Robert James Smith nasceu e logo depois nasceu o The Cure.

Robert James Smith nasceu e logo depois nasceu o The Cure.

Um sem número de bandas a declararem reverência aos The Cure e a Robert Smith, para além de várias publicações agora lhe reconhecerem méritos no desenvolvimento da música alternativa, entre as quais a revista Q que lhes atribuiu o prémio “The Most Inspiring Band.

 

Em 2005 foi distinguido individualmente com um prémio Ivor Novello, que se destina a compositores, pelo seu estatuto internacional (International Achievement).

 

Robert Smith é também famoso pela sua imagem de marca; lábios esborratados de batom, olhos pintados e essencialmente o seu cabelo no ar completamente despenteado.

Robert Smith é o terceiro filho de Rita e Alex nascido em Blackpool no dia 21 de Abril de 1959. Tem duas irmãs, Margaret e Janet e um irmão, Richard. Smith cresceu no seio de uma família de classe média, católica, que incentivava os filhos a desenvolverem as suas capacidades artísticas. Dos anos em que viveu em Blackpool ficou-lhe sempre na memória o mar, que ficava perto de sua casa e essa memória iria ter muita influência na sua vida futura.

Em 1962 mudou-se para Horley, (Surrey) onde frequentou a escola primária St. Francis Primary School.

Em Março de 1966, ainda criança, mudou-se para Crawley, (Sussex), uma cidade na periferia de Londres que segundo Robert era extremamente deprimente e sem nada de interessante para fazer. Frequenta a St Francis Junior School, Notre Dame Middle School entre 1970-72 e St. Wilfrids Comprehensive School entre 1972-77.

Enquanto adolescente, por culpa dos irmãos mais velhos foi bastante influenciado pelos The Beatles, Jimi Hendrix, Captain Beefheart, Alex Harvey, Slade, T.Rex, Nick Drake, entre outros e especialmente David Bowie.

Aos 13 anos, com cabelo muito comprido, é um adolescente um pouco problemático, que culmina com a sua suspensão da escola por ser considerado uma má influência para os seus colegas. Nesta altura conhece Mary Poole, a mulher da sua vida, com quem namoraria pouco depois e que em 1988 iria casar.

Em Crawley, conhece novos amigos e é nesta cidade que desperta verdadeiramente para a música. Forma uma banda com os amigos da escola para ocupar o tempo em que não tinha aulas. Entre outras, fazem covers dos The Kinks (Lola) e Black Sabbath (Paranoid). Depois de vários projectos falhados, formou os Easy Cure que mais tarde iriam dar origem aos The Cure.

Quando o Punk explodiu no Reino Unido, Robert Smith era ainda um adolescente e imediatamente aderiu ao movimento, embora não no aspecto visual, mas sim à atitude “faça você mesmo”. Robert diria mais tarde, “apercebi-me também rapidamente, que tal como outros movimentos, há partes boas e partes más. A ideia de usar alfinetes e ser um punk não era verdadeiramente a essência. Era mais por eu começar a sair e fazer a minha própria música.”

Era um ouvinte assíduo do programa de John Peel, da BBC Radio e sonhava um dia ele próprio ser convidado para apresentar a sua música. Uns anos mais tarde passaria a ser convidado com frequência.

Desde 1976, ano em que formou os Malice, que mais tarde se iria tornar nos The Cure, que a maior parte do seu trabalho tem sido desenvolvido nesta banda. Robert Smith para além de guitarra, já tocou baixo, teclados e violino em situações ocasionais, para além de ter composto quase a totalidade da obra dos Cure; também co-produziu quase todos os albuns.

Robert Smith ajudou a popularizar o estilo “gótico” de vestir com a sua imagem de marca; lábios esborratados de batom e o cabelo preto completamente despenteado, uma imagem que ele adoptou desde os primeiros anos da década de 80. Segundo o baixista dos Banshees Steve Severin, Robert usou pela primeira vez o batom de siouxsie em 1983 após ter usado ópio. No entanto Robert afirma que sempre usou usou maquilhagem desde muito novo.

