The Who

The Who é uma banda de rock britânica surgida nos anos 60. A evolução musical do grupo culminou numa fase de grande sucesso na década de 70. Após um período inativo entre os anos 80 e 90, o The Who retornou aos palcos e, apesar da perda de dois de seus integrantes originais, continua a se apresentar esporadicamente.

O Who é considerado uma das maiores bandas ao vivo do rock ‘n’ roll de todos os tempos. Conhecidos pelo dinamismo de suas apresentações e por sua música reflexiva e repleta de influências artísticas, eles também são julgados pioneiros do rock, popularizando entre outras coisas a ópera rock (principalmente com Tommy) sob a liderança de Pete Townshend. Seus primeiros álbuns mod, repletos de curtas e agressivas canções pop, os distintos power chords de Townshend e temas recorrentes de rebelião juvenil e confusão sentimental, foram influências primordiais no surgimento do punk rock e do power pop. No princípio de sua carreira a banda ficou conhecida por arrebentar completamente seus instrumentos no final dos shows (especialmente Townshend, cuja destruição de guitarras tornar-se-ia um clichê do rock, e o infame e alucinado Keith Moon, mandando seu kit de bateria pelos ares).

A formação clássica consistia de:

  • Pete Townshend – Guitarra, violão, composições, piano & sintetizador em gravações de estúdio
  • Roger Daltrey – vocais, gaita
  • Keith Moon – Bateria, percussão
  • John Entwistle – Baixo, instrumentos de sopro

A era clássica do Who (e segundo alguns a própria banda), terminou em 1978 com a morte do inimitável Keith Moon.

Em seus primórdios, antes da entrada de Keith Moon, a banda era conhecida como The Detours, e tocava principalmente rhythm and blues. Posteriormente o grupo foi renomeado para The Who, e após o ingresso de Keith Moon a formação clássica estava completa. Por alguns meses em 1964, sob a tutela de Peter Meaden, eles passaram a se chamar The High Numbers, lançando o mal-sucedido compacto “Zoot Suit/I’m The Face”. Meaden foi então dispensado e a banda, novamente como The Who, passou a ser empresariada por Chris Stamp e Kit Lambert.

O grupo logo se cristalizaria ao redor das composições de Townshend (embora Entwistle também contribuísse com suas canções). Townshend era o centro das tensões da banda, esforçando-se sempre para surgir com idéias inovadoras e reflexivas enquanto Daltrey preferia o material mais agressivo e enérgico e Moon a surf music norte-americana.

O primeiro sucesso do The Who foi com o compacto estilo-Kinks “I Can’t Explain”, lançado em 1965, seguido por “Anyway, Anyhow, Anywhere”, mas a fama só foi alcançada mesmo com My Generation. O álbum trazia canções que se tornariam hinos do movimento mod, como “The Kids Are Alright” e a faixa-título “My Generation”, com o famoso verso “I hope I die before I get old” (“Eu espero morrer antes de envelhecer”). Outros êxitos seguiram-se com os compactos “Substitute”, “I’m A Boy” e “Happy Jack” (1966), “Pictures Of Lily” e “I Can See For Miles” (1967) e “Magic Bus” (1968).

Apesar do grande sucesso alcançado com seus compactos, o Who, ou mais especificamente Townshend, esgotara suas ambições com formato. Ao mesmo tempo o som da banda evoluía, e suas músicas se tornavam mais provocativas e envolventes enquanto Townshend passava tratar os álbuns do Who como projetos unificados, ao invés de meras coleções de canções desconexas. O primeiro sinal desta ambição surgiu em seu A Quick One (1966), que trazia uma coleção de canções que reunidas contavam uma história, “A Quick One, While He’s Away”, a partir de então taxada de “mini-ópera”. A seguir veio The Who Sell Out (1967), um álbum conceitual que pretendia emular a transmissão de uma estação de rádio pirata, incluíndo aí jingles e propagandas. Essa conjunção de idéias desaguaria em Tommy (1969), sua primeira ópera rock completa e a primeira a alcançar sucesso comercial. Nesta época os ensinamentos de Meher Baba passaram a exercer influência importante nas composições de Townshend, e o indiano é creditado como “Messias” na contra-capa do álbum Tommy.

