda é cedo” e “Por Enquanto”, esta última que é considerada como a melhor faixa de encerramento de um disco segundo Arthur Dapieve, crítico e amigo de Renato Russo.

O segundo álbum, Dois, foi lançado em 1986. No começo do disco é possível ouvir um pouco da música “Será” envolto a ruídos de rádio e do hino da Internacional Socialista. É o segundo álbum mais vendido da banda, com mais de 1,2 milhões de cópias, e considerado por muitos o mais romântico.

Que País É Este 1978/1987 pode ser considerada a primeira coletânea feita pela banda de Brasília, embora todas as canções tivessem sido regravadas e produzidas para este álbum e em estúdio. Das nove canções do disco, sete eram do antigo Aborto Elétrico. Este é a obra mais punk da Legião Urbana e contém em seu encarte uma breve história da banda. Foi o último trabalho oficial com a participação do então baixista Renato Rocha.

O álbum As Quatro Estações é considerado por muitos o melhor trabalho da Legião Urbana, além de conter o maior número de hits da banda: são onze canções, das quais pelo menos nove foram tocadas incessantemente nas rádios. É o álbum mais vendido da Legião, vendendo mais de 1,7 milhões de cópias e é considerado o disco mais “religioso” da banda. O baixista Renato Rocha tocou com o trio nos três primeiros álbuns e chegou a gravar o baixo de algumas faixas desse álbum, mas acabou por deixar a banda devido a desentendimentos com os outros membros. Por fim as faixas gravadas por Rocha foram regravadas por Dado e Renato.

Lançado em Novembro de 1991, V é o disco mais melancólico da banda; talvez, só A Tempestade se equivalha a ele nesse aspecto. Renato estava em um momento complicado de sua vida, com a descoberta de que era soropositivo um ano e meio antes, os problemas no relacionamento com o namorado americano, Robert Scott Hickman, e o alcoolismo. O álbum é recheado de canções atípicas para os “padrões” da banda. A atmosférica de “Metal Contra as Nuvens”, com seus mais de onze minutos de duração, é um dos destaques, assim como a densa “A Montanha Mágica”, a crítica social de “O Teatro dos Vampiros” e a melancólica “Vento no Litoral”. Para boa parte dos fãs mais fervorosos, esta é a obra-prima da Legião Urbana.

O álbum O Descobrimento do Brasil é de 1993, época em que Renato Russo tinha iniciado o tratamento para livrar-se da dependência química e mostrava-se otimista quanto ao seu sucesso. Ainda assim, as letras oscilam entre tristeza e alegria, encontros e despedidas. É como se, para seguir em frente, fosse necessário deixar muitas coisas para trás, e não se pudesse fazer isso sem uma boa dose de nostalgia. Desta forma, Descobrimento é um álbum com fortes notas de esperança, mas permeado por tristeza e saudosismo. Ainda assim, é considerado por muitos o álbum mais “alegre” e delicado da Legião Urbana. E um dos que menos tocou nas rádios.

O último concerto da Legião Urbana aconteceu em 14 de janeiro de 1995, na casa de apresentações “Reggae Night” em Santos, litoral do estado de São Paulo.

Há quem considere o álbum A Tempestade (também chamado O Livro dos Dias), lançado em 20 de setembro de 1996, o último da banda. Na capa interna do disco há um verso que diz “O Brasil é uma República Federativa cheia de árvores e gente dizendo Adeus”, e na faixa “Música Ambiente” há um trecho que diz “…e quando eu for embora, não, não chore por mim…”, sugerindo uma despedida antecipada. As fotos do encarte foram tiradas próximas à época do lançamento, exceto a de Renato, que foi aproveitada da sessão de fotos do seu álbum solo Equilíbrio Distante. Este álbum foi lançado inicialmente como um livrinho com capa de papelão e depois como álbum tradicional (caixa de plástico). A foto do Dado é diferente entre as duas versões. Com exceção de “A Via Láctea”, as demais faixas do álbum possuem apenas a voz guia de Renato, que não quis gravar as vozes definitivas.

