Sepultura

Sepultura é uma banda brasileira de thrash metal surgida em 1983, criada pelos irmãos Max Cavalera e Iggor Cavalera em Belo Horizonte, Minas Gerais. É considerada a banda brasileira de maior repercussão no mundo[4], à frente de outras como Angra e Krisiun. O Sepultura possui influências diversificadas como quase nenhuma outra banda da cena, que vai desde o black metal e death metal, passando pelo thrash metal, até inspirações externas ao metal, como hardcore, música tribal africana e japonesa, música indígena, entre outros diversos estilos musicais. O nome Sepultura (em inglês, grave) foi escolhido quando Max Cavalera traduzia uma música do Motörhead chamada “Dancing on Your Grave[6]. Originalmente tinha a formação de Paulo Jr. (baixista), Iggor Cavalera (baterista), Jairo Guedez (guitarrista) e Max Cavalera (vocalista). Depois de um tempo entra na banda Andreas Kisser. Hoje tem uma enorme legião de fãs. Na sua formação atual tem o americano Derrick Green como vocalista e os brasileiros Andreas Kisser como guitarrista, o baixista Paulo Jr. e o baterista Jean Dolabella.

Foi em Belo Horizonte, no ano de 1983 que a história do Sepultura começou. Mais precisamente quando os irmãos Cavalera Max e Igor decidiram chamar seus amigos de colégio Paulo Jr. e Jairo Guedez para montar uma banda. Um ano depois, num festival de bandas em Belo Horizonte, a Cogumelo Records contrata a banda, após o dono da gravadora ter assistido o show do Sepultura, e o grupo decide fazer um disco. O nome é Bestial Devastation, que foi gravado em apenas dois dias (dividido com a banda Overdose), mas só seria lançado em 1985. A banda, então, faz uma tour brasileira pra promover o primeiro álbum. Já em 1986, é gravado o Morbid Visions, ainda pela Cogumelo Records e a banda sai em turnê novamente. Pouco depois, a gravadora relançaria o Bestial Devastation e o Morbid Visions em um só LP. Ainda no mesmo ano, o guitarrista Jairo sai da banda, e Andreas Kisser, que já havia feito algumas jams com o grupo, junta-se a ele. Ainda em 86, o Sepultura processou o selo Shark por ter lançado álbuns do Sepultura fora do Brasil.

No ano seguinte, depois de escrito o álbum, sai o Schizophrenia, que foi o primeiro com Andreas na guitarra, e o último com a produção da gravadora Cogumelo. Foi com esse disco que a banda disparou, e vendeu cerca de 10.000 cópias nas primeiras semanas. A gravadora New Renaissance lançou o disco nos Estados Unidos. O furor provocado pelo Schizophrenia fez com que houvesse um lançamento pirata do disco por uma gravadora européia, que chegou à inacreditável marca de 30.000 cópias vendidas (porém sem a banda poder usufruir dos direitos autorais). Em 1989, o Sepultura assinou com a Roadrunner Records, conseguindo um contrato de sete anos. Como era o que a banda precisava (grande contrato numa grande gravadora), lançaram o novo disco pelo novo selo, sendo o terceiro lançamento do grupo: Beneath The Remains. Este foi gravado em nove dias e produzido pelo produtor americano Scott Burns.

O disco foi um dos melhores lançamentos do ano sendo comparado até a Reign in Blood, clássico do Slayer. E, pela primeira vez, o Sepultura sai em tour fora do Brasil, tocando junto dos alemães do Sodom na Áustria, Estados Unidos, e México. Em 1990, a banda toca em vários shows, incluindo o Dynamo Open Air Festival, com cerca de 26.000 pagantes, e conhecem Gloria Bujnowski, empresária do Sacred Reich. O grupo decide tê-la também como empresária. Depois das apresentações, o Sepultura entra em estúdio para regravar Troops of Doom, que a Roadrunner usaria para relançar o álbum Schizophrenia remixado. Ainda no mesmo ano, a Cogumelo relança Bestial Devastation com uma nova versão de Troops of Doom. É a batalha entre as gravadoras.

