Kate Bush

Kate Bush (30 de julho de 1958, Bexleyheath, Inglaterra) é uma cantora inglesa performática. É filha de um médico inglês, Robert John Bush, e de uma enfermeira irlandesa, Hannah Bush.

 Desde quando freqüentava o convento escolar em Abbey Wood, Sudeste de Londres onde estudou piano e violino, Kate Bush chamou a atenção de David Gilmour do Pink Floyd, que ajudou financiar as suas primeiras fitas Demo. Assinou um contrato com a EMI aos 16 anos, gravando Rock Progressivo. Entretanto, nos primeiros dois anos de seu contrato, Bush não lançou nenhum album, preferindo terminar seu tempo na escola e fazer aulas de dança, mímica e música. Terminou a escola com 100% de aproveitamento em todas as disciplinas. Em 2005, Bush foi convidada para uma entrevista com Mark Radcliffe da rádio BBC onde revelou que a gravadora EMI à época de sua contratação não lançaria um album até que ela estivesse pronta, mas a manteria sob contrato a fim de que nenhuma outra gravadora pudesse fazê-lo.

 

Nesse meio tempo, a gravadora EMI enviou-lhe uma boa quantia de dinheiro para que ela comprasse um sintetizador e pudesse frequentar aulas de interpretação com Lindsey Kemp. Durante esse tempo, Bush compôs e gravou perto de 200 canções, que hoje podem ser encontradas em gravações piratas(conhecidas mundialmente como as ‘Gravações Fênix’). Também fez várias apresentações na Grande Londres com a “KT Bush Band”. Seu primeiro album, “The Kick Inside” (uma expressão que pode querer dizer ‘A Bola Dentro’ ou a ‘Centelha Interior’), foi lançado em 1978, tendo como base as canções que tinha escrito durante os dois anos anteriores, incluindo a clássica “Wuthering Heights” (em português do Brasil; Morro dos Ventos Uivantes), baseada em um livro de mesmo nome da escritora Emily Brontë, essa música fez um grande sucesso no Reino Unido e na Australia ;e se transformou em uma uma balada internacional. Assim sendo, Bush se tornou a primeira mulher a alcançar o 1º lugar das paradas de sucesso no Reino Unido com uma canção própria.

 

Um período de trabalho intenso seguiu-se. Um segundo album, “Lionheart” foi gravado rapidamente; Bush sempre expressou o seu descontentamento com este trabalho, pois ela considerava necessitar mais tempo para concebê-lo direito. Depois de seu lançamento, iniciou o trabalho promocional de seus discos e de sua carreira empreendendo uma longa excursão, a única de sua carreira. Bush não gostou da exposição e do estilo de vida de uma celebridade, sentindo que essa característica afastava-a de sua prioridade principal: fazer música de alta qualidade.

 

Uma retirada lenta e constante da vida pública começou, enquanto focou-se em produzir seu próprio trabalho em estilo músical personalissimo, empenhando-se de forma perfeccionista e penosa para fazer o som que desejava, e isso a deixou escondida no estúdio por períodos longos somente resolvendo enfrentar o brilho e os holofotes da imprensa quando os albuns subseqüentes foram liberados. Surgiram uma série de boatos durante esses períodos em que estava dedicada ao trabalho, boatos como os de que ela havia engordado demais ou até mesmo ficado louca. Então ela reaparecia brevemente, magra, bela e aparentemente muito bem, antes de voltar ao estúdio uma vez mais.Essas retiradas após o lançamento de um novo álbum passaram a ser um padrão na carreira de Kate, entre a aparição de “Never for Ever”, onde consta o grande sucesso “Babooshka” foram 3 anos até “The dreaming”, uma coleção de músicas avassaladoras daquelas que nos deixam literalmente nocauteados,e novamente quase 3 anos até o lançamento de “Hounds of Love”, onde a multi-talentosa Kate atingiu as raias da perfeição e seu auge artistico, onde consta a música “Running up that hill” que é uma experiência auditiva e sensorial única e inesquecível . Após a liberação do album “Red shoes” em 1993 não havia nenhuma razão para supôr que Kate não reapareceria em três ou quatro anos com outra coleção de canções geniais.

