Sonic Youth

Sonic Youth foi uma banda de rock alternativo norte-americana, formada no ano de 1981, em Nova Iorque. Sua ultima formação foi Thurston Moore (vocais e guitarra), Lee Ranaldo (vocais e guitarra), Kim Gordon (baixo, guitarra e vocais), Mark Ibold (baixo) e Steve Shelley (bateria). O grupo possui um estilo musical que mistura rock alternativo, elementos de noise, post-punk e composições avant garde. Ícone da música e da cultura alternativa norte-americana, seu estilo é considerado bastante peculiar e criativo, fundamentado em experimentações melódicas, com influências do punk rock e do hardcore.

No inicio de sua carreira, o Sonic Youth foi associado com a cena No Wave de Nova Iorque. Sendo integrada à primeira onda de bandas norte-americanas de noise rock, o Sonic teve sua própria interpretação da filosofia punk, mais focada no estilo “faça você mesmo” do que no som em si. Eles conquistaram um sucesso moderado no mainstream, e são considerados um dos grupos pioneiros do rock alternativo.

O Sonic Youth foi inspirado nas sinfonias de guitarra de Glenn Branca (com o qual boa parte da banda já tocou), no proto-punk de The Stooges, The Velvet Underground e MC5, na poesia punk de Patti Smith, o Krautrock de Can, o psicodélico garage rock do 13th Floor Elevators, assim como compositores avant-garde, como John Cage.[1] Muitas vezes a banda é aclamada por redefinir o que uma guitarra pode fazer[2], ao utilizar uma variedade de afinações alternativas e modificar o instrumento, com objetos inusitados, como baquetas e chaves de fenda como forma de alterar seu timbre.

Índice

História

A história do Sonic Youth começa quando o guitarrista Thurston Moore se muda para Nova Iorque em 1977. Interessado pelo punk, Thursron entrou no Coachmen, um quarteto guitarrístico, assim que chegou à cidade. Lee Ranaldo, um estudante de arte na Binghamton University, se tornou fã do Coachmen, e logo se tornaram amigos. Lee foi um membro do Glenn Branca’s Electric Guitar Ensemble, que fizeram um tour pelos Estados Unidos e a Europa. Depois de sair do Coachmen, Thurston começou a tocar com Stanton Miranda, cuja banda, CKM, tinha em sua composição uma artista local chamada Kim Gordon.

Thurston e Kim formaram uma banda, que apareceu sob os nomes de “Male Bonding” e “Red Milk” antes de se tornar “Arcadians” em 1980. A banda fez seu primeiro show no Noise Festival em Junho de 1981 no New York’s White Columns Gallery. O grupo de Branca que tocou no mesmo festival impressionou Thurston, que os descreveu como: “A mais feroz banda de guitarras que eu já vi”. Depois disso Thurston perguntou se Ranaldo gostaria de se juntar aos “Arcadians”. Lee aceitou; a banda tocou três músicas em outro festival na semana seguinte, mas sem um baterista. Cada membro então se revezou antes deles encontrarem o primeiro baterista: Richard Edson.

Thurston então renomeou a banda para “Sonic Youth”. Ele veio da combinação do nome do meio de Fred “Sonic” Smith do MC5 com um grupo de reggae, que possuiam “Youth” em seus nomes. Kim depois falou que “Assim que Thurston chegou com o nome Sonic Youth, um certo clima de que era mais do que nós esperávamos fazer veio a tona.”[3]

Integrantes

Thurston Moore, Route du Rock, 2007

Atuais

Ex-integrantes

Discografia

Ver artigo principal: Discografia de Sonic Youth

Kim Gordon em concerto com a banda em 2007

Álbuns de estúdio

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Michael Joseph Jackson, o rei do pop

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Michael Joseph Jackson (Gary, 29 de agosto de 1958 — Los Angeles, 25 de junho de 2009) foi um cantor, compositor, ator, dançarino, publicitário, escritor, produtor, poeta, instrumentista, estilista, ilusionista e empresário estadunidense.

Começou a cantar e a dançar aos cinco anos de idade, iniciando-se na carreira profissional aos onze anos como vocalista dos Jackson 5; começou logo depois uma carreira solo em 1971, permanecendo como membro do grupo. Apelidado nos anos seguintes de “King of Pop” (“rei da música pop”), cinco de seus álbuns de estúdio se tornaram os mais vendidos mundialmente de todos os tempos: Off the Wall (1979), Thriller (1982), Bad (1987), Dangerous (1991) e HIStory: Past, Present and Future – Book I (1995). Lançou-se em carreira solo no início da década de 1970, ainda pela Motown, gravadora responsável pelo sucesso do grupo formado por ele e os irmãos. Em idade adulta, gravou o álbum mais vendido da história, Thriller.

No início dos anos 1980, tornou-se uma figura dominante na música rock e música popular e o primeiro cantor afro-americano a receber exibição constante na MTV. A popularidade de seus vídeos musicais transmitidos pela MTV, como “Beat It”, “Billie Jean” e “Thriller” são creditados como a causa da transformação do vídeo musical em forma de promoção musical e também de ter tornado o então novo canal famoso. Vídeos como “Black or White” e “Scream” mantiveram a alta rotatividade dos vídeos de Jackson durante a década de 1990. Foi o criador de um estilo totalmente novo de dança, utilizando especialmente os pés. Com suas performances no palco e clipes, Jackson popularizou uma série de complexas técnicas de dança, como o Robot e o Moonwalk. Seu estilo diferente e único de cantar, bem como a sonoridade de suas canções influenciaram uma série de artistas nos ramos do hip hop, dance e R&B.

Jackson doou milhões de dólares durante toda sua carreira a causas beneficentes por meio da Dangerous World Tour, compactos voltados à caridade e manutenção de 39 centros de caridades. No entanto, outros aspectos da sua vida pessoal, como a mudança de sua aparência, principalmente a da cor de pele devido ao vitiligo e geraram controvérsia significante a ponto de prejudicar sua imagem pública. Em 1993 foi acusado de abuso de crianças, mas a investigação foi arquivada devido a falta de provas e Jackson não foi a tribunal. Depois, casou-se e foi pai de três filhos, todos os quais geraram controvérsia do público. O cantor teve experiências com crises de saúde desde o início dos anos 90 e sofreu também comentários sobre sua situação financeira. Em 2005, Jackson foi julgado e absolvido das alegações de abuso infantil.

Um dos poucos artistas a entrarem duas vezes ao Rock And Roll Hall of Fame, seus outros prêmios incluem uma série de recordes certificados pelo Guinness World Records – um deles para Thriller como o álbum mundialmente mais vendido de todos os tempos – dezenove Grammys em carreira solo e seis Grammys com The Jacksons e 41 canções a chegar ao topo das paradas como cantor solo – e vendas que superam as 750 milhões de unidades mundialmente, sendo que alguns empresários da Sony já registram a incrível marca de mais de 1 bilhão. Sua vida, constantemente nos jornais, somada a sua carreira de sucesso como rock superstar fez dele parte da história da música rock e cultura popular por mais de quatro décadas. Nos últimos anos, foi citado como a segunda personalidade mais conhecida mundialmente.

Origem e infância

Michael era o sétimo de nove filhos de Joseph e Katherine Jackson. A família inteira – incluindo os irmãos mais velhos, Rebbie, Jackie, Tito, Jermaine, LaToya e Marlon, e os mais novos, Randy e Janet – viveram juntos em uma pequena casa de dois quartos, e o pai sustentava a casa a duras penas trabalhando em uma usina siderúrgica. Por vontade da mãe, mas contra o desejo do pai, as crianças tornaram-se Testemunhas de Jeová e passaram a praticar a evangelização de porta em porta.

De acordo com as regras rígidas do pai, as crianças eram mantidas trancadas em casa enquanto ele trabalhava até tarde da noite. Entretanto, as crianças escapavam freqüentemente para as casas dos vizinhos, onde cantavam e faziam música. Os irmãos mais velhos mexiam na guitarra do pai Joseph sem sua permissão enquanto ele estava no trabalho. Até que um dia Joseph tomou consciência do talento de seus filhos e resolveu ganhar dinheiro com isso, e assim sair de Gary e ir para a Califórnia, para mais tarde serem contratados pela Motown.

Jacksons 5

Na Motown, Michael junto a seus irmãos gravou vários álbuns, o que lhes rendeu fama mundial. Com apenas treze anos Michael através dos Jackson Five havia colocado quatro canções no topo das paradas, I Want You Back, ABC, I’ll Be There, The Love You Save. Michael iniciou sua carreira solo quando ainda estava na Motown ele lançou os álbuns, Got To Be There, Ben, Music & Me e Forever, Michael. Todos com pelo menos um sucesso mundial. A partir de 1973 a popularidade do grupo começou a diminuir, embora eles tivessem sucessos razoáveis como, I Am Love e Dancing Machine. Nesse último, durante as apresentações, Jackson simulava um robô dançando. A dança tornou-se bastante popular no mundo todo.

Durante sua infância Michael e seus irmãos sofreram constante abuso de seu pai. Que batia freqüentemente nas crianças, e as aterrorizava psicologicamente. Os ensaios eram supervisionados pelo pai com um cinto na mão. Certa vez Michael e seus irmãos foram dormir no quarto de um hotel e deixaram a janela aberta. Joseph escalou a janela com uma máscara no rosto e deu um susto nos irmãos, somente para ensiná-los a não deixar a janela aberta quando fossem dormir. Anos depois, Jackson sofreu pesadelos sobre ser sequestrado do seu quarto e chorava com isso. Durante sua entrevista a apresentadora Oprah Winfrey, em 1993, Michael disse que durante sua infância chorou várias vezes por solidão e que muitas vezes vomitava só de ver seu pai. No documentário de 2003, “Living with Michael Jackson” o cantor chorou ao relembrar de sua infância.

The Jacksons

Em 1975, os Jackson Five saíram da Motown e assinaram contrato com a Epic em busca de mais liberdade para produzir suas canções. Como resultado do processo judicial, tiveram que mudar o nome para The Jacksons. Michael foi o principal compositor do grupo, escrevendo sucessos como, Shake Your Body (Down To The Ground) , This Place Hotel, Can You Feel It?, Durante a sua adolescência Michael sofreu de depressão por não aceitar estar crescendo, sua pele também passou por um período de alto grau de acne.

Em 1978, Michael co-estrelou The Wiz no papel do espantalho com sua companheira de gravadora, Diana Ross, como Dorothy. As canções do filme foram arranjadas e produzidas por Quincy Jones, que tinha simpatia por Michael. Após assinar o contrato com a Epic em 1978, Michael trabalhou com Quincy em muitos álbuns.

Era Off the Wall

Michael começou a gravar Off the Wall durante a primavera norte-americana de 1979. Com a produção de Quincy Jones, Jackson selecionou dez canções que deram forma ao primeiro álbum solo lançado por ele em idade adulta. Off The Wall causou furor entre o público e a mídia especializada. A mistura de black music e disco do álbum tornou-se referência nos anos que se seguiram. Michael ganhou seu primeiro Grammy com o compacto de “Don’t Stop ‘Til You Get Enough”, uma canção escrita e produzida por ele. Foram dois anos de constante exposição no rádio e na televisão. Foi a primeira vez que um artista colocou quatro canções de um mesmo álbum entre as dez mais tocadas tanto no Reino Unido quando nos Estados Unidos. Em 1980, Off The Wall já era o álbum de black music mais vendido da história. Os números chegam, atualmente, a 25  milhões de cópias.