A banda chamou atenção por onde passou e seu nome despontou na mídia mundial. Nesta turnê encontraram uma de suas fontes de inspiração, Lemmy Kilmister e seu Motörhead, cruzaram o muro de Berlim ainda na época da guerra fria, e até conheceram o Metallica (banda muito forte na época). Foi gravado nesta época o primeiro vídeo clipe do Sepultura, “Inner Self”, que tal qual “Mass Hypnosis” e “Beneath the Remains”, tornou-se um clássico da banda. Em 1991, o Sepultura toca no Rock in Rio II, para 50.000 pessoas. Dois meses depois, a atual gravadora da banda lança Arise, que vende cerca de 160.000 cópias nas 8 primeiras semanas, sendo considerado pela grande maioria dos fãs de longa data, o melhor disco do grupo.

No mesmo ano, são lançados alguns singles, como “Arise”, “Under Siege (Regnum Irae)” e “Dead Embryonic Cells” e “Altered State”. Logo após a apresentação no Rio a banda promoveu um show gratuito em São Paulo na praça Charles Müller, em frente ao Estádio do Pacaembu. A audiência de aproximadamente 40 mil pessoas mostra a força que o Sepultura já possuía. Infelizmente algumas pessoas confundiram o espírito de confraternização dos fãs, e um rapaz foi assassinado. Esta fatalidade criou um falso mito sobre o público da banda, que repercutiu por muitos anos negativamente fazendo com que muitos produtores de shows brasileiros temessem marcar shows com o grupo.

No exterior, por sua vez, a turnê do Arise foi longa e passou por lugares longínquos e inéditos como Grécia e Japão. Na Austrália foi lançado o primeiro EP oficial da banda, o “Third World Posse”. Na Holanda estrearam em um festival internacional de grande repercussão, o “Dynamo Open Air”, para mais de 30 mil pessoas. E atraíram mais de 100 mil fãs nas duas apresentações feitas em estádios quando estiveram na Indonésia. Lá também foram premiados com fitas cassetes de ouro pelas excelentes vendas. Gravaram os clipes de “Arise” e “Dead Embryonic Cells”, e lançaram seu primeiro home-vídeo, “Under Siege”, que foi gravado em Barcelona, Espanha. Com todos estes acontecimentos ligados ao disco Arise, o Sepultura firmou seu nome mundo a fora. Em 1992 Third World Posse é lançado. O cd tem 3 músicas ao vivo tiradas do vídeo Under Siege (ao vivo em Barcelona), além de “Drug Me” (de Jello Biafra) e “Dead Embryonic Cells”, do disco Arise. Ainda em 1992, acontece o casamento de Max com a atual empresária Glória.

Em 1993, o Sepultura lança o disco Chaos A.D., que já possuía influências tribais e já não tinha toda a violência de Arise, e menos ainda dos primeiros álbuns da banda. Ainda assim, percebia-se que a banda ainda se preocupava com a situação geopolítica mundial, pois pérolas como “Refuse/Resist” e “Territory” estão incrustadas neste álbum, além de “Manifest”, que denunciava o massacre da penintenciária do Carandiru, famosa chacina de presidiários.

Chaos A.D. em 1993 foi um dos passos mais importantes da história da banda. O Sepultura optou por um lado musical nunca antes explorado, misturando seu som brutal com elementos de música popular e com isto definiram a linha musical de vanguarda que se tornou sua marca registrada. O lançamento do Chaos A.D. foi em grande estilo, em um castelo medieval na Inglaterra e com a presença de boa parte da imprensa mundial. O Sepultura foi capa de muitas revistas por todo o mundo. Nesta turnê a banda foi até Israel gravar o clipe da música “Territory”, também lançada como single. Este vídeo foi eleito o melhor Vídeo Clipe do ano pela MTV Brasil, que levou a banda á Los Angeles para receber o astronauta de prata. Outros clipes/singles tirados deste álbum foram “Refuse/Resist” e “Slave New World”, e o home-vídeo “Third World Chaos”. Este álbum que inclui um cover do New Model Army, The Hunt. “Biotech is Godzilla” foi escrita por Jello Biafra, além de uma faixa especial, onde os integrantes se acabam de rir e gritar, e mais uma versão de Polícia, dos Titãs, disponível apenas na versão brasileira do CD. O single “Territory” também é lançado nesse mesmo ano. Ainda em 1993 nasce o primeiro filho de Glória e Max: Zyon.