Em 1970 o The Who começou a trabalhar em um EP, ou “maxi single”, com meia dúzia de canções gravadas no estúdio caseiro de Townshend. No Festival da Ilha de Wight em agosto, Daltrey apresentou “I Don’t Even Know Myself” e “Water”, que seriam parte deste novo álbum. Alguns meses depois Townshend compôs “Pure and Easy”, uma canção que ele mais tarde descreveria como o “pivô central” do que se tornaria um ambicioso projeto mulitmídia chamado Lifehouse, que afastou a banda do trabalho no EP, já então abandonado.

O próprio Lifehouse nunca foi concluído no formato pelo qual foi projetado, embora seus temas acabassem surgindo de forma recorrente nos futuros trabalhos solo de Townshend. Em março de 1971 a banda começou a gravar as canções de Lifehouse sob a produção de Kit Lambert em Nova York. Lambert, então viciado em heroína, foi de pouco auxílio nas sessões, e a banda retornou à Inglaterra para regravar o material com o produtor Glyn Johns em abril. O resultado, Who’s Next, acabaria por ser o trabalho mais aclamado do The Who entre os críticos e fãs.

Após Who’s Next a banda voltaria ao estúdio somente em maio de 1972. Essas sessões dariam origem a mais uma ópera-rock de Townshend, Quadrophenia (1973), a história de um adolescente mod chamado Jimmy e sua luta contra tormentos internos e a busca por um lugar na sociedade. Os álbuns seguintes do Who evocavam canções mais pessoais de Townshend, estilo que ele eventualmente transferiria para seus álbuns solo. The Who By Numbers, de 1975, traz diversas canções introspectivas e depressivas, vistas por um certo crítico de rock como um “bilhete de suicídio” de Townshend.

Em 1978 a banda lançou Who Are You, distanciando-se do estilo épico das óperas rock enquanto se aproximava do som mais comum às rádios. O lançamento do álbum foi ofuscado pela morte de Keith Moon devido à overdose acidental de um remédio prescrito em seu combate contra o alcoolismo. Kenney Jones, ex-Small Faces, assumiu seu lugar. No ano seguinte a tragédia voltou a rondar o grupo: no dia 3 de dezembro de 1979 um tumulto no lado de fora do Riverfront Coliseum em Cincinnati, Ohio, provocou a morte de onze fãs que aguardavam o início do show do Who. A banda soube do incidente somente após a apresentação, ficando devastada com o ocorrido.

O grupo chegou a lançar dois álbuns com Kenney Jones na bateria, Face Dances (1981) e It’s Hard (1982). A perda de Moon representou uma mudança no som da banda, que passou a ser mais calcado no pop. Embora tenha agradado à crítica e vendido razoavelmente bem, os dois álbuns lançados pelo The Who na década de 80 são atualmente descartados por muitos fãs como inferiores à antiga fase. Logo após o lançamento de It’s Hard a banda embarcou em uma turnê de despedida, reflexo da frustração de Townshend ao admitir que não conseguia mais compor para o The Who.

Consequentemente eles deixaram de gravar, apesar de continuarem se apresentando intermitentemente enquanto Townshend se focava em projetos solo como The Iron Man e Psychoderelict. Sua reunião mais conhecida deu-se em 1989, enfatizada no aniversário de 25 anos da banda e nos 20 de Tommy. Em 1996 eles organizaram uma apresentação multimídia de Quadrophenia, trazendo um narrador e cantores convidados. O sucesso desta versão fez com que o grupo embarcasse em uma turnê de dois anos pela Europa e América do Norte com Zak Starkey na bateria. Outra aparição aclamada pelo público foi no evento “Concert for New York City” em 2001, em prol das vítimas do atentados de 11 de setembro.