Apesar de ter vendido com um único álbum solo mais do que os Jacksons haviam conseguido na carreira de 11 anos, Michael resolveu continuar com os irmãos, atendendo a pedidos da mãe.

 Michael Jackson die

Triumph Tour e E.T.

Leia também: Thriller; Resenhas do álbum Thriller de Michael Jackson; The Jacksons – Victory Tour.

Em 1979 durante um ensaio, Jackson caiu e quebrou o nariz, sendo obrigado a operar o nariz. Sua primeira rinoplastia não foi um completo sucesso, e Jackson reclamou de dificuldades respiratórias que afetavam sua carreira. Ele foi submetido ao Dr. Steven Hoefflin, que realizou a segunda rinoplastia de Jackson e outras subseqüentes operações.

Depois de lançar mais um disco com os Jacksons em setembro de 1980 e cumprir uma apertada agenda de divulgação que incluía especiais no rádio e uma seqüência de 39 espetáculos pelos Estados Unidos, Michael tinha pouco tempo para gravar o álbum que sucederia Off The Wall. Ainda assim, aceitou um convite do cineasta Steven Spielberg para narrar a história do filme E.T., O Extraterrestre (1982) em um disco que ainda incluiria a canção inédita “Someone In The Dark”.

Jackson resolveu trabalhar nos dois projetos simultaneamente, o que gerou desconforto na Sony Music. O disco narrado por Michael seria distribuído pela MCA Records no mesmo mês em que a gravadora tinha agendado o lançamento de Thriller. A Sony Music entrou na Justiça e conseguiu cancelar o projeto. Enquanto isso, Jackson concluiu as gravações de Thriller. O álbum foi finalizado em seis meses e lançado em novembro de 1982, depois de vários adiamentos.

Era Thriller

Thriller é atualmente o álbum mais vendido da história, com mais de 106 milhões de cópias vendidas no mundo. Nos dois anos que se seguiram ao lançamento, o álbum foi a maior sensação da América, influenciando não somente a música, como também a dança, a moda e a televisão. Thriller chegou à primeira posição entre os mais vendidos dos Estados Unidos no dia 21 de fevereiro de 1983 e permaneceu na posição por 37 semanas, um recorde. Sete compactos foram lançados e dois conquistaram o primeiro lugar, “Billie Jean” e “Beat It”.

Thriller foi também um marco na luta contra a discriminação racial na indústria fonográfica. Jackson tornou-se o primeiro artista negro cuja música estava no ar na MTV, com o videoclipe de “Billie Jean”, dirigido por Steve Baron. A canção “Beat It”, que tinha participação do guitarrista Eddie Van Halen, fez rádios de rock, na época orientadas a um público essencialmente branco, tocarem a canção de um negro; e fez rádios de black music tocarem rock. Um feito inédito até então.

Motown 25: Yesterday, Today, Forever

Michael em 1984, com o Presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan e a Primeira-dama Nancy Reagan na Casa Branca.

Durante a divulgação de Thriller na noite de 16 de maio de 1983, 3 mil celebridades norte-americanas lotaram um teatro em Los Angeles para assistir a uma apresentação comemorativa dos 25 anos da gravadora Motown. De suas casas, 50 Milhões de norte-americanos acompanharam pela TV a apresentação dos vários artistas negros, até a entrada dos Irmãos Jacksons, que vão embora e deixam Michael Jackson sozinho no palco. Ele começou a cantar “Billie Jean” , sucesso do álbum que havia lançado seis meses antes. De repente, Michael parou de cantar, andou até o canto esquerdo do palco e voltou deslizando de costas. Naquela noite, mais do que imortalizar o passo de dança criado e batizado décadas antes pelo dançarino Bill Bailey como “Moonwalk” (algo como “passo da lua”), Michael Jackson consagrou-se como o Rei do Pop. “Foi aquele momento que cristalizou o status de celebridade de Michael Jackson”, disse a revista americana Rolling Stone. “Moonwalk, no mundo do entretenimento, só é comparável ao andar de vagabundo de Chaplin, à sequência de Gene Kelly em Dançando na Chuva e aos passos de Fred Astaire no filme Núpcias Reais”. Depois daquela apresentação, tanto Fred Astaire quanto Gene Kelly foram atrás de Jackson para parabenizá-lo por usar tão bem o passo criado por Bailey. Foi então que o cantor estreou o chapéu e jaqueta pretos e a famosa luva de lantejoulas. Em dezembro daquele ano, Michael e o diretor John Landis estabeleceram também novos horizontes para a produção de videoclipes, quando um curta-metragem de 14 minutos foi lançado para promover a canção “Thriller” ao custo de 600 mil dólares, elevado para os padrões da época.

Também em tempo para o Natal de 1983, um segundo dueto entre Jackson e Paul McCartney chegou às lojas. “Say Say Say” tornou-se o sexto número um de Jackson na América e o nono do ex-Beatle.

Acidente e hospitalização

Em 1984 Michael Jackson ganhou uma estrela na calçada da fama de Hollywood.

Em 27 de Janeiro de 1984, Michael Jackson sofreu um acidente enquanto gravava o segundo comercial para a televisão do contrato de 5 milhões de dólares que havia assinado para ser garoto-propaganda da Pepsi. O cabelo do astro foi incendiado por fogos de artifício. Ele teve queimaduras de segundo grau no couro cabeludo. Michael foi liberado do hospital um dia depois da internação.

Em março de 1984, Jackson lançou em VHS o videoclipe de “Thriller” acompanhado por um documentário sobre os bastidores da produção. A fita, intitulada Making Michael Jackson’s Thriller, vendeu 14 milhões de unidade e tornou-se a mais vendida de todos os tempos, até ser superada pela do filme Titanic, de James Cameron, em 1997. Em maio seguinte, Thriller entrou para o livro dos recordes e Michael ganhou uma estrela na Calçada da Fama, em Hollywood. Ao final de 1984, Jackson já havia conquistado 94 prêmios por Thriller. Na cerimônia do Grammy Awards daquele ano, o astro estabeleceu um novo recorde conquistando oito prêmios. A marca foi igualada pelo guitarrista mexicano Carlos Santana com o álbum Supernatural, em 2000.

We Are The World

Com o sucesso de Thriller, o interesse do público e da imprensa por Jackson era crescente. Tornaram-se notórios não somente os hábitos pouco usuais do músico, mas também os trabalhos humanitários de Michael, especialmente em prol de crianças e adolescentes. Em maio de 1984, Jackson participou do lançamento de uma campanha contra as drogas na Casa Branca como convidado do presidente americano Ronald Reagan. Em julho, Michael anunciou que reverteria todos os lucros da turnê do álbum Thriller para a caridade. A Victory Tour, com 55 concertos em cidades dos Estados Unidos e Canadá, arrecadou 75 milhões de dólares. A turnê quebrou o recorde de maior público, antes detido por Elvis Presley.

Michael levava seus animais de estimação exóticos para todo lugar. Um chimpanzé chamado Bubbles e uma cobra chamada Muscles.

Em 1985, Michael Jackson se uniu a Lionel Richie e Quincy Jones na missão de arrecadar fundos para a campanha USA for Africa. A idéia era gravar uma canção cujos lucros seriam revertidos para reduzir os índices de mortalidade pela fome no continente africano. Lionel compôs, no piano, a melodia. Michael escreveu a letra em um único dia. O resultado eles chamaram de “We Are The World”. Para gravar a canção, Quincy Jones convidou 44 celebridades da música e televisão, incluindo Cyndi Lauper, Diana Ross, Ray Charles e Stevie Wonder. O projeto arrecadou 200 milhões de dólares para a luta contra a fome na Etiópia.

Michael ganhou dois Grammys por “We Are The World”: “Canção do Ano” (com Lionel Richie) e “Gravação do Ano” (com Quincy Jones). A canção recebeu também outros dois prêmios na cerimônia.

Jackson começou uma carreira empresarial. Ele comprou direitos autorais do catálogo Northern Song, que continha canções dos Beatles, Elvis Presley entre outros. McCartney ficou chateado com Jackson e desde então a amizade dos dois parece ter acabado.

Era Bad

Michael usou uma jaqueta de ouro niquelado em estilo militar durante a era “Bad”.

Depois de Thriller, Jackson adiou o lançamento de um novo disco por várias vezes. Somente em 1986 o público conheceu uma das canções selecionadas para fazer parte do que seria o álbum Bad. A canção “Another Part Of Me” fazia parte da trilha-sonora do filme Captain EO, produzido por George Lucas e Francis Ford Coppola. Michael estrelava o curta-metragem filmado todo em 3D para a Disney ao custou de um milhão de dólares por minuto. Até 1998, o filme ainda era exibido em parques temáticos da companhia.

Jackson lançou Bad em agosto de 1987, com dois anos de atraso. Para a mídia especializada, o álbum era pouco ousado e uma decepção em comparação com Thriller (1982) ou Off The Wall (1979). Em contrapartida, o público respondeu bem e fez de Bad um grande sucesso. Não tão grandioso quanto Thriller, mas um grande sucesso. O álbum vendeu 32 milhões de cópias em todo o mundo e permaneceu durante algum tempo como o segundo mais vendido da história.

Bad ainda teve um recorde de nove canções lançadas como compacto. Cinco delas chegaram à primeira posição nos Estados Unidos: “I Just Can’t Stop Loving You” (com a estreante Siedah Garrett), “Bad”, “The Way You Make Me Feel”, “Man in the Mirror” e “Dirty Diana”. Foi a primeira vez que um artista colocou cinco canções de um mesmo álbum em primeiro lugar.

Excentricidade e vitiligo

Durante a divulgação de Bad, a publicação de excentricidades sobre a vida de Michael adquiriu contornos enfáticos. Verdades ou mentiras, tornaram-se parte da imagem que se criou em torno de Jackson. Foi noticiado, por exemplo, que o astro tentou comprar os ossos e roupas de John Merrick, o Homem Elefante. Que ele teria uma parte do próprio nariz, retirada em cirurgia plástica, conservada em uma jarra dentro de casa. Que dormia em uma câmara hiperbárica para retardar o envelhecimento. Mais tarde essas notícias foram desmentidas pelo próprio.

Na época, as alterações na aparência de Michael eram visíveis e geravam muita polêmica. Os jornais especulavam sobre dezenas cirurgias plásticas, apesar do músico confirmar apenas duas, e possíveis razões para a mudança na cor da pele dele, que estava branca. Especialistas acreditavam que Michael teria se submetido a um tratamento intensivo com hidroquinona, uma substância capaz de clarear a pele. Em 1993, durante entrevista à apresentadora Oprah Winfrey, Jackson afirmou sofrer de vitiligo, uma doença autoimune não contagiosa em que ocorre a perda da pigmentação.