Nesta turnê o Sepultura foi a primeira banda de metal da América Latina a se apresentar no famoso e tradicional festival “Monsters of Rock”, no Donington Park, Inglaterra, na frente de 50.000 pessoas, quantidade equalitária ao Rock in Rio II, onde o Sepultura também foi atração (pra quem diz que o Brasil não tem público como na Europa). E também a primeira banda do Brasil a tocar na Rússia. De volta ao Brasil a banda foi convidada a tocar no festival Hollywood Rock só após um abaixo-assinado feito pelo fã clube oficial brasileiro. Isso devido ao boicote por parte dos organizadores do evento, amedrontados com triste incidente em SP anos atrás. Em 1994, o EP Refuse/Resist é lançado. O álbum é uma espécie de coletânea com músicas ao vivo, de estúdio, “Drug Me” (de Jello Biafra) e ainda uma música de nome “Inhuman Nature”, da banda Final Conflict. O single “Slave New World” é lançado.

Em 1994, Andreas se casa com Patrícia, e a banda começa a compor material para novo álbum e single. No ano seguinte, o segundo vídeo do Sepultura, o Third World Chaos é lançado, contendo alguns clips da banda, trechos de entrevistas com a MTV brasileira, americana, européia, até japonesa. O vídeo contém até um trecho de entrevista em que o entrevistador é Bruce Dickinson (quando ele tinha de seu programa de entrevistas na rede inglesa de televisão). Ainda em 1995, nasce Giulia Cavalera, a primeira filha de Patrícia e Andreas; Igor se casa com Monika, e Igor Amadeus, segundo filho de Glória e Max, nasce. Em 1996, o single Roots Bloody Roots é lançado, contendo quatro faixas: “Roots Bloody Roots”, “Procreation of the Wicked” (um cover da banda black metal oitentista Celtic Frost), “Refuse/Resist” e “Territory” (ambas gravadas ao vivo em Minneapolis, EUA). Como de praxe, outros singles foram lançados: “Ratamahatta” e “Attitude”.

Mais tarde, no mesmo ano, sai Roots, um dos álbuns mais aguardados do ano. O disco mostrou um lado mais experimental da banda, com uma música com participação de Carlinhos Brown (Ratamahatta), e presença ao longo do disco de percussão, berimbau e várias batidas tribais. O disco contém ainda duas músicas gravadas conjuntamente com os índios Xavantes, no Mato Grosso (Jasco e Itsari). A música “Itsari” foi gravada na Aldeia Pimentel Barbosa no ano de 1995, ás margens do Rio das Mortes no estado de Mato Grosso. Já o restante do álbum foram feitas em Malibu no estúdio Índigo Ranch, dotado de instrumentos de idade avançada, e fazendo da gravação a mais crua o possível. Os clipes/singles foram “Roots Bloody Roots” gravado na cidade de Salvador; “Attitude” que teve fotos de tatuagens de fanáticos por Sepultura como capa e contou com a participação especial da família Gracie no vídeo clipe. “Ratamahatta” foi um clipe diferente de todos os anteriores do Sepultura, feito todo em animação gráfica computadorizada.

A versão brasileira tem também “Procreation of the Wicked” e “Symptom of the Universe” do Black Sabbath, além de “Lookaway”, escrita por Jonathan Davis da banda Korn.

Em meados de 1996, a banda fica sabendo do assassinato de Dana Wells, filho de Gloria Cavalera. Max e Gloria vão para os EUA e o Sepultura toca em trio no Donnington 1996, com Andreas nos vocais. O grupo termina a tour tocando no Ozzfest, após cancelar 3 semanas de shows dos Estados Unidos. Roots que de acordo com a seleção de Spence D. e Ed Thompson, do site IGN Music, o disco Roots, lançado pelo Sepultura em 1996, está na posição 23 dos 25 discos considerados os mais influentes do heavy metal. Encabeçando a lista está o clássico Master of Puppets, lançado pelo Metallica em 1986. Ainda foi lançado o disco duplo The Roots Of Sepultura, no qual um dos discos conta boa parte da história musical da banda, e o segundo é o álbum Roots.