Nas vésperas do início de mais uma turnê em 2002, John Entwistle foi encontrado morto em seu quarto no Hard Rock Hotel em Las Vegas, Nevada. O laudo do legista apontou que, embora não se tratasse tecnicamente de uma overdose, uma modesta quantidade de cocaína foi a causa do óbito, que obstruiu suas artérias já prejudicadas por um problema cardíaco não tratado. Após uma breve pausa, a turnê teve início com o baixista Pino Palladino no lugar de Entwistle. A maioria dos shows foram lançados em CD pela eelpie como parte da “Encore Series”, projeto que visa inibir a pirataria de concertos da banda.

Em 2004 o The Who lançou duas músicas inéditas na coletânea Then and Now: “Old Red Wine”, uma homenagem póstuma a Entwistle, e “Real Good Looking Boy”, que fala da influência de Elvis Presley nos garotos dos anos 50. O grupo então embarcou em mais uma turnê, tocando em festivais no Japão, Austrália e em datas individuais no Reino Unido e na América do Norte. No dia 13 de junho de 2005 Townshend e Daltrey se apresentaram pela primeira vez como uma dupla no evento de caridade Four Season Hope Charity. Quase um mês depois, em 7 de julho, a banda participa do evento Live 8. Enquanto isso é anunciado o lançamento de um álbum inédito Endless Wire, cuja gravação, após vários atrasos e interrupções, finalmente tem início em fevereiro de 2006, sendo concluída em abril.

Antes do álbum ser lançado, e posteriormente para ajudar a promovê-lo, o The Who embarcou em sua Turnê de 2006-2007. A princípio foram 24 datas pela Europa, seguidas por shows na América do Norte. Os shows foram novamente incluídos em CD e desta vez também em DVD, como parte da Encore Series.

  • 1967 Monterey Pop
A ampla destruição do palco pelo The Who compete com o fluído de isqueiro de Jimi Hendrix. Para mais informações sobre o filme, veja sua página no Internet Movie Database.
  • 1968 The Rolling Stones Rock And Roll Circus
Filmado em 14 de dezembro de 1968 mas lançado em VHS somente em 1996. Traz a banda tocando a mini-ópera “A Quick One, While He’s Away”, que, supõe-se, eclipsou a apresentação do Rolling Stones a tal ponto que eles decidiram arquivar o vídeo. Para mais informações sobre o filme, veja sua página no Internet Movie Database.
  • 1969 Woodstock
Filme sobre o famoso festival de música. Inclui trechos da apresentação de Tommy. Para mais informações sobre o filme, veja sua página no Internet Movie Database.

Roger Daltrey também teve uma carreira paralela em filmes e na televisão, destacando-se sua interpretação do compositor Franz Liszt em Lisztomania.

Sobre Josi Vice

Moro em Recife, Pernambuco, onde nasci a 11 de outubro de 1985. Sou latino americano pós- moderno, poeta, cínico, dark, emocional e cerebral, um caranguejo com cerébro pós- Chico, um Nietzscheano sem Nietzsche, com delírios de poeta intelectualóide. Escrevo poesia desde os 15 anos. Sou fissurado em Hentai, Slipknot e Rock´n´Roll e em Literatura, Pop ou qualquer música de boa qualidade. Também adoro navegar pela net e pesquisar na web. Amo ler revistas e artigos, principalmente se for de culura. Esse cara sou eu. Nome real: Josafá César da Silva, mas prefiro Josi Vice ou Joker Vice ou César Vice. Signo: Libra Bandas e cantores preferidos: Slipknot, Beatles, Sex Pistols, Marilyn Manson, Cazuza, Legião Urbna, Elvis Presley, Silver Chair, Echo & The Bunnymen, The Cult, Southern Death Cult, Depeche Mode Poetas Preferidos: Fernando Pessoa, Camões, Marcos Henrique, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Álvares de Azevedo, Augusto dos Anjos, Allen Ginsberg Escritores favoritos: Nietzche, Machado de Assis, Paulo Coelho, Clarah Averbuck, Franz Kafka, Clarice Lispector e John Fante
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