Devido as suas supostas excentricidades, Michael ganhou o apelido ‘Wacko Jacko’, do tablóide The Sun.

Bad foi indicado ao Grammy, Michael inclusive fez uma performace lendária no ano de 1988, onde cantou The Way You Make Me Feel & Man In The Mirror. Ele não ganhou nenhum prêmio, o que gerou revolta no cantor. “Eles julgaram minha aparência, não minha música.”

Bad World Tour

Em setembro de 1987, Michael deu início à Bad World Tour, a primeira turnê mundial dele como artista solo, que passou em 15 países e atraiu 4,4 milhões de pessoas aos estádios – um recorde de público que seria superado pelo próprio Michael duas vezes, em 1992 e 1997.

Moonwalker

Em 1988, o cantor lançou a autobiografia Moonwalk e o filme Moonwalker, dirigido essencialmente por Jerry Kramer, que continha os videoclipes de “Smooth Criminal” e “Leave Me Alone”. O longa-metragem ainda deu origem a um jogo de videogame de mesmo nome para fliperamas, Sega Mega Drive e Sega Master System. Jackson ganhou um Grammy pelo videoclipe de “Leave Me Alone” em 1989.

Bad foi a última colaboração de Jackson com o produtor Quincy Jones.

Era Dangerous

Neverland

Em maio de 1988, Michael Jackson se mudou da residência da família, Hayvenhurst, em Encino, para um rancho recém-adquirido no vale de Santa Ynez, ao norte de Los Angeles, também na Califórnia. A propriedade, de 2,7 mil acres, (10,93 km²) foi batizada de Neverland (Terra do Nunca, em português) – uma referência ao livro Peter Pan (1906), de J. M. Barrie. O astro morou sozinho no rancho por 17 anos em busca de privacidade. Não funcionou. Pelo contrário, o isolamento só fez com que aumentasse o interesse do público e, consequentemente, da imprensa sobre a vida dele.

Em março de 1990, Michael Jackson assinou um contrato recorde de 1,089 milhões de dólares segundo a revista Forbes, com a Sony Music que asseguraria a permanência dele na gravadora por mais 15 anos . Nesse período, ele deveria lançar seis álbuns e receberia 180 milhões em antecipação por cada um deles. No livro dos recordes, Jackson passou a ser citado como o artista mais bem pago da indústria da música.

“King of Pop”

Em 1990, durante o American Music Awards, Elizabeth Taylor discursava sobre a vida musical de Jackson quando finalizou: Em minha estima, ele (Michael Jackson) é o único que pode receber o título de “rei da música pop, rock e soul”.

A platéia, manifestou-se a favor da proposta e, desde então, o público e a imprensa se referem a Michael Jackson como “King of Pop” (“Rei da música pop”).

Black or White o videoclipe de maior estréia

Depois de um ano longe das paradas de sucesso, Michael pôde ser ouvido novamente nas rádios em novembro de 1991 com a canção “Black Or White”, o primeiro compacto que seria lançado do álbum Dangerous. Jackson convidou o diretor John Landis (de “Thriller”) para gravar o videoclipe da canção. Quando foi transmitido, o curta-metragem, que tinha dez minutos de duração, gerou controvérsia, mostrando o astro quebrando vitrines de lojas e destruindo um carro com um pé-de-cabra.

O videoclipe foi transmitido simultaneamente para 27 países perante uma audiência estimada em 500 milhões de pessoas, um novo recorde. A reação foi imediata. O segmento considerado violento foi retirado do curta-metragem. Michael se retratou em um comunicado dizendo que o comportamento simulava o instinto de uma pantera, animal em que se transforma durante a história. O vídeo também ficou famoso por mostrar na televisão uma das primeiras metamorfoses geradas em computador. O videoclipe contava com a participação de Macaulay Culkin.

O álbum

Duas semanas depois, Dangerous foi lançado. O álbum reunia 14 canções inéditas – 12 delas escritas e compostas por Jackson. A produção era, essencialmente, de Teddy Riley, considerado um dos criadores de um novo tipo de som chamado ‘new jack swing’. Dangerous gerou outros nove compactos, incluindo três números um: “Black Or White”, “Remember The Time” e “In The Closet”. O álbum ficou mais de dois anos entre os mais vendidos e foi adquirido por 34 milhões de pessoas no mundo, superando Bad como o segundo melhor desempenho da carreira do cantor.

Heal the World Fundation

Jackson fundou a “Heal the World Fundation” em 1992. A fundação ajudava milhões de crianças ao redor do mundo. Também enviou milhões de dólares para todo o mundo para ajudar as crianças ameaçadas pela guerra e por doenças.

Dangerous World Tour

Em junho de 1992, Michael saiu em turnê para divulgar o álbum e quebrou recordes de público firmados anteriormente por ele mesmo durante a Bad World Tour, em 1987 e 1988. A turnê foi interrompida em 1993 depois que ele foi acusado de abusar sexualmente de um menor. Apesar disso, a investida levou para os estádios 3,5 milhões de pessoas em 69 concertos – uma média maior do que qualquer outra turnê até então. Todos os lucros da Dangerous World Tour foram revertidos para caridade.

A Dangerous World Tour foi a turnê que utilizou mais equipamento do mundo. O palco demorava 3 dias para ser montado e eram necessárias mais de 60 carretas, 20 caminhões e 2 jumbos 747 para transportar o equipamento de 2 toneladas e meia que eram: 168 homens trabalhando, 2 telões de cristal líquido, 1000 luzes e mais de 10 mil cabos elétricos. A Dangerous World Tour foi transmitida ao vivo pela HBO e foi a turnê de maior audiência da televisão.

Super Bowl

Para retomar a divulgação do álbum Dangerous nos Estados Unidos, interrompida desde que saiu em turnê, Michael programou dois grandes eventos televisivos em 1993. No dia 31 de janeiro, ele se apresentou no intervalo do Super Bowl XXVII, a famosa final do campeonato de futebol americano organizado pela NFL e exibido, nesse ano, pela rede de televisão norte-americana NBC diante de uma audiência de 133,4 milhões de pessoas, se tornando o evento de maior audiência na história da América. Ao contrário de anos anteriores, ele foi a única atração do tradicional “show do intervalo”. Devido ao status de estrela de Michael, a rede de televisão norte-americana FOX (concorrente da NBC) deixou de exibir, pela primeira vez, um compacto com os melhores momentos do Super Bowl disputado no ano anterior (Super Bowl XXVI); esse compacto era tradicionalmente exibido quando a emissora não detinha os direitos de transmissão da partida. A performance de Michael foi impressionante. Houve uma explosão e o “Rei da música pop” saiu pulando do chão acompanhado de fogos. Ele pousou e ficou imóvel em sua famosa postura de estátua por vários minutos (metade do tempo do show), enquanto a multidão ia ao delírio. Uma chuva de fogos caia sobre o astro, que estava com seu tradicional óculos de sol, bracelete, roupa de militar com detalhes em ouro. Ele virou o rosto e lentamente começou a tirar os óculos, jogou-os e começou a cantar e dançar. Michael cantou três canções: “Jam”, “Billie Jean” e “Black or White”. O Gran Finale aconteceu após a exibição de uma video-montagem de Michael participando de várias campanhas humanitárias por todo o mundo e, em seguida, 3.500 crianças da região de Los Angeles se juntam a Michael para cantar “Heal the World”. Foi o primeiro Super Bowl em que o número do público aumentou durante meia hora de show. Dangerous subiu 90 posições depois da apresentação. Dez dias depois, concedeu uma entrevista à apresentadora Oprah Winfrey que foi assistida por 100 milhões de telespectadores. Foi a primeira vez em dez anos que Jackson aceitou falar com a imprensa. A entrevista também se tornou um dos eventos mais assistidos de todos os tempos. E o álbum Dangerous voltou ao top 10 após um ano de seu lançamento original.

Depois da morte Ryan White, vítima de HIV, Michael lançou o single Gone Too Soon, e chamou atenção do mundo para pesquisas sobre a cura da AIDS, que na época havia um grande preconceito por parte das pessoas.

Durante a era Dangerous, Jackson visitou vários lugares do mundo, incluindo Iraque e Egito. Na África quando desembarcou em Gabão, foi recebido por mais de 100 mil pessoas, com um enorme cartaz dizendo “Bem-vindo a casa Michael!”. Em sua viagem á Costa do Marfim, Jackson foi coroado “Rei Sani” pelo chefe da tribo.

Em 1993 recebeu o “Grammy Legend Award” por ser uma lenda viva e por sua contribuição ao mundo da música.

Alegações de abuso sexual

Em agosto de 1993, o jovem Jordan Chandler, de 13 anos de idade, representado pelo advogado civil Larry Feldman, acusou Michael Jackson de abuso sexual. As declarações, feitas à imprensa, nunca foram entregues à Justiça e, por conseqüência, o astro não chegou a ser indiciado pelo crime. Apesar disso, o promotor distrital Tom Sneddon deu início a investigações paralelas no final do mês pelo condado de Santa Ynez, residência oficial de Jackson.

As acusações geraram frenesi em todo o mundo. Michael cancelou o último seguimento da turnê do álbum Dangerous em outubro, pouco antes de deixar o México a caminho dos Estados Unidos. Durante uma semana daquele mês não se soube o paradeiro do astro. Ele reapareceu internado aos cuidados do terapeuta Beauchamp Colclough, na Irlanda do Norte, em uma clínica de reabilitação para dependentes químicos alegando a necessidade de se restabelecer de um vício em analgésicos.

Michael Jackson se pronunciou sobre as alegações pela primeira vez em dezembro de 1993, durante um comunicado transmitido simultaneamente pelas redes CNN, CBS, NBC e ABC, ao vivo do rancho Neverland. Ele se defendeu, afirmando ser incapaz de “causar mal a uma criança”.

Depois de seis meses de negociações, o astro fechou um acordo de confidencial com o dentista Evan Chandler, pai do adolescente que o acusava. Especula-se que a família tenha embolsado quase 15 milhões de dólares. As investigações paralelas da Justiça foram arquivadas em 1994 por falta de provas. Com o acordo, o único reclamante se recusava a colaborar.

Casamento

No mesmo ano, em maio, Jackson casou-se com a filha de Elvis Presley, Lisa Marie Presley. A união foi amplamente divulgada e criticada pela imprensa, que especulava sobre a conveniência do casamento, realizado meses depois do término das investigações criminais contra o astro. A primeira aparição pública do casal foi em setembro durante o MTV Video Music Awards do ano. Eles entraram no palco, seguiram por uma passarela e se beijaram. O matrimônio durou dois anos.

O álbum

Em junho de 1995 chegou às lojas o álbum duplo HIStory: Past, Present and Future – Book I. No primeiro disco, uma seleção de quinze sucessos remasterizados. No segundo, a primeira coleção de canções inéditas lançada pelo cantor desde que acusado de abuso sexual. Foram gastos 30 milhões de dólares em publicidade e propaganda para o lançamento do álbum e divulgação de cinco compactos. Foi a maior campanha de marketing já montada para promover um disco. HIStory vendeu quase 30 milhões de cópias.