 

Finalmente, em dezembro de 1996, chega a bomba: Max Cavalera deixaria a banda. Aconteceu quando os outros três integrantes, em reunião, decidem demitir Gloria Cavalera do posto de empresária da banda, alegando que esta dava apenas espaço para seu marido, Max, ao contrário de antigamente, quando o Sepultura aparecia, todos os quatro integrantes estavam na foto, e não apenas Max Cavalera. Com a esposa fora da banda, Max se sente traído e resolve separar seu caminho do caminho do resto da banda. A discussão é imensa. Andreas, Igor e Paulo tinham a convicção de que a empresária já não estava mais os representando do jeito que deveria e comunicaram sua decisão de não renovar seu contrato de trabalho. Havia a opção de que ela continuar a cuidar dos interesses de Max. Ele não aceitou a decisão dos companheiros e abandonou o Sepultura, achando estar sendo injustiçado. A partir de então as incertezas caíram sobre o Sepultura e o futuro era incerto.

Com o tempo a banda acostumou-se á nova situação imposta. Sabia que não iria parar o trabalho de uma vida toda dessa forma e tampouco podiam deixar seus fãs órfãos. O Sepultura é mais que entretenimento, é uma ideologia. E assim que puderam começaram a escrever seu próximo álbum, como um trio. Max formou sua própria banda (Soulfly). “Durante este um ano e meio, pensamos em tudo”, diz Andreas. “De fato, pensamos em dizer se foda a todo mundo, se foda a música, se fodam as bandas, a porra toda. Mas não tomamos nenhuma decisão durante o período mais turbulento, porque essas decisões geralmente se mostram erradas, mais tarde. Fizemos as coisas calmamente, e levamos o tempo necessário para pensar a respeito da situação toda”. Ainda nesse ano, nasce a primeira filha de Igor e Monika, Joanna. Em 1997, sai outra coletânea: Blood-Rooted. A Roadrunner lança também uma coleção de músicas do Sepultura, com versões alternativas e demos: o B-Sides, além de relançar todos os discos do Sepultura até Arise, com os nomes de Gold CD re-issue, remasterizados e com faixas bônus. Sai ainda o vídeo We Who Are Not as Others.

Iggor, Paulo e Andreas passaram a escrever de uma nova forma. Agora o baixo ganhou uma importância ainda maior, como base das músicas. Andreas assumiu os vocais, mas nunca havia cantado antes e não se sentiu á vontade no posto. Decidiram encontrar um novo vocalista para o Sepultura. As fitas de demonstração chegaram em grande quantidade aos escritórios da RoadRunner, e o processo de seleção não foi fácil. Um pequeno grupo de finalistas foi selecionado, e os candidatos receberam uma fita com músicas nas quais deveriam trabalhar (inclusive escrevendo letras) antes de encontrarem a banda para os testes.

Os testes finais aconteceram no Brasil, porque para fazer parte do Sepultura é imprescindível gostar do país e se identificar com a cultura local. Também foi levado em conta a integração e a afeição entre o grupo. Desde o começo da procura, a voz e a aparência de Derrick Green impressionou. Quando ele esteve no Brasil para os testes sentiu-se em casa, virou Palmeirense, e se entendeu extremamente bem com a banda. Ele preenchia todos os requisitos necessários, e se tornou parte da família. A maior parte das músicas já estava pronta, esperando a gravação dos vocais, e a banda estava sob pressão para lançar o disco, mas trabalharam buscando a perfeição.

Então, em 1998, o Sepultura volta com um novo single, Against, do álbum de mesmo nome Against mostrando todo o poder do novo vocalista Derrick Leon Green, apelidado carinhasamente de Predador. O single, produzido por Howard Benson e mixado por Bill Kennedy, levou o Sepultura ao terreno onde eles provavelmente estarão daqui por diante. “Não sabíamos nem se devíamos usar o nome Sepultura, diz Iggor Cavalera a respeito da evolução da banda. Decidimos que escreveríamos algumas músicas primeiro, e se não soasse como Sepultura, então pararíamos de usar o nome na mesma hora. Mas logo que tínhamos as músicas, vimos que tínhamos razão para manter o nome. E quanto mais tocamos, mais confortáveis nos sentimos. O único apoio que tivemos durante todo o tempo foi tocar música. Várias pessoas pensavam que o Sepultura era apenas Max, e que nós éramos apenas músicos por detrás dele”, diz Andreas. “Mas o Sepultura sempre foi todo mundo junto, e com a contribuição de todos para as idéias. Temos a mesma atitude, a mesma música, a mesma mensagem. A única coisa diferente é que Derrick está aqui, agora.”

