O Blog Mente Aberta comenta o Punk

Ok, pode não ser uma data redonda. Mas o fato é que o punk passou dos trinta, mas reverbera até hoje nos acordes de 9 entre 10 bandas que estouram nas paradas de sucesso. Para comemorar, a redação de Mente Aberta escolheu os 31 álbuns fundamentais do movimento que fez o rock voltar às suas origens de três acordes e melodias simples. Na lista, em ordem de importância, não apenas discos dos fundadores do estilo, mas também dos grupos que expandiram seu campo musical, e álbuns que gastaram as agulhas das vitrolas dos pais do punk. E você, leitor? Acha que algum álbum ficou de fora? Acha que a ordem está errada? Comente essa lista, critique, elogie. E fale qual é o seu disco preferido.

1. The Sex Pistols – Never Mind The Bollocks (1977)
Esse álbum, violento e confrontador, serviu como um catalisador para toda uma geração de jovens súditos ingleses, miseráveis e sem perspectiva. Quem ouviu o disco, formou uma banda.

2. The Ramones – The Ramones (1976)
Um grupo de rapazes americanos apaixonados por Beatles e surf music resolve montar uma banda. O resultado é o primeiro disco punk da história: em 14 músicas de dois minutos, rock & roll simples, tocado sem frescuras, rápido e muito alto.

3. The Stooges – Fun House (1970)
O álbum reproduz a atmosfera dos shows do grupo, onde Iggy Pop e o guitarrista Ron Asheton arrebentavam os amplificadores

4. Patti Smith – Horses (1975)
Álbum de estréia de Patti Smith, que com sua postura desafiadora e letras poéticas foi para o punk o que Bob Dylan representou para os Beatles

5. The Clash – The Clash (1977)
Sem perder a ferocidade enérgica e urgente do punk, o clash misturou estilos como o ska estilos no seu primeiro álbum.

6. Velvet Underground – Velvet Underground & Nico (1967)
O famoso “disco da banana” já é quase um clichê, mas com seu rock vanguardista e visionário inspirou todos os precursores do punk

7. MC5 – Kick Out The Jams (1969)
Um dos únicos álbuns de estréia gravado ao vivo. Só assim para capturar a agressividade musical desse grupo, que pavimentou o caminho para o punk

8. New York Dolls – New York Dolls (1973)
Cinco fãs de Bowie e T-Rex travestidos de mulheres e tocando mais rápido riffs de Rolling Stones e Chuck Berry. Mais punk, impossível.

9. Television – Marquee Moon (1977)
Com dois guitarristas duelando em solos líricos e magnéticos, este álbum é a bíblia do experimentalismo das bandas americanas dos anos 70 e 80

10. Modern Lovers – Modern Lovers (1976)
Síntese do ideário punk (três acordes, melodias simples e letras irônicas) o único álbum do grupo reúne canções como o hino “Roadrunner”

11. Suicide – Suicide (1977)
O duo Alan Vega e Martin Rev definiu o uso dos sintetizadores na década seguinte, e fez um álbum que prova que existe punk sem guitarras.

12. Joy Division – Unknown Pleasures (1979)
Os vocais catatônicos de Ian Curtis, a frieza polar da guitarra e o minimalismo do teclado influenciam bandas dos dois lados do Atlântico até hoje

13. Gang of Four – Entertainment! (1979)
As letras politizadas destes estudantes de marxismo não impediram que o grupo misturasse jazz e funk com uma guitarra pungente para produzir um monumento que iniciou o pós-punk britânico

14. Devo – Q: Are We Not Men? A: We Are Devo! (1978)
Letras ácidas e arranjos pouco convencionais, o álbum funda a onda de sintetizadores que dominou os anos 80

15. Richard Hell & The Voidoids – Blank Generation (1977)
Rock abrasivo e letras inteligentes deste que, ao lado de Patti Smith, é um dos poetas do punk

16. Dead Kennedys – Fresh Fruit For Rotting Vegetables (1980)
Verdadeiro alicerce do hardcore americano: guitarras supersônicas, canções berradas e letras tão de esquerda que deixariam Hugo Chávez assustado

17. Black Flag – Damaged (1981)
Se o álbum acima é o pai do hardcore, este é a mãe, e onde o grupo flerta com heavy metal e free-jazz.