O videoclipe do primeiro compacto do álbum, Scream, um duelo musical com a irmã Janet, estreou durante uma entrevista concedida por Michael e Lisa Marie à apresentadora Diane Sawyer no programa Primetime, da ABC, um dia antes do lançamento de HIStory. O videoclipe de Scream é o segundo vídeo musical mais caro da história: custou cerca de sete milhões de dólares[5], perdendo o primeiro lugar apenas para o videoclipe From Yesterday, do grupo 30 Seconds To Mars . Também durante a divulgação do álbum, Jackson esteve no Brasil para gravar cenas do videoclipe da canção “They Don’t Care About Us” na favela Santa Marta no Rio de Janeiro e também na Bahia, com o grupo de percussão Olodum.

HIStory World Tour

Em setembro de 1996, Michael Jackson deu início à HIStory World Tour com um show de lotação esgotada na cidade de Praga, na República Checa. Ao término dos concertos, mais de um ano depois, Jackson tinha levado 4.5 milhões de pessoas aos estádios de 56 cidades, em 35 países diferentes. Com isso, a turnê estabelecia um novo recorde mundial de público.

Em novembro de 1996, o astro se casou com a enfermeira dermatologista Deborah Rowe, com quem teve dois filhos. O primeiro, Michael Joseph Jackson Jr., nasceu naquele ano. No ano seguinte, Rowe deu à luz a Paris Katherine Jackson. A enfermeira abriu a mão de todos os direitos maternos e entregou a guarda das crianças a Jackson, gerando grande polêmica. Em 2002, Rowe afirmou, em entrevista à rede americana de televisão FOX, que os filhos foram “presentes” dados por ela ao astro.

Blood on the Dance Floor: HIStory in the Mix

Em 1997, oito canções inéditas de HIStory foram remixadas e lançadas na semi-coletânea Blood on the Dance Floor que vendeu 10[carece de fontes?] milhões de cópias, se tornando o álbum remix mais vendido da história. Entre os produtores responsáveis pelas versões estão Wyclef Jean (“2 Bad”), David Morales (“This Time Around”) e Tony Moran (“HIStory”). Um curta-metragem de 35 minutos intitulado Ghosts e estrelado por Jackson estreou nos cinemas europeus na mesma época. O filme, escrito por Stephen King (“Carrie, A Estranha”) e dirigido por Stan Winston (“O Predador”), foi concebido como uma releitura do clássico videoclipe produzido para a canção “Thiller” em 1984.

Em maio de 1997, o grupo Jackson 5 foi incluído ao Hall da Fama do Rock and Roll. Quatro anos mais tarde, em 2001, Jackson receberia a condecoração como artista solo.

Em 1999, Jackson realizou vários concertos beneficentes chamado, “Michael Jackson & Friends”, que contava com participação de Slash, The Scorpions, Boyz II Men, Mariah Carey, Pavarotti e outros.

Era Invincible

No ano 2000 Jackson entrou no Guinness World Record, como o artista que mais ajudou pessoas no mundo, por ter ajudado a mais de 39 organizações. No mesmo ano Michael recebeu o título de “Cantor do Milênio” durante o XI World Music Awards, realizado em Mônaco. A cerimônia foi transmitida para mais de 160 países perante uma audiência de quase um bilhão de pessoas. Mariah Carey recebeu prêmio similar, na categoria feminina. Na ocasião foram exaltadas vendas de mais de 200 milhões de álbuns durante a carreira de 29 anos.

Em setembro de 2001, Michael Jackson promoveu dois concertos com lotação esgotada no Madison Square Garden, em Nova York, para celebrar 30 anos de carreira solo. Foi a primeira vez, em 20 anos, que o grupo The Jacksons voltou a se reunir no palco. Cantaram grandes sucessos, como “I’ll Be There”, “Can You Feel It” e “I Want You Back”. Celebridades como Whitney Houston, Britney Spears, Liza Minelli, *NSYNC, Nick Carter, Aaron Carter, Usher e Gloria Stefan prestaram homenagens a Jackson cantando alguns dos maiores sucessos da carreira dele. Na platéia, mais personalidades. Assistiram às apresentações Elizabeth Taylor, Macaulay Culkin, Marlon Brando, Ray Charles, Chris Tucker, Nelly Furtado, Will Smith e Quincy Jones.

Para comemorar a data, foram prensadas edições especiais dos álbuns Off The Wall, Thriller, Bad e Dangerous – todos remasterizados, com novos encartes, incluindo canções raras e inéditas, e também entrevistas com o produtor Quincy Jones e o compositor Rod Temperton.

No mês seguinte, outubro, Jackson lançou Invincible, a primeira coleção de novas canções lançada pelo astro em dez anos, desde HIStory, em 1995. Produzido essencialmente por Rodney Jerkins (“If You Had My Love”, Jennifer Lopez) e Teddy Riley (“In The Closet”), inclui como convidado o guitarrista Carlos Santana e contém ainda um rap póstumo de Notorious B.I.G.

Problemas com a Sony

Durante a rápida divulgação do álbum ficaram explícitas as divergências entre Michael e o então-chefe da Sony Music, Tommy Mottola. Os problemas começaram em 2000, quando Jackson tentou retirar a licença das gravações originais do catálogo dele da gravadora para lançamento independente. Assim Michael não precisaria dividir os lucros com a Sony. Entretanto, os advogados de Jackson encontraram cláusulas no contrato dele com a gravadora que impediam a transação.

Para evitar uma disputa judicial, Michael e a Sony fecharam um acordo que permitiria que ele abandonasse a gravadora depois do lançamento de Invincible, mas não antes de um pacote de coletâneas que reuniriam os maiores sucessos dele. A crise se acentuou quando a canção “You Rock My World” vazou para as rádios ilegalmente e teve que ser lançada como primeiro compacto do álbum. Michael queria “Unbreakable” e se negou a colaborar com a divulgação de Invincible.

O álbum

A Sony boicotou o álbum de Jackson, retirando das lojas após três meses de lançamento. Ainda assim, Invincible vendeu 11 milhões de cópias no mundo todo, algo difícil até para os artistas que estavam no auge na época.

Uma semana após os atentados terroristas de 11 de setembro nos Estados Unidos, Michael Jackson anunciou a gravação de uma canção beneficente para arrecadar fundos a familiares das vítimas. Mais de 35 cantores contribuíram, como Shakira, Celine Dion, Ricky Martin, Luther Vandross, Justin Timberlake, Carlos Santana, Beyoncé, Laura Pausini e Mariah Carey. O compacto nunca foi lançado devido aos desentendimentos do astro com a Sony Music. Além disso, especula-se que o envolvimento de um dos produtores do projeto com a indústria do cinema pornográfico estadunidense teria afastado patrocinadores.

Jackson ajudou a formar o “United We Stand: What More Can I Give”, concerto beneficiário realizado no RFK Stadium em Washington. Onde cantou What More Can I Give junto com outros cantores e Man In The Mirror sozinho, porém essa última não foi exibida na televisão.

Novas polêmicas

Jackson teve seu terceiro filho, Prince Michael Jackson II (Blanket) em 2002. A mãe da criança se mantém anônima, Jackson revelou que a criança era resultado de inseminação artificial. Em novembro do mesmo ano, durante sua estadia em Berlim, Jackson apareceu na janela da varanda do quarto de hotel com seu filho recém-nascido. O cantor surpreendeu a todos quando pôs seu filho com um pano no rosto para fora da janela durante 3 segundos, causando severas críticas. Supostamente era para mostrar aos fãs que se encontravam á entrada do hotel.

Em 2003 a Sony lançou a coletânea Number Ones que vendeu 6 milhões no mundo todo. No mesmo ano foi exibido o documentário “Living with Michael Jackson”, que mostrava o dia-a-dia do cantor. O documentário mostrou a vida de Jackson, a sua infância difícil e seus 3 filhos, a sua casa e o seu isolamento no seu mundo particular.

O cantor foi acusado de pedofilia pelo garoto Gavin Arvizo. Jackson negou as alegações de abuso sexual. Elizabeth Taylor defendeu o cantor em um programa de televisão dizendo que ela tinha estado lá, quando eles estavam na cama, assistindo televisão. “Não houve nada anormal nisso. Nós rimos como crianças, assistimos um monte de filmes da Disney. Não havia nada de estranho nisso.” Durante a investigação, o perfil de Jackson foi examinado por um profissional da saúde mental chamado Dr. Stan Katz; o médico passou várias horas com o acusador também. A avaliação feita por Katz, dizia que Jackson tinha a mente de um garoto e não se encaixava no perfil de um pedófilo.

O julgamento durou cinco meses, até o final de maio de 2005. Durante o julgamento, o cantor novamente sofreu de estresse e grave perda de peso, que viria alterar sua aparência. Em junho, Jackson foi absolvido de todas as acusações, por falta de provas. Depois do julgamento Michael abandonou Neverland e se mudou para o Bahrain. O cantor disse que apesar de amar Neverland, ela tinha trazido coisas ruins (como as acusações) para sua vida e que nunca mais andaria com crianças novamente.

Outra coletânea foi lançada em 2004, The Ultimate Collection, uma caixa com quatro CDs e um DVD. Em março de 2006, a Sony Music lançou nova coletânea, o álbum duplo The Essential Michael Jackson.

Michael Jackson retoma a carreira

Premiações

Em 2006, Jackson saiu do período de reclusão que estava passando em Bahrain desde que fora inocentado em 2005, e compareceu a diversas premiações e homenagens. A primeira delas foi a homenagem realizada em maio de 2006 na MTV japonesa, durante a premiação da Video Music Awards Japan ’06. Nessa premiação, Jackson recebeu a Legend Award – raramente concebida a alguém -, devido a ele ser o artista masculino internacional que mais vendeu no Japão, uma lenda viva da música. A imprensa em geral fez um enorme destaque para esse evento, devido ao fato de que foi a primeira aparição pública que Jackson fez desde sua absolvição saindo de sua reclusão no Bahrain.

Michael recebeu em 2006, oito Guinness World Records, entre os registros estavam, “Primeiro artista a ganhar mais de cem milhões de dólares em um ano”, “Primeiro artista a vender mais de 100 milhões de álbuns fora dos Estados Unidos”, “ Artista mais bem sucedido no mundo da música” entre outros, sendo ainda cogitado como o artista mais rico do mundo, com uma fortuna estimada em mais de 8 bilhões de dólares.

Também no ano de 2006, em novembro, Michael compareceu ao World Music Awards. Recebeu o Diamond Award, dado a artistas que venderam mais de 100 milhões de discos. Durante a premiação, Jackson também recebeu o 9º certificado do Guinness da semana, dado em razão das 104 (na época) milhões de cópias vendidas do álbum Thriller.

Em estúdio

Em Maio de 2006, Michael se mudou do Bahrain para a cidade de Dublin, na Irlanda, onde continuou a gravar o que será o décimo-terceiro álbum solo da carreira – o primeiro desde Invincible, lançado em 2001. A previsão era que o álbum chegasse às lojas até o verão de 2007 e seria distribuído pela gravadora independente 2 Seas Records, propriedade do sheik do Bahrain Abdulla bin Hamad Al Khalifa. Mas a distribuição por conta da 2 Seas Records já foi descartada. O selo de gravação agora é a Michael Jackson Company Inc., criada há pouco tempo.