 

Mas o período de silêncio que se seguiu a seu sétimo album de estúdio era muito mais longo do que qualquer um tinha antecipado. Bush ficou distanciada dos olhos do público por muitos anos, embora seu nome aprecesse ocasionalmente nos meios de comunicação com relação a boatos da provável aparição de um novo lançamento . A imprensa continuou a especular descontroladamente sobre o que era o motivo de tão longa ausência, até viram-na como uma reclusa excêntrica, às vezes comparando-a com a senhorita Havisham,personagem de as “Grandes Expectativas” (no Brasil, diz-se Grandes Esperanças) de Charles Dickens.

 

Na realidade ela estava tentando dar ao seu filho pequeno uma infância normal, longe do mundo do “show businness”. Bush deu o nascimento a Albert, sabido(apelidado) como Bertie, gerado do relacionamento com seu guitarrista,sócio e marido Danny McIntosh em 1998. Não liberou a notícia do nascimento de seu filho à imprensa e manteve-a em segredo por dois anos até que o fato veio ao conhecimento da mesma e do público em geral. Em poucas ocasiões falou à imprensa desde então, e quando tal ocorre declara sempre que a maternidade a fêz muito feliz.

 

O oitavo album de estúdio de Bush, “Aerial”, foi liberado em CD e em vinil em 7 novembro de 2005,com lançamento internacional (8 de novembro nos EUA/20 de dezembro no Brasil), seguindo-se a liberação do single “King of Mountain” em 24 de outubro. Em uma entrevista em um final de semana que o “Australian” publicou em dezembro de 2005, Bush indicou que “Aerial” não foi tão significativo para ser o seu último trabalho e que deseja continuar escrevendo e gravando música, o que é uma sorte e uma alegria muito grande para todos aqueles que admiram seu talento e suas qualidades incontestáveis de compositora, instrumentista e cantora e que a admiram ao longo desses seus mais de 30 anos de carreira.

  • 1978 – The Kick Inside
  • 1978 – Lionheart
  • 1979 – Never For Ever
  • 1982 – The Dreaming
  • 1985 – Hounds Of Love
  • 1986 – The Whole Story ( Coletânea )
  • 1989 – The Sensual World
  • 1990 – This Woman’s Work (Box set)
  • 1993 – The Red Shoes
  • 2005 – Aerial
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Sobre Josi Vice

Moro em Recife, Pernambuco, onde nasci a 11 de outubro de 1985. Sou latino americano pós- moderno, poeta, cínico, dark, emocional e cerebral, um caranguejo com cerébro pós- Chico, um Nietzscheano sem Nietzsche, com delírios de poeta intelectualóide. Escrevo poesia desde os 15 anos. Sou fissurado em Hentai, Slipknot e Rock´n´Roll e em Literatura, Pop ou qualquer música de boa qualidade. Também adoro navegar pela net e pesquisar na web. Amo ler revistas e artigos, principalmente se for de culura. Esse cara sou eu. Nome real: Josafá César da Silva, mas prefiro Josi Vice ou Joker Vice ou César Vice. Signo: Libra Bandas e cantores preferidos: Slipknot, Beatles, Sex Pistols, Marilyn Manson, Cazuza, Legião Urbna, Elvis Presley, Silver Chair, Echo & The Bunnymen, The Cult, Southern Death Cult, Depeche Mode Poetas Preferidos: Fernando Pessoa, Camões, Marcos Henrique, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Álvares de Azevedo, Augusto dos Anjos, Allen Ginsberg Escritores favoritos: Nietzche, Machado de Assis, Paulo Coelho, Clarah Averbuck, Franz Kafka, Clarice Lispector e John Fante
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