As suas letras para os primeiros álbuns da banda – particularmente Faith, Pornography, e posteriormente Disintegration – estão centrados nos temas de depressão, solidão, isolamente e perda. O ambiente sombrio destes primeiros albuns, juntamente com a sua imagem em palco, cimentou a imagem “gótica” pioneira da banda, embora sem qualquer intenção de iniciar uma moda ou movimento.

A estética da banda foi de obscura a psicadélica a começar no álbum The Top. Em 1986, Smith foi mais longe na mudança de imagem ao aparecer em palco com o cabelo cortado bastante curto (isto pode ser visto no In Orange, um concerto no sul de França editado em video em 1987) e em fotos de imprensa usando calções de futebol e polos.

Apesar de imagem pública de Smith sugerir uma pessoa deprimida, ele afirmou que as suas canções nao reflectem a maneira como ele se sente sempre, ou mesmo, a maior parte do tempo.

Na altura que escrevemos o Disintegration…é apenas acerca de como eu verdadeiramente estava, como eu me sentia. Mas eu não sou assim o tempo todo. Essa é a dificuldade de escrever músicas que são um bocado deprimentes. As pessoas pensam que és assim o tempo todo, mas eu não penso isso. Eu simplesmente escrevo quando estou deprimido.

As letras de Smith mostraram variados estilos e temas ao longo dos anos. As primeiras canções incorporavam literatura, parafraseando partes d’O Estrangeiro de Albert Camus em Killing an Arab, punk meta-ficcional de So What, surrealismo em Accuracy, rock/pop directo em Boys Don’t Cry e I’m Cold, e partes poéticas em Another Day e Fire in Cairo. Nas décadas subsequentes, Smith explorou mais o seu lado poético.

A escrita de Smith tornou-se vais voltada para o pop após o Pornography. Apesar da aparente música mais alegre, as faixas frequentemente continham temas sombrios; o single “In Between Days“, por exemplo contrasta uma energética batida pop-rock com letras acerca de tristeza e de uma relação perdida.

Numa entrevista em 2000, Smith disse que “…há um tipo particular de música, um tipo de música “atmosférico”, que eu aprecio fazer com os Cure. Eu aprecio esse som mais do que qualquer outro.” Quando lhe perguntaram acerca do “som” quando compõe, Smith disse que “…não penso que haja tal coisa como um som típico dos Cure. Eu penso que que há vários “sons Cure” de vários períodos diferentes e diferentes composições da banda.”

Produziu 2 músicas dos Obtainers em 1979 para a editora de Ric Gallup, Dance Fools Dance. Um projecto de dois miúdos que apenas utilizavam tachos, panelas. Depois de terem deixado a gravação debaixo da porta de Robert e ele ter ouvido e gostado, resolveu imidiatamente produzir.

Ainda em 1979, após uma invulgar deserção no seio da banda Siouxsie & The Banshees enquanto os Cure abriam para estes, Robert Smith temendo o cancelamento da tour, oferece-se para tocar nos Banshees até ao fim da tour. Assim até ao fim da digressão, Robert Smith assumiria o papel de guitarrista dos Banshees, para além de vocalista e guitarrista dos Cure.

Fundou também juntamente com Simon Gallup, Porl Thompson, Lol Tolhurst, Frank Bell(carteiro), Janet e Margaret (ambas irmãs de Robert) os Cult Hero, um projecto paralelo que apenas serviu de pretexto para trazer Simon Gallup para os The Cure, assim como tornar famoso um carteiro local com uma enorme ânsia de fama. Apesar de ter sido um fracasso em quase todo o mundo, no Canadá foi um relativo sucesso.

Em 1981 fez também a banda sonora do filme animado de Ric Gallup, Carnage Visors, uma música com o mesmo nome com quase 30 minutos. Este filme seria usado em vez de uma banda de suporte na Picture Tour deste mesmo ano.

Para além dos The Cure, foi membro integrante da banda Siouxsie & The Banshees entre 1983-84 e formou com Steve Severin os The Glove em 1983.

Ainda em 1983 foi convidado por Nicholas Dixon, coreógrafo do Royal Ballet, a compor uma música para “Les Enfants Terrible“. Apresentou na BBC2 Siamese Twins numa tentativa de adaptação, mas decididamente não gostou do resultado e desistiu do projecto. Apresentou-se com uma banda original, ele próprio na voz e guitarra, Steve Severin no baixo, Lol Tolhurst na bateria e os The Venomettes nas cordas.