Em Outubro do mesmo ano, o programa de televisão Access Hollywood teve acesso ao estúdio enquanto Michael trabalhava com o produtor e rapper Will.i.am, membro-líder do grupo Black Eyed Peas. O estúdio que Michael trabalhava em Dublin era a Grouse Lodge Residential Studios.

Michael e a Sony compraram em 2007 o Famous Music LLC da Viacom. Que lhe concedeu o direito sobre canções de Eminem, Shakira entre outros.

O tão esperado novo álbum, tem previsão para o segundo semestre de 2009. Até o momento, os produtores anunciados são Will I am, Akon e T-Pain.

2008: Thriller 25th, King of Pop e a venda de Neverland

Fotografia aérea do rancho “Neverland”, residência fixa do cantor entre os anos de 1988 e 2005.

Numa tentativa de resgatar a visibilidade musical de Jackson, em 11 de fevereiro de 2008, a SonyBMG lançou Thriller 25th, uma edição comemorativa dos 25 anos do lançamento de Thriller, o seu mais conhecido álbum. Foram confeccionados remixes com a participação de artistas da época para compor a lista das faixas. Dentre os convidados estão Will.I.Am, Akon, Fergie e Kanye West

A Edição Especial é composta pelo CD – contendo as faixas convencionais e os remixes, adicionado o verso solo de Vincent Price e a canção inédita For All Time – e um DVD, contendo os clipes do álbum e a performance de Billie Jean no 25º Aniversário da Motown, em 1983.

Thriller 25 pode ser considerado sucesso comercial: Chegou à posição #2 nos Estados Unidos, #3 no Reino Unido, e no TOP#10 em mais de trinta países. Atingiu três semanas em primeiro lugar na França, e duas semanas, em primeiro da Argentina, Bélgica, e no Reino Unido. Foi certificado “Disco de Ouro” em 11 países.

Nos Estados Unidos, Thriller 25th foi o segundo álbum mais vendido na sua semana de estreia, passando dos 166.000 exemplares. Foi inelegivel para o chart Billboard 200 por ser relançamento, mas entrou no Pop Catalog no número um, onde permaneceu durante nove semanas consecutivas. Este foi o melhor lançamento Jackson desde Invincible em 2001, com um valor estimado de 500.000 exemplares e 2 milhões de cópias vendidas em 12 semanas.

Atualmente está entre os 10 álbuns mais vendidos do ano de 2008.

Para comemorar o aniversário de 50 anos de Michael Jackson a SonyBMG lançou “King of Pop” a primeira coletânea interativa de Michael Jackson que contou com seu público para seleção das faixas.

O cantor vendeu seu rancho Neverland, depois de três anos sem morar no lugar. No entanto gerou controvérsia da imprensa, já que ele vendeu a propriedade para uma companhia que ele mesmo era um dos donos.

This Is It

This Is It seria uma série de 50 concertos que teria início em 13 de Julho de 2009, na O2 Arena, em Londres. Os shows seriam suas primeiras aparições significantes desde a bem-sucedida HIStory World Tour de 1996/1997, já que em 2001, ano de lançamento de seu mais recente álbum de inéditas, não foi realizada uma turnê para a promoção deste álbum, apenas 2 concertos foram realizados na cidade de Nova Iorque para a comemoração de seus 30 anos de carreira. Os ingressos deste concertos foram vendidos em poucos minutos quando anunciados.

Michael_Jackson

Em Portugal

Michael Jackson actuou apenas uma vez em Portugal.

O espectáculo foi a 26 de Setembro de 1992 no Estádio José de Alvalade em Lisboa. O cantor só falou com a plateia duas vezes e disse “I love you” a começar e “peace” na despedida.

No Brasil

Michael Jackson esteve três vezes no Brasil.

  • A primeira vez foi em setembro de 1974, quando ele tinha apenas 16 anos, com os Jackson Five, que faziam uma turnê pela América Latina, apresentando-se em São Paulo, Brasília, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Belo Horizonte;
  • A segunda vez foi em outubro de 1993: Michael fez dois shows no Estádio do Morumbi, em São Paulo. Na saída de um visita a uma fábrica de brinquedos, um dos veículos da comitiva de Michael atropelou dois irmãos: a menina sem gravidade e o menino quebrou a perna. Michael visitou o rapaz no hospital
  • A última vez foi em fevereiro de 1996, quando ele esteve novamente no Brasil para gravar um clipe da canção They Don’t Care About Us, na Favela Santa Marta do Rio de Janeiro e no Pelourinho, em Salvador.

Álbuns de estúdio

  • Got To Be There (1971)
  • Ben (1972)
  • Music and Me (1973)
  • Forever, Michael (1975)
  • Off the Wall (1979)
  • One Day in your Life (1981)
  • Thriller (1982)
  • Farewell my Summer Love (1984)
  • Bad (1987)
  • Dangerous (1991)
  • HIStory: Past, Present and Future – Book I (1995)
  • Invincible (2001)

Coletâneas, semi-coletâneas e edições especiais

  • The Best Of (1975)
  • Anthology (1995)
  • HIStory: Past, Present and Future – Book I (1995)
  • Blood On The Dance Floor (1997)
  • The Millennium Collection (2000)
  • Greatest Hits: History – Vol I (2001)
  • Number Ones (2003)
  • The Ultimate Collection (2004)
  • The Essential (2005)
  • Visionary: The Video Singles (2006)
  • Thriller: 25th Aniversary Edition (2008)
  • King Of Pop (2008)

Vídeografia VHS/DVD

  • Making Michael Jackson’s “Thriller” (1984)
  • Moonwalker (1988)
  • The Legend Continues (1988)
  • Dangerous – The Short Films (1993)
  • Video Greatest Hits – HIStory (1995)
  • HIStory on Film, Volume II (1997)
  • Number Ones (2003)
  • The One (2004)
  • Live In Bucharest: The Dangerous Tour (2005)

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Michael Jackson morre

Michael-Jackson

Em 25 de junho de 2009, foi noticiado que Michael Jackson sofreu uma parada cardíaca em sua casa, na vizinhança de Holmby Hills, Los Angeles, CA, Estados Unidos. Os serviços de emergência médica socorreram o cantor em sua casa, na tentativa de reanimá-lo. Porém, como Jackson se encontrava em estado de coma profundo, ele foi levado às pressas para o hospital universitário da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA). Desde sua internação, rumores haviam se espalhado pela imprensa confirmando seu falecimento. Às 14h06min (horário local) de 25 de junho de 2009, o site Los Angeles Times tornou-se um dos primeiros a divulgar a morte do astro. Sua morte teve uma repercussão internacional instantânea, sendo motivo de preocupação por parte dos fãs em muitas partes do mundo. Defronte ao hospital da UCLA, muitos fãs do cantor cercaram o prédio à procura de informações sobre a suposta ‘morte’ de Jackson. Porém, pouco tempo depois da internação de Jackson, sua morte foi confirmada às 14h26min (horário local) do mesmo dia. Michael receberá homenagens em vários países. No Brasil, o Governo do Estado do Rio de Janeiro prometeu erguer uma estátua do astro na favela Santa Marta, local onde ele gravou um videoclipe, na Inglaterra, local onde ele iria fazer os concertos, ganhará uma estátua de cera no famoso museu Madame Tussauds e a casa onde nasceu e viveu, na cidade de Gary, será um museu.

A morte de Jackson foi confirmada pelo porta-voz do Instituto Médico Legal de Los Angeles, Fred Corral. Contudo a parada cardíaca noticiada não foi confirmada pelo porta-voz do hospital.

Na sexta-feira, dia 26 de junho de 2009, após três horas de necrópsia, o corpo do astro pop foi liberado com laudo prévio que descartava indícios de violência como causa mortis. [8] Entretanto, resultados toxicológicos podem levar de 4 a 6 semanas para serem obtidos e divulgados.

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David Bowie

David Bowie, nome artístico de David Robert Haywood-Jones (Brixton, Londres, 8 de janeiro de 1947) é um músico e ator britânico, conhecido pelo seu trabalho musical nos anos 70 e 80 e por sua influência no mundo da música, especificamente no rock. David Bowie já vendeu mais de 136 milhões de álbuns no mundo inteiro.[carece de fontes?]

É conhecido também pela atuação em filmes como O homem que caiu na Terra (1975), Fome de Viver (The Hunger), Furyo – Em Nome da Honra (Merry Christmas Mr. Lawrence) e Labirinto – A Magia do Tempo (1986).

É casado com a modelo somali Iman Abdulmajid desde 1992. Tem dois filhos: Alexandria Zhara, nascida em 2000 e Duncan Zowie Haywood Jones (nascido em 1971, fruto de seu casamento com Angela Bowie), além de uma enteada, Zulekha Haywood (nascida em 1979), filha do primeiro casamento de Iman.

Seu verdadeiro nome é David Robert Jones, mas trocou o sobrenome devido ao seu homônimo no então famoso grupo estadunidense The Monkees. No início da carreira, ainda participou de grupos usando o verdadeiro nome, como Davie Jones and the King Bees (1964) e Davy Jones and The Lower Third (1965), chegando a gravar compactos sem maiores repercussões. Uma das teorias para o nome artístico conta que Bowie foi escolhido por ser o nome da fabricante da faca que se supõe ter cegado seu olho esquerdo ainda na adolescência em uma briga com um colega de escola, George Underwood. No entanto, a hipótese mais plausível para a paralisação da pupila esquerda é a de que, nessa briga, ocasionada pela disputa por uma namorada, Underwood teria acertado um soco no olho esquerdo de Bowie.

Começou a carreira solo (como cantor folk) em 1966, compondo, cantando e tocando. Em 1968, a canção “Space oddity” ficou entre as cinco primeiras da Inglaterra. Mas o sucesso internacional viria apenas com o álbum The rise and fall of Ziggy Stardust and the spiders from Mars, no qual foi acompanhado por Mick Ronson (guitarra), Trevor Bolder (baixo) e Woody Woodmansey (bateria). É nessa época que começariam as apresentações exuberantes, performáticas, com riqueza de figurino e maquiagem.

David Bowie ficou alguns anos fora dos palcos, mas em 1974 supreendeu a crítica com um afastamento do rock e uma tendência para o rhythm and blues e o soul. Já no álbum de 1977, ficou evidente a preocupação excessiva com o colapso da civilização. Depois de um tempo, alcançaria o sucesso outra vez em 1983, com Let’s dance, um álbum voltado ao pop, emplacando sucessos como Modern love e China girl e Blue Jean, entre outros.

Bowie fez produção de discos, trabalhou no filme O homem que caiu na Terra, de Nicolas Roeg, participou de vídeos e estrelou O Homem Elefante na montagem da Broadway, isto para citar algumas de suas atividades extramusicais. Em filmes, participou de Fome de viver (The hunger), com Catherine Deneuve, Apenas um gigolô (Just a gigolo) e Labirinto – A Magia do Tempo (Labyrinth), com Jennifer Connelly. Fez trilhas sonoras para os filmes Absolute beginners (no qual também atua), Labirinto e Eu, Christiane F., 13 anos, drogada e prostituída.