Em maio, o Sepultura viajava para o Japão para gravar, junto com a banda de precussão japonesa KODO, a música “Kamaitachi”, uma das faixas do novo álbum. Já em abril, começa a gravação das músicas restantes, já com a participação de Derrick. Em agosto, o Sepultura toca no show Barulho Contra a Fome, que serviu para angariar fundos e comida para os pobres, e o segundo single da banda, Choke, é agendado para ser lançado em novembro. Sobrevivendo ao período mais difícil de suas carreiras, o Sepultura retoma suas atividades e volta com seu novo álbum, Nation, que falará por eles. “É uma boa hora pra voltar à idéia do que o Sepultura é!”, conclui Iggor. “Não é apenas eu, ou Andreas, ou Paulo, ou o Derrick, é a química de quatro pessoas tocando juntas.”

A odisséia pelo Inferno, Purgatório e Paraíso narrada por Dante Alighieri no livro A Divina Comédia não poderia ganhar melhor trilha sonora. A viagem alucinante à qual se lançou o personagem Dante, guiado pelo poeta Virgílio e inspirado pelo amor de sua musa Beatriz, é refeita musicalmente pelo som pesado da banda Sepultura, em seu novo CD Dante XXI (SPV Records). Dentro da discografia da banda made in Brazil, mas com fama internacional, Dante XXI figura como seu terceiro álbum, digamos, temático. Eles já haviam feito algo do gênero em Roots (de 1996), inspirados pela cultura brasileira e africana, e depois em Nation (de 2001), em que flertavam com uma nação utópica. Para o guitarrista Andreas Kisser, a escolha de um caminho para o disco acaba sendo necessária. “Você chega a um ponto de escrever por escrever, fica sem sentido”, diz.

A solução do tema partiu do vocalista Derrick Green, que puxou pela memória o estudo de A Divina Comédia nos tempos do colégio. Idéia acatada, todos se voltaram à obra, principalmente Kisser, que se aprofundou no assunto. Envolvidos em trilhas para cinema há tempos, tanto Kisser quanto o restante do Sepultura transferiram um pouco dessa experiência para o novo trabalho. “A idéia era fazer a trilha para o livro”, conceitua o baixista Paulo Xisto. Chamaram um parceiro recorrente nessas trilhas, André Moraes, para se encarregar da orquestração do CD. Ele cuidou dos arranjos mais elaborados, que requereram instrumentos nada usuais na sonoridade crua da banda, como celo e piano, estes utilizados para dar diferenciação às passagens do Purgatório e do Paraíso. “A sonoridade da parte do Inferno foi mais familiar, usamos elementos da banda, como bateria, baixo, guitarra”, explica Kisser. O ex-baterista Iggor Cavalera aparece nos créditos, mas decidiu abandonar a banda antes do início da turnê. Em seu lugar, entrou Jean Dolabella. Segundo Kisser, a saída de Iggor não foi tão traumática quanto a de Max, porque ele já vinha dividindo com os demais seu desejo de sair do Sepultura. “A gente estava esperando isso acontecer. Ele não estava demonstrando interesse em se dedicar à turnê”, completa Xisto. Situação delicada, já que banda fica a maior parte do tempo na estrada. A turnê do novo CD, por exemplo, tem previsão de durar cerca de um ano e meio.

Com esse álbum a banda está fazendo uma turnê mundial por onde tocou pela primeira vez na Índia[9]. A atual turnê da banda, de divulgação do álbum “Dante XXI”, já passou por diversos países na Europa, América do Norte e América Latina, totalizando mais de 100 shows. Em 2007 o grupo já foi atração em alguns festivais no Brasil, como Abril Pro Rock, em Recife, e Porão do Rock, em Brasília. A banda está preparando seu mais novo álbum, Andreas Kisser falou recentemente sobre o lançamento do novo álbum, para 2008. Kisser relatou que a banda voltou ao Brasil em agosto para começar a escrever as músicas do próximo álbum, que deve ser lançado entre abril e maio.

