David Bowie e o glam rock

Nos anos seguintes não se sabia mais para onde ir em termos psicodélicos. Foi então que um estilo de temas igualmente polêmicos aos daquelas bandas perturbadoras de 60 e com uma nova apelativa estética apareceu. Cheio de plataformas altas, maquiagem, brilhos e cilhos postiços o Glam rock ganhou território americano, talvez graças às bonecas de Nova York. O The New York Dolls. A banda fazia um rock simples que seria chamado de proto punk, mas sua estética feminina era o que chamava mais atenção, roupas de mulher e batom e maquiagem borrados em marmanjos de voz grossa. A diferença entre eles e os personagens de David Bowie eram bem vísiveis. Mas foi assim que O Glam ou Kitshe foi trazido da Inglaterra para os domínios do Tio Sam. Outra tirada de gênio de Bowie se chamava Ziggy Stardust, personagem encarnado pelo músico no disco “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders form Mars”. Ziggy era um alien andrógino (Ser difícil de definir, sexualmente falando, de primeira) e bissexual, por isso Bowie tingiu os cabelos de ruivo, pois uma maquiagem exagerada e roupas escalafobéticas com ar feminino (e até chegou a falar que seria realmente homossexual para a imprensa, só pra confundir, o que deu resultado) e seguiu a turnê desse modo, acompanhado por sua banda Spiders From Mars. Chegou uma hora que ninguém sabia o que era David Bowie e o que era Ziggy. O autor acabou por se fundir totalmente com o personagem.

Não só Bowie e seu famoso Alien foram de fatal importância para a cena darkwave, mas também o T.rex, o Velvet Underground, o ex-Stooges Iggy Pop e o Rock decadentista em suma (“Waiting for the Man” do Velvet Underground e “Telegram Sam” do T.rex, por exemplo, também receberam cover do Bauhaus). O Álbum Diamond Dogs (1974), de David Bowie, é considerado pelo autor com um Q de gótico, possui músicas apocalípticas e sombrias, como “We arethe Dead”. O que fez a fama do cantor foi mesmo o Glam Rock (na verdade um fez um ao outro, sendo que Bowie virou um ícone do movimento), movimento baseado nas características já citadas (androginia, temas obscuros glamurizados, roupas escandalosas, etc.). Definitivamente uma ponte muito próxima para o gothic rock. O Glam rock surgiu para salvar a psicodelia da defasagem, mas oficialmente acabou em 75. As bandas que ainda faziam uso do experimentalismo, um pouco da estética e temas do Glam acabaram por serem entituladas como punk, por isso, talvez, em 78 o termo estivesse entrando em desgaste. Logo conveniou-se em reentítular todas essas bandas de new wave, depois de um tempo também se tornou famoso o termo Pós Punk. As bandas com visual e temas mais pops passaram a ser new waves, enquanto que as mais undergrounds eram as pos punk. Ainda então, bandas da sub-cultura Gótica eram classificadas de ambas as formas. Mas posteriormente deixou-se o new wave para bandas com um visual mais colorido e para as bandas que adotaram uma tendência mais sombria acabaram por usar o termo pejorativo gótico, que acabou pegando. Algumas bandas não assumiram o termo, e ficavam situadas tranquilamente entre esses movimentos. Exemplos: Siouxsie and the Banshees e The Cure.

Sobre Josi Vice

Moro em Recife, Pernambuco, onde nasci a 11 de outubro de 1985. Sou latino americano pós- moderno, poeta, cínico, dark, emocional e cerebral, um caranguejo com cerébro pós- Chico, um Nietzscheano sem Nietzsche, com delírios de poeta intelectualóide. Escrevo poesia desde os 15 anos. Sou fissurado em Hentai, Slipknot e Rock´n´Roll e em Literatura, Pop ou qualquer música de boa qualidade. Também adoro navegar pela net e pesquisar na web. Amo ler revistas e artigos, principalmente se for de culura. Esse cara sou eu. Nome real: Josafá César da Silva, mas prefiro Josi Vice ou Joker Vice ou César Vice. Signo: Libra Bandas e cantores preferidos: Slipknot, Beatles, Sex Pistols, Marilyn Manson, Cazuza, Legião Urbna, Elvis Presley, Silver Chair, Echo & The Bunnymen, The Cult, Southern Death Cult, Depeche Mode Poetas Preferidos: Fernando Pessoa, Camões, Marcos Henrique, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Álvares de Azevedo, Augusto dos Anjos, Allen Ginsberg Escritores favoritos: Nietzche, Machado de Assis, Paulo Coelho, Clarah Averbuck, Franz Kafka, Clarice Lispector e John Fante
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