Bowie também fez a trilha musical para o jogo Omikron:The Nomad Soul, da empresa de jogos Eidos, e aparece no jogo como o personagem Boz, líder de uma banda de rock.

David Robert Jones nasceu em Brixton, Londres, filho de mãe irlandesa. Seus pais se casaram pouco depois de ele nascer e quando ele tinha seis anos de idade a família se mudou para Bromley, em Kent, onde o pequeno David passou a frequentar a Bromley Technical High School

Quando ele tinha quinze anos de idade, se meteu em uma briga com George Underwood. Há várias versões sobre o incidente; alguns falam em anel, outros em faca, outros em um simples soco; o importante é que como resultado da briga Bowie teve que ficar oito meses fora da escola, para que os médicos pudessem fazer operações para recuperar o olho esquerdo, potenciamente cego. O dano não foi completamente corrigido, deixando a pupila esquerda sempre dilatada. Assim, Bowie não tem muita percepção de profundidade, e vê tudo em um tom meio amarronzado.

O garoto Bowie começou a se interessar por música aos nove anos, quando seu pai levou para casa uma coleção de LPs que incluia Fats Domino,Chuck Berry e Little Richard. Seu irmão mais velho o apresentou ao jazz moderno, e no Natal de 1959 sua mãe o presenteou com um saxofone.

Em 1962, David formou sua primeira banda: The Konrads. Depois disso, tocou em várias bandas de blues, como The King Bees, The Manish Boys, The Lower Third e The Riot Squad. Sua primeira gravação foi o single Liza Jane, em conjunto com os King Bees. Foi aqui que conheceu o então grande amigo e companheiro, Boy George, com quem manteve relações durante décadas.

Foi nos anos 60 que David Robert Jones se transformou em David Bowie. No começo da década, ele se apresentava como “Davie Jones”, ou “Davy Jones”, criando assim uma confusão entre ele e o então famoso Davy Jones dos Monkees. Em 1966, então, ele escolheu Bowie como seu sobrenome artístico, em homenagem à Jim Bowie e sua famosa faca Bowie.

Seu primeiro álbum foi lançado em 1967, pela Decca Records offshoot Deram. Era um álbum chamado simplesmente David Bowie, e misturava sonoridades pop e psicodélicas. Neste mesmo ano Bowie também lançou o single The Laughing Gnome, com o mesmo insucesso. Seguiu-se então um período de dois anos sem nenhuma gravação.

Influenciado pelo teatro, David frequentou as aulas de Lindsay Kemp, que misturavam teatro avant-garde e Commedia dell’arte. Essas aulas influenciaram-o a criar os personagens de suas fases posteriores.

Ziggy Stardust (1969-73)

Os primeiros passos de Bowie em direção a fama foram dados em 1969, com o single Space Oddity. A música, composta um ano antes mas lançada apenas em 69 para coincidir com a data do pouso na lua, conta a história de um astronauta que se perde no espaço e alcançou o Top 5 na Inglaterra.

O terceiro disco de Bowie foi lançado em 1970. Em “The Man Who Sold the World” ele se entrega totalmente as guitarras, em uma influência clara de Mick Ronson, que viria a ser seu parceiro inseparável. A capa original do LP trazia o cantor usando um vestido, em uma prévia do que viria a ser seu inconfundível estilo andrógino.

Em Hunky Dory (1971), Bowie explora temas mais sérios e autobiográficos, com muitas referências a seus ídolos. Junto com o single Changes, o álbum não foi um grande hit, mas deu o impulso inicial para o vôo de Bowie em direção ao topo das paradas de sucesso.

A androginia, grande marco de Bowie, explodiu no disco conceitual The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars. A história de um alienígina rock star que aterrissa em um mundo predestinado a acabar em cinco anos deu origem ao mais famoso personagem de David Bowie, e é o berço de muitos clássicos do rock.

A primeira turnê mundial de David Bowie, em 1972, foi baseada no personagem de Ziggy. Em uma performance cheia de maquiagem, luzes e roupas exuberantes, ele encarnava o personagem perturbado de suas canções. Com a ajuda de suas “Spiders from Mars” (Ronson na guitarra, Trevor Bolder no baixo e Mick Woodmansey na bateria) o álbum alcançou o topo das paradas, e transformou Bowie em uma estrela.

As aranhas foram convocadas de novo na gravação de Aladdin Sane, lançado em abril de 1973. Segundo Bowie, todas as músicas deste álbum foram compostas na estrada, enquanto ele estava fazendo a turnê de Ziggy Stardust. A capa, que trazia Bowie sem camisa, com o cabelo vermelho a là Ziggy e um raio azul, vermelho e preto desenhado no rosto, foi rotulada como uma das mais emblemáticas do mundo do rock.

A partir daí, as performances de Bowie foram ficando cada vez mais teatrais. Incluindo faixas de Aladdin Sane e The Rise and Fall, elas traziam um alienígena que simulava sexo oral com a guitarra de uma Spider From Mars. Durante esta turnê, Bowie dava entrevistas como se fosse o próprio Ziggy, até que em um show no London’s Hammersmith Odeon, do dia 3 de julho de 1973, ele anunciou: “De todos os shows desta turnê, esta ficará marcada em nós com mais força, pois não é só o último show desta turnê, mas também como o último show que eu farei. Obrigado.”

Assim, Bowie rompeu com as Spiders From Mars e Ziggy Stardust, e continuou sua carreira. Em outubro de 73 ele lança PinUps, uma coleção de covers de seus hits favoritos dos anos 60.

O Soul (1974-76)

Em 1974, Bowie lança o ambicioso Diamond Dogs, resultado de uma frustrada tentativa de obter a licença para fazer um álbum baseado no livro 1984, de George Orwell. É possível ver a segunda das muitas mudanças de estilo pelas quais ele iria passar: neste álbum, Bowie se afasta do glam-rock e flerta com o soul.

Para seguir o lançamento do álbum ele sai em uma turnê nos EUA, que dura de Junho a Dezembro de 1974. Alan Yentob fez o documentário Cracked Actor baseado nos shows, dando mais pilha aos rumores de que Bowie estaria abusando da cocaína. Em um comentário sobre o LP ao vivo lançado nesta época, o músico diz: “O disco deveria se chamar David Bowie está vivo e bem, e vivendo só na teoria”, em uma provavel referência a seu perturbado estado psicológico no período.

Para os fãs de Ziggy Stardust, o soul funkeado de Bowie era como uma traição, uma caída indesculpável para o pop. Em 1975, ele lança Young Americans e ratifica sua mudança, mostrando sua “alma plástica”.

Station to Station (1976) mostrou um lado mais escuro desta nova alma, chamada de “The Thin White Duke“. Visualmente, o personagem era uma extensão de Thomas Jerome Newton, seu personagem em O homem que caiu na Terra. Nesta época, Bowie tinha se tornado extremamente dependente de cocaína, e muitas críticas atribuiam o ritmo acelerado e o ataque emocional das letras à droga (que Bowie se orgulhava de “ter introduzido na América”); durante este ano, ele teve várias overdoses, perdeu peso visivelmente e sofreu ataques de megalomania.

No meio de tudo isso, ainda havia uma turnê mundial para ser feita. Esta foi um sucesso, apesar de a mídia acusar Bowie de apoiar o facismo, em uma má interpretação de sua mensagem essencialmente antifacista.

A era de Berlim (1976 – 1980)

O interesse pelo cenário musical alemão e o vício em drogas fizeram Bowie se mudar para Berlim junto com o seu amigo Iggy Pop. Os dois dividiam um apartamento em Schöneberg e a esperança de reconstruir a vida e carreira. Iggy compôs seus dois primeiros álbuns-solo tendo Bowie como co-escritor e músico de apoio, mantendo-o para uma turnê (março-abril de 1977) pelo Reino Unido, Europa e Estados Unidos .

A sonoridade de Station to Station foi reaproveitada e amadurecida em Low, o primeiro dos três álbuns que ficaram conhecidos como “A trilogia de Berlim”. Na época em que o álbum foi lançado, o co-produtor Tony Visconti disse: “Bowie queria fazer um álbum com músicas descompromissadas, que refletissem o modo como ele se sentia. Ele não ligava em atingir ou não o topo das paradas, e Low seria tão extraordinário que poderia até nunca chegar a ser lançado.”

De um modo ou de outro, o álbum foi lançado em 1977 e a faixa Sound and Vision atingiu o número 3 nas paradas de sucesso. Com músicas relativamente simples, repetitivas, sem enfeites e o lado B quase inteiramente instrumental, Low foi uma reação perversa ao punk rock, e é considerado hoje um álbum muito a frente de seu tempo.

O próximo disco, Heroes, era uma versão um pouco mais acessível de Low. Em conjunto, os dois traziam para o público o sentimento da Guerra Fria, simbolizado pela cidade dividida que os inspirou. A música de Bowie que mais gerou covers foi justamente a canção-título deste álbum, contando a história de dois amantes que se conhecem no Muro de Berlim. Em 1978, a trupe toda embarcou em uma turnê mundial, que incluia músicas dos dois úlimos álbuns. Neste mesmo ano o compositor minimalista Phillip Glass transformou algumas músicas da turnê em sinfonias.

Lançado em 1979, Lodger foi o último álbum da chamada Trilogia de Berlim, ou “triptych”, como o próprio Bowie a chama. Ele continhia os singles “Boys Keep Swinging”, “DJ” e “Look Back in Anger” e, o contrário os últimos dois LPs, não continha faixas instrumentais. O estilo tendeu para uma mistura de New Wave com World Music, graças as músicas compostas de modos não tradicionais para Bowie (como troca de instrumentos e acordes de antigas composições).

Scary Monsters, seu próximo trabalho, revia o personagem do Major Tom de Space Oddity em um álbum com uma face hard-rock, que incluia contribuições de King Crimson, Robert Fripp e Pete Townshend. Para obter as imagens usadas no videoclip Bowie foi ao conhecido reduto da tribo New Romantic para recrutar personagens como Steve Strange, da banda Visage. Assim, mais uma vez Bowie alcançou o mérito de ter feito uma das mais inovadoras coisas de todos os tempos.

Apesar de ultilizar princípios aprendidos na Era de Berlim, Scary Monsters era considerado pelos críticos um álbum mais direto, refletindo assim a transformação que Bowie passou durante seu período na Alemanha. Nessa época ele já havia se recuperado do vício em drogas da fase “Thin White Duke”, e havia mudado totalmente o seu conceito de como música deveria ser composta.

O PopStar (1980 – 1989)

Em 1981 o Queen lançou Under Pressure em co-autoria com Bowie; a música virou um hit e atingiu o topo das paradas britânicas. No mesmo ano ele compôs a trilha sonora e apareceu como participação especial no filme Eu, Cristiane F, 13 anos, drogada e prostituída, que contava a história real de uma menina de 13 anos viciada em heroína. Ainda neste ano, Bowie participou da adaptação da BBC do filme de Bertolt Brechet Play Baal.