Vocalista, nascido em Cleveland, no estado de Ohio, Derrick Green canta desde os 16 anos, quando entrou na banda hardcore Outface. Ele e o guitarrista se mudaram para Nova York após seis anos juntos para formar a Overfiend. Quando o Sepultura anunciou que estavam procurando por um novo vocal, um dos produtores da Roadrunner enviou-lhes uma demo do Overfiend e pediu para darem uma olhada. “Nós enviamos pra ele uma fita de Choke e pedimos para colocar vocal nela, relembra Andreas. Nós gostamos pra caralho, então o convidamos para vir ao Brasil, porque ficaríamos aqui até o fim do ano passado. Então nos juntamos, e na mesma hora, sacamos que ele era o cara. Não apenas por causa das habilidades do Derrick, mas porque ele é como nós. Ele realmente acredita nas mesmas coisas, tem o clima certo, além do quê ele adora futebol.” Os outros membros do Sepultura aceitaram-no na banda, que apesar da adição desse elemento estrangeiro continua sendo totalmente brasileira. Derrick fala português fluentemente.

Guitarrista, Andreas Rudolf Kisser[13] é um paulista de São Bernardo do Campo. Casado com Patricia Perissinotto Kisser e tres filhos: Giulia Kisser (1995), Yohan Kisser (1997) e Enzo Kisser (2005). Se interessou por música aos 10 anos, escutando os discos da Mãe e do Pai, como Beatles, Roberto Carlos e basicamente sertanejos como Tonico e Tinoco por parte de seu pai. Com o violão da Avó, aprendeu os acordes principais através da MPB. Pela influência de um amigo mais velho, conheceu o Queen e o Kiss, o que revolucionou toda a sua maneira de encarar a música. Comprou sua primeira guitarra (Giannini- Supesonic) e um pedal de distorção. No começo de 1987, entrou para o Sepultura, se mudando para Belo Horizonte e começando uma carreira única na história da música brasileira. Junto com Max Cavalera, Igor Cavalera e Paulo Jr., conquistaram o mundo, viajando pelos quatro cantos, divulgando um pouco mais a cultura brasileira através da música pesada. Andreas continua com o Sepultura, agora com Derrick Green nos vocais e também se lançou no mundo do cinema fazendo duas trilhas sonoras.

Baixista, Paulo Xisto Pinto Junior nasceu em Belo Horizonte. Paulo Jr., como ficou conhecido, passou a se interessar pelo baixo logo cedo. Com apenas 15 anos acabou ingressando na sua primeira e atual banda, o Sepultura. Na época ele era amigo dos irmãos Max e Iggor Cavalera que haviam criado a banda como uma brincadeira. Além deles a banda ainda contava com Jairo Guedez na guitarra. Segundo Paulo, o melhor show em que participou foi o primeiro fora do Brasil, outro foi em 1992 com o Black Sabbath na re-união da banda, o Rock in Rio, o Hollywood Rock. Com o Sepultura, Paulo gravou 11 álbuns.

 

Baterista, Jean Dolabella toca desde os 10 anos de idade, hoje integrante da banda Sepultura. Jean conheceu os demais integrantes quando estavam em turnê nos Estados Unidos e ele estava morando em Los Angeles. Quando voltou para o Brasil o Andreas ligou para ele, e contou que o Iggor tinha deixado a banda e o convidou para ir a São Paulo tocar com ele e ver se rolava. Em Minas, já tocou com Sônia Andrade, Scarceus, Sem Misericórdis, Berimbrown, Tianastácia e outros. Com o Udora (ex-Diesel), tocou no palco principal do Rock in Rio III e fez turnê por todo o país, se destacando na cena independente brasileira. Em Los Angeles, ainda com o Udora, trabalhou com os produtores Matt Wallace (Faith No More e Maroon 5) e Thom Russo (Audioslave, System of a Down e Michael Jackson) e participou da US tour com Jerry Cantral (Alice in Chains).