Em 1997 concretizou o sonho de subir a um palco com David Bowie, após este o ter convidado para a festa do seu 50º aniversário no Madison Square Garden.

Ainda em 1997, após ter iniciado uma amizade com o guitarrista de Bowie, Reeves Gabrels, iria dar origem a mais uma colaboração que se denominaria de Cogasm. Desta colaboração editam a “A Sign From God” que faz parte da banda sonora de Orgazmo, um filme de Trey Parker e Matt Stone assim como Wrong Number, que seria incorporada no álbum dos Cure, Galore. Robert Smith colaborou também no álbum a solo de Reeves, concretamente na música “Yesterday’s Gone“.

Robert Smith deu voz a si próprio na primeira temporada da serie animada South Park a pedido de um dos criadores, Trey parker, que é um fã dos Cure. Smith apareceu no episódio “Mecha-Straisand”, aonde lutou contra a gigante metálica Barbra Streisand. Assim que ele se afasta triunfante pela montanha acima no fim do episódio, um dos personagens principais, “Kyle Broflovski” grita, “O Disintegration é o melhor album de sempre.”

Nos últimos anos tem efectuado várias colaborações, entre as quais com, Blink 182, Blank & Jones, Billy Corgan, Junior jack, Junkie XL, Faithless, Paul Hartnoll.

Em Novembro de 2004, subiu ao palco a convite dos Placebo, para cantar um dos hits desta banda, Without You I’m Nothing e também Boys Don’t Cry dos Cure.

Em Dezembro de 2006, Smith apareceu ao lado dos Korn nas músicas, Make me bad e In Between Days, na apresentação desta banda em versão unplugged para a MTV.

É casado com Mary Poole desde 1988, sua namorada desde sempre, e como presente de casamento, escreveu-lhe a música LoveSong que se encontra no álbum Disintegration. Simon Gallup é o padrinho do casamento.

É um apaixonado por futebol, e a sua equipa preferida é o Queens Park Rangers, um clube de Londres que disputa a segunda liga Inglesa mas que no passado foi um clube de referência . Em 1996, apareceu em várias fotos usando a camisola do Brasil. Em 2004, admitiu que a sua Inglaterra perdeu para a melhor equipa do Campeonato Europeu de Futebol, Portugal.

Uma das suas irmãs (Janet) é casada com o guitarrista dos The Cure, Porl Thompson.

No seu site pessoal considerava Lisboa, entre outras, uma das suas cidades preferidas.
Em 2004, foi um dos três convidados para o programa da BBC Radio 1, de John Peel, uma semana antes deste morrer.

Vive actualmente no sul de Inglaterra, em Bognor Regis numa casa com vista para o mar.

 

Sobre Josi Vice

Moro em Recife, Pernambuco, onde nasci a 11 de outubro de 1985. Sou latino americano pós- moderno, poeta, cínico, dark, emocional e cerebral, um caranguejo com cerébro pós- Chico, um Nietzscheano sem Nietzsche, com delírios de poeta intelectualóide. Escrevo poesia desde os 15 anos. Sou fissurado em Hentai, Slipknot e Rock´n´Roll e em Literatura, Pop ou qualquer música de boa qualidade. Também adoro navegar pela net e pesquisar na web. Amo ler revistas e artigos, principalmente se for de culura. Esse cara sou eu. Nome real: Josafá César da Silva, mas prefiro Josi Vice ou Joker Vice ou César Vice. Signo: Libra Bandas e cantores preferidos: Slipknot, Beatles, Sex Pistols, Marilyn Manson, Cazuza, Legião Urbna, Elvis Presley, Silver Chair, Echo & The Bunnymen, The Cult, Southern Death Cult, Depeche Mode Poetas Preferidos: Fernando Pessoa, Camões, Marcos Henrique, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Álvares de Azevedo, Augusto dos Anjos, Allen Ginsberg Escritores favoritos: Nietzche, Machado de Assis, Paulo Coelho, Clarah Averbuck, Franz Kafka, Clarice Lispector e John Fante
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