Em abril de 1982,é lançado Cat People (Putting Out Fire), com Giorgio Moroder. Mas o primeiro verdadeiro blockbuster de Bowie foi lançado em 1983. Let’s Dance é um álbum pop, e também uma ação de filantropia: Bowie contratou vários músicos em dificuldades financeira para ajudá-los. Mas, neste caso, o velho ditado funcionou. A turnê The Serious Moonlight rendeu à Bowie um milhão de dólares em apenas uma performance no US Festival.

O próximo disco era para ser um álbum ao vivo da Serious Moonlight Tour, mas a gravadora exigiu um álbum em estúdio. Assim Bowie compôs Tonight, lançado em 1984. Com a mesma pegada dance de seu antecessor, participações de Tina Turner e Iggy Pop e vários covers, o álbum foi considerado pela crítica como uma tentativa preguiçosa de continuar na crista do sucesso obtido com Let’s Dance. Apesar disso, o curta-metragem Jazzin’ for Blue Jean, baseado a música homônima, ganhou o Grammy deste ano, mostrando que a criatividade de Bowie não havia se esgotado.

Em 1985, o músico tocou vários de seus hits em Wembley, no Live Aid. Sua performance de Dancing In the Streets junto com Mick Jagger logo se tornou a #1 das paradas.

No ano seguinte, Bowie investe em peso na sua carreira de ator e compositor de musicais. No mesmo ano, ele atua em Absotute Beginers e em Labyrinth.

O último álbum solo de Bowie dos anos 80 foi lançado em 1987. Never Let Me Down destrói o som leve dos dois últimos álbuns, subistituindo-o por hard rock com uma pegada de techno dance. Apesar de ter sido um sucesso de vendas, este é considerado um dos piores álbuns do cantor. A turnê – chamada de The Glass Spider Tour – foi considerada extremamente comercial, misturando dança, efeitos especiais, diálogos entre as músicas e antigos hits, criando um efeito teatral demais.

Em agosto de 1988, Bowie fez o papel de Pôncio Pilatos no filme de Martin Scorsese A última tentação de Cristo

Tin Machine (1989 – 1991)

Pela primeira vez desde os anos 70, Bowie resolveu formar uma banda regular. Em 1989 foi fundada e Tin Machine, um quarteto de hard rock composto por Bowie, Reeves Gabrels,Tony Sales e Hunt Sales.O álbum homonimo foi um sucesso, porém Bowie logo se decepcionou com a parceria: Tin Machine II foi mal-sucedido, e Tin Machine Live foi um completo fracasso.

Assim, Bowie rompe com a banda e entra nos anos 90 em carreira-solo, fazendo uma turnê mundial aonde ele tocou seus maiores hits. A Sound + Vision Tour foi concebida pelo coreógrafo da companhia de dança La La Human Steps Edouard Lock e, após concluí-la, o cantor decretou que nunca mais iria interpretar seus antigos sucessos.

Eletrônica (1992 – 1999)

O Bowie Neoclassicista (1999 – presente)

Bowie como ator

O primeiro grande papel de Bowie, em O homem que caiu na Terra, foi muito aclamado. Na década de 1960 fez aparições em filmes de vanguarda, principalmente em papéis secundários. Desde então, sua carreira foi bastante esporádica. O filme Furyo, em nome da honra (Merry Christmas, Mr. Lawrence), de Nagisa Oshima, baseado na novela de Laurens van der Post, foi lançado em 1983. Bowie interpretou o major Jack Celliers, um prisioneiro de guerra em um acampamento japonês. Outro músico famoso, Ryuichi Sakamoto, interpretou o comandante do acampamento. No mesmo ano interpretou um vampiro em The Hunger. Bowie também fez o papel de Pôncio Pilatos em A última tentação de Cristo (The last temptation of Christ), de Martin Scorsese e atuou em Zoolander (2001) ao lado de Ben Stiller

Furyo impressionou alguns críticos, mas o projeto seguinte, o musical de rock Absolute beginners (1986), decepcionou tanto a crítica quanto o público. No mesmo ano atuou em Labirinto, a magia do tempo, interpretando Jareth, o Rei dos Duendes.

Sua última atuação foi interpretando Nikola Tesla em O grande truque (The prestige), de 2006. Em 2007 cedeu sua voz para o personagem Maltazar na animação Arthur e os Minimoys (Arthur and the Mininoys / Arthur et les Minimoys). Seu próximo filme é ‘August’ onde atua ao lado do ator Josh Hartnet ainda sem data de estréia.

Curiosidades

O guitarrista Slash ex-Guns and Roses em sua recente autobiografia afirma que sua mãe foi amante de David Bowie.

Discografia

  1. David Bowie (1966)
  2. Space Oddity (1969, UK #17, US #16)
  3. The Man Who Sold the World (1970, UK #26)
  4. Hunky Dory (1971, UK #3, US #93)
  5. The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars (1972, UK #5, US #75)
  6. Aladdin Sane (1973, UK #1, US #17)
  7. Pin Ups (1973, UK #1, US #23)
  8. Diamond Dogs (1974, UK #1, US #5)
  9. Young Americans (1975, UK #2, US #9)
  10. Station to Station (1976, UK #5, US #3)
  11. Low (1977, UK #2, US #11)
  12. “Heroes” (1977, UK #3, US #35)
  13. Lodger (1979, UK #4, US #20)
  14. Scary Monsters (and Super Creeps) (1980, UK #1, US #12)
  15. Let’s Dance (1983, UK #1, US #4)
  16. Tonight (1984, UK #1, US #11)
  17. Labyrinth (soundtrack) (1983, UK #1, US #4)
  18. Never Let Me Down (1987, UK #6, US #34)
  19. Tin Machine (with Tin Machine) (1989, UK #3, US #28)
  20. Tin Machine II (with Tin Machine) (1991, UK #23, US #126)
  21. Black Tie White Noise (1993, UK #1, US #39)
  22. The Buddha of Suburbia (1993, UK #87)
  23. Outside (1995, UK #8, US #21)
  24. Earthling (1997, UK #6, US #39)
  25. ‘hours…’ (1999, UK #5, US #47)
  26. Heathen (2002, UK #5, US #14)
  27. Reality (2003, UK #3, US #29)
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Clan of Xymox

Clan of Xymox, também conhecido apenas como Xymox em várias partes de sua carreira, é uma banda de darkwave/gothic rock fundada em Nijmegen, Países Baixos, em 1983 por Ronny Moorings, Pieter Nooten, e Anke Wolbert. A EP Subsequent Pleasures foi auto-publicada com o nome Xymox, naquele tempo a banda tinha como membros Moorings na guitarra e vocais, sua namorada Anke Wolbert no baixo e vocais, e Pieter Nooten no teclado. Uma vez a banda encontrou Brendan Perry e Lisa Gerrard de Dead Can Dance, e eles ajudaram a banda nos shows no Reino Unido, e eles assinaram contrato com a gravadora 4AD Records.

Seu álbum de estréia foi intitulado com o nome recém adotado Clan of Xymox, foi lançado pela 4AD em 1985, e foi comparado com Joy Division e The Cure. Em 1986 eles lançaram seu segundo álbum, Medusa.

Logo depois, Clan of Xymox rompeu o contrato com 4AD, Pieter Nooten saiu da banda, o nome Xymox foi novamente adotado pela banda, e abanda assinou contrato com a subsidiária da Polygram Wing. Em 1989 Twist Of Shadows foi o álbum que fez mais sucesso. E quando Wing recusou o lançamento do próximo álbum, Metamorphosis Wolbert saiu da banda.

Mojca Zugna juntou-se á Moorings como baixista (e designer das capas dos álbuns) e dois álbum foram lançado pela gravadora independente Zok RecordsMetamorphosis (1992) e Headclouds (1994).

Em 1997 novamente o nome Clan of Xymox é adotado pela banda, e o álbum Hidden Faces foi lançado. Banda faz grandes shows como participação especial em grandes festivais na Alemanha – Wave Gotik Treffen e Zillo – , onde dois single de Hidden Faces, “Out Of The Rain” e “This World” foram classificados no top 10 nas paradas independentes. Mais dois novos álbuns (1999 Creatures e em 2001 Notes From The Underground) seguiram-se, empregando guitarras e elementos eletrônicos em um som gótico pesado, que ganhou uma nova geração de fans da subcultura gótica.

Discografia de Clan of Xymox

  • Subsequent Pleasures (1984) LP
  • A Day/Stranger (1985) 12″ Single
  • Clan of Xymox (1985) LP, CD
  • A Day (1985) 7″ Singlepredef
  • Medusa (1986) LP, CD
  • Muscoviet Musquito (1986) 7″ Single
  • Louise/Michelle (1986) 7″ Single
  • Subsequent Pleasures (1994) CD Relançamento
  • Out of the Rain (1997) CD EP
  • Hidden Faces (1997) CD
  • This World (1998) CDS
  • Creatures (1999) CD
  • Consolation (1999) CDS
  • Live (2000) CD
  • Liberty (2000) CDS
  • Notes from the Underground (2001) CD
  • Remixes from the Underground (2001) 2-CD
  • There’s No Tomorrow (2002) CDS
  • Farewell (2003) CD
  • The Best of Clan of Xymox (2004) CD
  • Weak In My Knees (2006) CDS
  • Breaking Point (2006) CD

Discografia de Xymox

  • Blinding Hearts/Million Things (1988) 12″
  • Blinding Hearts (1989) 12″
  • Obsession (1989) 12″, 7″, CDS
  • Twist of Shadows (1989) LP, CD
  • Imagination (1989) 12″, 7″, CDS
  • Phoenix of my Heart (1991) 12″, 7″, CDS
  • Phoenix (1991) LP, CD
  • At the End of the Day (1991) 12″, CDS
  • Metamorphosis (1992) CD
  • Dream On 12″, CDS
  • Spiritual High (1993) CDS, 7″, CS
  • Headclouds (1993) LP, CD
  • Reaching Out (1993) 12″, CDS
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The White Stripes

The White Stripes é uma dupla de blues rock norte-americana, formada no ano de 1997 em Detroit, Michigan, composta por Jack White (compositor, vocalista, guitarrista, pianista) e Meg White (bateria, percussão e vocal de apoio). Eles são conhecidos pelo seu som lo-fi e simplicidade nas composições e arranjos, notoriamente inspirados pelo punk e pelo blues rock, pelo folk rock e pela música country.

Dia 14 de julho de 2007 marcou o aniversário de dez anos da dupla, “comemorado” com um show no Teatro Savoy, no Canadá, cujos ingressos se esgotaram em vinte minutos.

A banda ficou conhecida mundialmente depois dos sucessos de “Fell in Love with a Girl”, “The Hardest Button To Button”, “Seven Nation Army” e “Icky Thump”. The White Stripes e De Stijl O White Stripes se formou em Detroit, Michigan, em 1997.