O fim oficial da banda aconteceu em 22 de outubro de 1996, 11 dias após a morte do mentor, líder e fundador da banda. Renato Russo faleceu 21 dias após o lançamento de A Tempestade.

Uma Outra Estação foi um álbum póstumo. A idéia original era de que A Tempestade fosse um álbum duplo. Como saiu simples, as sobras de estúdio foram compiladas nesse álbum de 1997. Canções como “Clarisse” ficaram de fora do álbum anterior por desejo do próprio Renato, que a considerava com uma temática muito pesada. A canção “Sagrado Coração” consta no encarte porém não possui registro da voz de Renato. O álbum conta com participações especiais como Renato Rocha e Bi Ribeiro, dos Paralamas.

Passaram pela Legião :

  • Renato Rocha (baixo)

  • Ico Ouro-Preto (guitarra)

  • Paulo Paulista (teclado)

  • Eduardo Paraná (guitarra)

Álbuns de estúdio

  • 1997 – Uma Outra Estação

  • 1996 – A Tempestade (ou O Livro dos Dias)

  • 1993 – O Descobrimento do Brasil

  • 1991 – V

  • 1989 – As Quatro Estações

  • 1987 – Que País É Este 1978/1987

  • 1986 – Dois

  • 1985 – Legião Urbana

O nome da banda

Como a banda era formada apenas por Renato Russo e Marcelo Bonfá como membros definitivos, vários músicos eram convidados para trabalhar junto com eles, que entravam e saiam da banda. No caso, uma legião de músicos

Presente em quase todos os encartes de álbum da banda, a frase em latim Urbana Legio omnia vincit (Legião Urbana a tudo vence), criada por Renato Russo, tornou-se o lema da banda. Entre os poucos álbuns em que o epíteto não aparece, está A Tempestade, último trabalho da banda lançado com Russo ainda em vida e no qual o vocalista se encontrava em avançado estágio da AIDS.

O amor de Renato Russo pelo cinema era grande, tanto que o cantor já participou de um filme, o média-metragem: “Ascensão e queda de quatro rudes plebeus”. Ele fez o papel de Manfredo, o caçador de Talentos. Vestia terno, dois relógios no pulso e propunha um contrato bem baixo a recém criada banda Plebe Rude. O filme recebeu o prêmio de melhor filme experimental do 4º Festival de Cinema Super-8 de Brasília, em 1982.

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Sobre Josi Vice

Moro em Recife, Pernambuco, onde nasci a 11 de outubro de 1985. Sou latino americano pós- moderno, poeta, cínico, dark, emocional e cerebral, um caranguejo com cerébro pós- Chico, um Nietzscheano sem Nietzsche, com delírios de poeta intelectualóide. Escrevo poesia desde os 15 anos. Sou fissurado em Hentai, Slipknot e Rock´n´Roll e em Literatura, Pop ou qualquer música de boa qualidade. Também adoro navegar pela net e pesquisar na web. Amo ler revistas e artigos, principalmente se for de culura. Esse cara sou eu. Nome real: Josafá César da Silva, mas prefiro Josi Vice ou Joker Vice ou César Vice. Signo: Libra Bandas e cantores preferidos: Slipknot, Beatles, Sex Pistols, Marilyn Manson, Cazuza, Legião Urbna, Elvis Presley, Silver Chair, Echo & The Bunnymen, The Cult, Southern Death Cult, Depeche Mode Poetas Preferidos: Fernando Pessoa, Camões, Marcos Henrique, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Álvares de Azevedo, Augusto dos Anjos, Allen Ginsberg Escritores favoritos: Nietzche, Machado de Assis, Paulo Coelho, Clarah Averbuck, Franz Kafka, Clarice Lispector e John Fante
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3 respostas para Legião Urbana

  1. teteka disse:

    Oie tudo bom fiquem sabendo essa musica e demais
    amo vcs todos
    fui…

  2. Joker Vice disse:

    VLW aih
    Obrigado pela vista
    adoro vcs q vistam o blog tbm

  3. Junior disse:

    pow eu adoro legião!!!
    sou fã deles!!!
    minha musica preferida é faroeste caboclo

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