18. Bad Brains – Bad Brains (1982)
Em um piscar de olhos sai do hardcore rápido e agressivo para o dub cadenciado e meditativo.

19. Minutemen – Double Nickels on the Dime (1984)
São 44 músicas de menos de 2 minutos mesclando o senso melódico do jazz com a pegada concisa do punk, tudo acompanhado de letras sarcásticas

20. The Damned – Damned, Damned, Damned (1977)
Sem discurso político, o Damned faz aqui rock puro e simples, com uma das mais afiadas linhas de baixo do punk

21. Buzzcocks – Another Music In a Different Kitchen (1978)
Ápice dos criadores da vertente mais pop do punk, com ritmo, guitarra e vocal grudando nos ouvidos

22. X – Los Angeles (1980)
Misturando o frenesi punk ao rockabilly e ao country, o grupo produziu um álbum essencial

23. Wire – Pink Flag (1977)
Um dos melhores álbuns de estréia da história do punk, é marcado pela imprevisibilidade musical

24. Pere Ubu – The Modern Dance (1978)
Seções rítmicas desorganizadas, bateria e baixo convulsivos e vocal psicopata que influenciaram o modo de tocar de inúmeras bandas americanas dos anos 90

25. The Descendents – Milo Goes to College (1982)
Antes da turma emo pensar em existir, o grupo já misturava guitarras rápidas e melodiosas com auto-depreciação e sensibilidade

26. Pylon – Gyrate (1980)
Dizer que o R.E.M., seus conterrâneos da cidade de Athens, na Geórgia, não existiriam sem eles é exagero. Mas que seriam bem diferentes, isso seriam.

27. Wipers – Over The Edge (1983)
Boa parte das bandas independentes americanas se espelharam nesse álbum do grupo do guitarrista/vocalista Greg Sage, um dos heróis de Kurt Cobain

28. No New York (1978)
Verdadeiro documento do punk nova-iorquino, esta coletânea reúne quatro bandas de rock experimental que influenciaram de Sonic Youth a Björk

29. Talking Heads – More Songs about Buildings And Foods (1978)
O segundo àlbum do grupo de David Byrne ajuda a entender de onde vieram bandas como o Arcade Fire

30. Siouxsie & The Banshess – Kaleidoscope (1980)
Com letras desoladoras e músicas sombrias, o álbum prenuncia o movimento gótico

31. Blondie – Parallel Lines (1978)
Debbie Harry era não apenas a musa do punk – os garotos queriam estar com ela, as garotas sonhavam em ser ela. Ao lado do parceiro Chris Stein, ela conseguiu criar um pop perfeito misturando o rock dos anos 60 com o ritmo dançante da new wave e da discoteca.

(Rodrigo Turrer)

http://www.menteaberta.globolog.com.br/#476086

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Sobre Josi Vice

Moro em Recife, Pernambuco, onde nasci a 11 de outubro de 1985. Sou latino americano pós- moderno, poeta, cínico, dark, emocional e cerebral, um caranguejo com cerébro pós- Chico, um Nietzscheano sem Nietzsche, com delírios de poeta intelectualóide. Escrevo poesia desde os 15 anos. Sou fissurado em Hentai, Slipknot e Rock´n´Roll e em Literatura, Pop ou qualquer música de boa qualidade. Também adoro navegar pela net e pesquisar na web. Amo ler revistas e artigos, principalmente se for de culura. Esse cara sou eu. Nome real: Josafá César da Silva, mas prefiro Josi Vice ou Joker Vice ou César Vice. Signo: Libra Bandas e cantores preferidos: Slipknot, Beatles, Sex Pistols, Marilyn Manson, Cazuza, Legião Urbna, Elvis Presley, Silver Chair, Echo & The Bunnymen, The Cult, Southern Death Cult, Depeche Mode Poetas Preferidos: Fernando Pessoa, Camões, Marcos Henrique, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Álvares de Azevedo, Augusto dos Anjos, Allen Ginsberg Escritores favoritos: Nietzche, Machado de Assis, Paulo Coelho, Clarah Averbuck, Franz Kafka, Clarice Lispector e John Fante
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2 respostas para O Blog Mente Aberta comenta o Punk

  1. Thiiago disse:

    Opá, Nunca vi essas Bandas!

  2. natalia disse:

    gente, e o pai do PUNK, o IGGY POP ? onde está ? –‘

    Beijos

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