A dupla recebeu mais atenção após a saída repentina de Jack White, do grupo The Go, onde ele era o principal guitarrista. Durante anos, dizia-se que Jack e Meg White eram irmãos, mas depois foi comprovado de que eles eram um casal divorciado. Jack descreveu seu primeiro álbum, The White Stripes (1999), como “realmente furioso… o registro mais cru, o mais poderoso, e mais Detroit que já fizemos.”

Seu segundo álbum, De Stijl, foi batizado assim em homenagem à vanguarda artística holandesa neoplasticista, que eles citaram como fonte da imagem musical deles. A arte desta vanguarda está presente na capa do álbum. Este trabalho também foi gravado em uma fita cassete, na sala de estar de Jack. White Blood Cells e Elephant

A dupla desfrutou de um significante sucesso no ano de 2001, com o lançamento de seu álbum White Blood Cells. O som, fortemente associado ao rock de garagem, atraiu muita atenção dos ingleses e, mais tarde, nos Estados Unidos, tornando o White Stripes uma das bandas mais aclamadas de 2002. Ainda neste ano, a revista Q nomeou o White Stripes como uma das “50 Bandas Para Se Ver Antes de Morrer.”

O álbum que sucedeu à White Blood Cells, chamado Elephant, foi lançado em 1º de abril de 2003, sendo bastante aclamado pela crítica e foi o maior sucesso comercial da dupla, atingindo o topo das paradas britânicas e figurando entre os 10 primeiros álbuns nos Estados Unidos. Ele foi gravado com Liam Watson no Toe Rag Studios, em Londres. Durante a celebração de “50 anos de Rock and Roll”, a revista Rolling Stone elegeu Elephant como o 390º melhor álbum de todos os tempos. Em agosto deste mesmo ano, a Rolling Stone ainda elegeu Jack White o 17º melhor guitarrista de todos os tempos, colocando-o entre Johnny Ramone e John Frusciante. Em dezembro de 2003, a NME elegeu este álbum como o melhor do ano. O primeiro single do álbum, “Seven Nation Army”, foi a canção da dupla que mais fez sucesso, e foi seguido de um cover de “I Just Don’t Know What To Do With Myself”, escrita por Burt Bacharach. O terceiro single do álbum foi “The Hardest Button To Button”. Em 8 de fevereiro de 2004, o álbum ganhou o Grammy de Melhor Álbum de Música Alternativa, enquanto “Seven Nation Army” ganhou o Grammy de Melhor Música de Rock. Lançado em 2004, o filme Under Blackpool Lights foi filmado inteiramente com um filme de 16mm e foi dirigido por Dick Carruthers. Get Behind Me Satan e outros projetos O quinto álbum, Get Behind Me Satan, foi gravado na casa de Jack, em Detroit, e lançado na América do Norte em 7 de junho de 2005, recebendo ótimas críticas. Três singles foram retirados deste álbum, sendo o primeiro “Blue Orchid”, uma canção muito popular do grupo, que foi veiculada em diversas rádios. A nova esposa de Jack White aparece neste clipe, que foi seguido do single de “My Doorbell”. O terceiro single, “The Denial Twist”, tem um videoclipe dirigido por Michel Gondry que documentou, de acordo com o design tipicamente bizarro da dupla, sua aparição no Late Night with Conan O’Brien. O álbum ganhou, em 2006, o Grammy de Melhor Álbum de Música Alternativa. “My Doorbell” foi indicada para Melhor Performance Pop por Dupla ou Grupo com Vocal. Em 14 de novembro de 2005 foi lançado no iTunes um cover da dupla Tegan and Sara, “Walking with a Ghost”. Mais tarde, a canção foi lançada no EP Walking with a Ghost”, em 7 de dezembro de 2005, contando ainda com outras quatro faixas gravadas ao vivo. Jack White em concerto da dupla.

Em 15 de maio de 2006, o projeto paralelo de Jack White, The Raconteurs, lançou seu álbum Broken Boy Soldiers, cujo single “Steady As She Goes” torna-se um hit. Jack entrou em turnê com o grupo pelo resto deste ano.

Durante a Copa do Mundo de 2006, “Seven Nation Army” tornou-se um hino, ainda que não-oficial, da seleção italiana, e também foi adotado pelos fãs do Roma, uma das maiores equipes da Itália. A segunda linha da canção é traduzida como “Um exército de sete nações não vai me deixar para trás”, e foi bastante apropriada para a seleção italiana, que tee de enfrentar outras sete nações para conquistar o título (Gana, Estados Unidos, República Tcheca, Austrália, Ucrânia, Alemanha e França).

O White Stripes também apareceu em um episódio dos Simpsons, chamado “Jazzy and the Pussycats”, que foi ao ar em 17 de setembro de 2006. Neste episódio, Homer e Marge compram uma bateria para Bart, como um modo construtivo de canalizar sua energia. Em uma cena, – uma sátira do clipe de “The Hardest Button To Button – Bark toca sua bateria em seu quarto, nas escadas, no ônibus da escola e nas salas de sua escola, e em uma esquina, onde sua bateria colide com a de Meg.

Em 12 de outubro de 2006, foi anunciado no site oficial do White Stripes que haveria um álbum de composições orquestrais avant-garde consistido de composições passadas de Jack White chamado Aluminium. A pré-venda do álbum iniciou-se em 6 de novembro de 2006, e a versão LP do álbum foi vendida em apenas um dia.

3,333 CDs e 999 LPs foram disponibilizados, embora o formato download não tenha sido limitado, e venha acompanhado de um encarte eletrônico.

Icky Thump

Em 28 de fevereiro de 2007, a dupla anunciou que eles haviam terminado o trabalho do novo disco, Icky Thump. O álbum, gravado em Nashville, levou três semanas para ser gravado – o mais longo de qualquer álbum do White Stripes. É, também, o único álbum da dupla com uma faixa que tenha o mesmo nome do álbum. Ele foi lançado em 16 de junho na Austrália, 18 de junho na Nova Zelândia, Reino Unido e demais países da Europa e em 19 de junho de 2007 nos Estados Unidos e no resto da Ásia. O álbum foi previamente tocado, por inteiro, em uma estação de rádio de Chicago, em 30 de Maio. Jack White ligou pessoalmente para a rádio da Espanha, onde eles estavam em turnê, para expressar seu desgosto em relação a este ato. Alguns fãs que ouviam a rádio gravaram o álbum, que foi disponibilizado na internet antes de seu lançamento. O primeiro single do álbum, “Icky Thump”, foi disponibilizado no iTunes dos Estados Unidos e do Canadá em 26 de abril de 2007, atingindo, mais tarde, a 2ª posição na Billboard britânica.

Instrumentos e equipamentos Os White Stripes são famosos por ter apenas dois músicos, Jack White no vocal, piano e guitarra e Meg White na bateria. Jack, o principal escritor, disse que este não foi um problema, e que a banda é centrada em torno do número três. Meg canta também em algumas outra músicas da banda como em: “Cold Cold Night” e “Well It’s True That We Love One Another” (de Elephant), “Passive Manipulation” (de Get Behind Me Satan), “Who’s a Big Baby?” (Liberado sobre a Blue Orchid single), e “St. Andrew (this battle is in the air)” (de Icky Thump).

No inicío, a banda chamou a atenção pela sua preferência por antiquados equipamentos de gravação. Com poucas exceções, Jack White tem demonstrado que vai continuar ausando amperes e pedais de 1960.

As guitarras que Jack White usa ao-vivo são um 1964 JB Hutto Montgomery Airline, um Harmony Rocket, um 1970 Crestwood Astral II, e um 1950 Kay Hollowbody. Ele também usa um Boss TU-2 tuner pedal. Ele liga esta configuração em um Fender 1970 Twin Reverb e dois 100-Watt Sears Silvertone 6×10 combo amplificadores.

White também utiliza uma Digitech whammy pedal, que cria entre outras coisas uma oitava inferior ao que é jogado na guitarra, que ele usa muito especialmente nas canções “Seven Nation Army” e “The Hardest Button para Button.” White também desempenha outros instrumentos, tais como um negro F-Estilo Gibson mandolin, Rhodes bass chaves, e um piano Steinway. Ele está atualmente usando um sintetizador Moog Little Phatty.

Sessões de gravação e performances ao vivo

The White Stripes tocando no Big Day Out em Melbourne 2006 Várias gravações foram feitas bastante rápido. Por exemplo, Elephant foi gravado em cerca de duas semanas em Londres Toerag’s Studio. Get Behind Me Satan, também foi gravado em apenas duas semanas. Para shows ao vivo, o duo também nunca prepara definir as suas listas para shows, acreditando que planejamento demasiado perto iria arruinar a espontaneidade das suas performances.

Em 25 de abril de 2007, o duo anunciou que iriam embarcar em uma turnê no Canadá em todas as 10 províncias, mais o Yukon, Nunavut e Territórios do Noroeste. Nas palavras de Jack White: “Nunca fiz uma turnê do Canadá. Queremos aproveitar esta excursão e oservar a paisagem canadense. A melhor maneira de fazer isso é garantir que vamos realizar shows em todas as províncias e territórios do país, a partir do Yukon até Prince Edward Islasd. Outro momento especial desta turnê é o show que irá ocorrer em Glace Bay, Nova Scotia no dia 14 de julho, O “Décimo aniversário” da banda.

Sobre o White Stripes

Cores da banda Vermelho, branco e preto, são as cores da banda, e de acordo com Jack, a mais poderosa combinação de cor de todos os tempos, da Coca-Cola até uma bandeira nazista. Em algumas entrevistas, o grupo afirmou que as cores vermelha e branca referem-se a peppermint candy, um símbolo da inocência infância. Jack também mencionou que as cores são utilizadas em brinquedos para bebês, porque eles são facilmente visíveis para bebês. Além do vermelho, branco e preto que a banda usa, Jack também disse que os chapéus são “muito importantes.”

Nas letras da banda, frequentemente as cores são mencionadas, como em “Black Math”, “Red Rain”, e “White Moon”. Na letra de “Icky Thump” as cores da banda também aparecem: “redhead señorita”, “preto rum” e “um olho branco”.

O número três

Jack tem enfatizado a importância que o número três tem para a banda, citando-o como inspiração não só para os seus uniformes tricolor, mas a sua abordagem descendente para comparar o que ele considera os três elementos da canção: narrativas, melodia e ritmo. O número três também aparece com freqüência em White Stripes álbum artwork, e nos textos escritos por Jack, como liner notas ou mensagens escritas no website da banda, são frequentemente assinados com “Jack White III”, ou simplesmente “III”. Também existem apenas três sons – bateria, guitarra e vocais – na maioria das suas canções; vezes teclado ou piano é substituída pela guitarra. Jack também só usa três guitarras eléctricas para os concertos ao vivo da banda: a vintage 1960’s-Airline, um 1950’s Kay Hollowbody e um Crestwood Astrall II. Também é notável a admiração de Jack pela do filme , que é igualmente o nome da sua empresa produção. Jack escolheu “Three Quid”, como seu apelido durante a banda na 2005 UK tour.

Curiosidades – Jack ama e coleciona molas e animais empalhados.

Jack ja disse que raramente penteia os cabelos e que os deixa na cara por nao gostar de seu rosto.

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Ville Valo

kerrang him

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