Paralelamente ao intenso trabalho com o Udora, Jean deu sequência à sua formação e profissionalização. Graduou-se na Los Angeles Music Academy, onde estudou com Michael Shapiro, Ralph Humphrey, Joe Porcaro, Dave Beyer e outros grandes nomes de Los Angeles. Tocou com Nayzeth (México) e Kátia Moraes (Brasil) e gravou com vários artistas, dentre eles Kile Riabko (Columbia), em disco produzido por Matt Wallace, no qual participa também Greg Bissonette e Michael Bland do Prince. Jean é casado com sua esposa Fernanda e tem uma filha chamada Amanda.

Antigos:

  • Jairo Guedez – (guitarra 1985-1986)
  • Max Cavalera – (vocal, guitarra 1985-1996, agora na banda Soulfly)
  • Iggor Cavalera – (bateria 1985-2006)

Parceiros:

  • A banda Overdose, que dividiu com o Sepultura um LP, no seu primeiro lançamento, Bestial Devastation.
  • Kelly Shaefer, da banda Atheist, John Tardy, da banda Obituary, Scott Latour e Francis Howard, da banda Incubus, fazem backing vocal na música Stronger Than Hate, do álbum Beneath The Remains. Kelly Shaefer também escreveu a letra dessa música.
  • Mike Patton, vocalista da banda Faith No More, e Jonathan Davis, vocalista do Korn, na música Lookaway, do álbum Roots.
  • Carlinhos Brown, com vocal e percussão em diversas músicas do álbum Roots.
  • A tribo dos índios Xavantes, nas músicas Jasco e Itsári, do álbum Roots.
  • Jason Newsted, ex-baixista do Metallica, com letra e música em Hatred Aside, do álbum Against.
  • João Gordo, vocalista do Ratos de Porão, na música Reza, do álbum Against.
  • Dr.Israel na música “Tribe to a Nation”, do álbum Nation.
  • Jello Biafra, ex-vocalista do Dead Kennedys, na música Politricks, do álbum Nation.
  • Jamey Jasta, vocalista do Hatebreed, na música Human Cause, do álbum Nation.
  • O rapper Sabotage na música Black Steel in the Hour of Chaos (cover do Public Enemy), no EP Revolusongs.
  • Jairo Guedez, ex-guitarrista da banda, nas músicas Troops of Doom e Necromancer, do CD/DVD ao vivo Live In São Paulo.
  • Alex Camargo, vocalista do Krisiun, na música Necromancer, do CD/DVD Live In São Paulo.
  • O rapper BNegão, na música Black Steel in the Hour of Chaos (cover do Public Enemy), do CD/DVD Live In São Paulo.
  • O Rappa, na música Ninguém Regula A Ámerica do disco Instinto Coletivo da mesma banda.

Sobre Josi Vice

Moro em Recife, Pernambuco, onde nasci a 11 de outubro de 1985. Sou latino americano pós- moderno, poeta, cínico, dark, emocional e cerebral, um caranguejo com cerébro pós- Chico, um Nietzscheano sem Nietzsche, com delírios de poeta intelectualóide. Escrevo poesia desde os 15 anos. Sou fissurado em Hentai, Slipknot e Rock´n´Roll e em Literatura, Pop ou qualquer música de boa qualidade. Também adoro navegar pela net e pesquisar na web. Amo ler revistas e artigos, principalmente se for de culura. Esse cara sou eu. Nome real: Josafá César da Silva, mas prefiro Josi Vice ou Joker Vice ou César Vice. Signo: Libra Bandas e cantores preferidos: Slipknot, Beatles, Sex Pistols, Marilyn Manson, Cazuza, Legião Urbna, Elvis Presley, Silver Chair, Echo & The Bunnymen, The Cult, Southern Death Cult, Depeche Mode Poetas Preferidos: Fernando Pessoa, Camões, Marcos Henrique, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Álvares de Azevedo, Augusto dos Anjos, Allen Ginsberg Escritores favoritos: Nietzche, Machado de Assis, Paulo Coelho, Clarah Averbuck, Franz Kafka, Clarice Lispector e John Fante
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