
Ville Hermanni Valo (Helsinque, 22 de novembro de 1976) é o vocalista e principal compositor da banda de Gothic Metal finlandesa HIM.
Ville nasceu em Helsinque, no distrito de Vallila, filho de um ex motorista de táxi finlandês e de uma mãe húngara, Anita. Tem um irmão mais novo chamado Jesse valo que é um profissionai de thai boxer que agora tambem tem uma banda chamada Iconcrash.
A primeira banda em que Ville tocou foi a Kemoterapia, em 1983. Depois disso, teve vários projetos musicais, até formar o HIM, no ano de 1991.(Formada oficialmente em 1994.)
Mais fotos de Ville Valo?
Acesse Escola do Rock Fotos: http://escoladorockphotos.blogspot.com/v
O rock brasileiro da década de 80, também considerado por muitos como pop rock nacional dos anos 80, foi um movimento musical que surgiu já no início da década. Ganhou até mesmo um apelido, o BRock, dado porNelson Motta. É caracterizado por influências variadas, indo do new wave, passando pelo punke o próprio conteúdopop emergente do final da década de 70. Ainda assim, em alguns casos, tomou por referência ritmos como o reggae e a soul music . Suas letras falam na maioria das vezes sobre amores perdidos ou bem sucedidos, não deixando de abordar é claro algumas temáticas sociais. O grande diferencial das bandas deste período era a capacidade de falar sobre estes assuntos sem deixar a música tomar um peso emocional ou político exagerados. Fora a capacidade que seus integrantes tinham de falar a respeito de quase tudo com um tom de ironia, outra característica marcante do movimento. Outra particularidade típica foi o visual próprio da época; cabelos armados ou bastante curtos para as meninas, gel, roupas coloridas e extravagantes para os meninos e a unissexualidade de tudo isso, herança direta do Glam Rock de Marc Bolan, David Bowie e seus discípulos, como oKisseThe Cure.
Tudo começou com o surgimento de bandas como a Gang 90, seguida por sua contrapartida carioca, a Blitze seu grande sucesso “Você não soube me amar”, de 1982, tendo integrantes como Lobão, Evandro Mesquita e Fernanda Abreu, artistas em voga até hoje. O sucesso iminente dessas bandas impulsionou o lançamento de produtos infantis como revistas em quadrinhos e álbuns de figurinhas, tamanha a popularidade obtida com este público específico. O auge da Blitz aconteceu em 1985, no show do Rock in Rio. Liderada por Evandro Mesquita, a banda tinha como característica marcante as performances teatrais no palco, que se tornaram grandes brincadeiras responsáveis pela animação coletiva do público que comparecia aos shows. Mas não eram apenas apresentação musicais: envolviam música e muita interpretação, o que tornaria o show da banda um referencial de espetáculo para os músicos que começavam a surgir. O sucesso da Blitz foi a porta de entrada para outras bandas que ensaiavam escondidas em suas garagens.
Em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Brasília pipocavam bandas no início dos anos 80. No sudeste do país, o Rio de Janeiro revelou vários conjuntos. Os shows no “Circo Voador”, local que se tornou o berço de várias bandas que estouraram naquela época, revelaram Paralamas do Sucesso, Kid Abelha e Os Abóboras Selvagens, Gang 90, Barão Vermelho, entre outras. Destas, as que tiveram mais destaque (e continuam tocando e fazendo relativo sucesso até hoje) são os Paralamas, Kid Abelha e Barão Vermelho.
Estas últimas remanescentes reúnem muitas das características do rock daquela geração. Os Paralamas do Sucesso, por exemplo, apostaram na mistura do rock com reggae e ritmos africanos, exemplificado nas faixas do disco “Selvagem?”, de [[1986] especialmente em “Alagados” e “A Novidade”. Tudo isso, adicionado a um apelo pop influenciado pelo rock inglês da época, formou um tipo de som considerado revolucionário ao público e crítica daqueles anos. A banda também mostrou, principalmente no disco anterior,“O Passo do Lui”, muitas influências da banda inglesa “The Police”.
O Kid Abelha apostou mais no som com influências do pop, da new wave e da jovem guarda. Músicas como “Por Que Não Eu?”, “Como Eu Quero”, “Pintura Íntima” e “Fixação” são seus exemplos mais vivos.
Já o Barão Vermelho fixou-se no rock mais tradicional, aliado à força das letras poéticas do vocalista Cazuza. Em seus primeiros passos como uma banda, no começo da década, suas influências diretas eram o blues e o rock’n roll clássico dos Rolling Stones. Canções como “Maior Abandonado”, “Bete Balanço” (ainda com Cazuza na banda) e “Pense e Dance” (com Roberto Frejat assumindo os vocais depois da saída de Cazuza em carreira solo) são algumas das mais marcantes da geração Coca-Cola.
As bandas paulistas também tiveram importante papel no cenário que havia se formado. Algumas das principais referências vindas deste estado eram Ultraje a Rigor, RPM, Titãs e Ira!.
Influenciados pelo punk e pelo rock mais pesado, o IRA! e os Titãs trilharam caminhos parecidos. Ambas tiveram como característica os altos e baixos nos números de vendas de discos. Além disso, uma curiosidade que liga especialmente as duas bandas: em 1985, Titãs e IRA! trocam de bateristas, saindo Charles Gavin do IRA! e indo para os Titãs, e André Jung fazendo a trajetória inversa. Ambos ainda tocam com suas respectivas bandas até hoje.
O Ultraje a Rigor, a exemplo do Barão Vermelho no Rio de Janeiro, apostou todas as fichas na força do puro rock’n roll. Mas as duas bandas tinham uma grande diferença. Enquanto a banda liderada por Cazuza e Roberto Frejat calcava a carreira cada vez mais na seriedade de suas letras (que questionavam, entre outros assuntos, as condições da sociedade da época), a banda liderada por Roger Moreira falava destes problemas com ironia e um deboche escrachado. Músicas como “Inútil” - citada até pelo político Ulisses Guimarães na época das “Diretas Já” - viraram hinos da juventude bem humorada e cansada dos tempos difíceis da ditadura, tanto pelo aspecto econômico quanto por outros problemas que cresceram no país, durante os anos 80. Curiosidade: o riff de guitarra de “Inútil” foi composto pelo guitarrista da banda na época, Edgar Scandurra, que depois se tornaria guitarrista e principal compositor do IRA!.
São Paulo trouxe à tona também o maior fenômeno de vendas das bandas dos anos 80. O RPM, liderado pelo carisma do vocalista Paulo Ricardo, quebrou recordes de vendagens de discos e de shows no país, em um fenômeno nunca antes visto em terras brasileiras. Faixas como “Rádio Pirata”, “Louras Geladas”, “Olhar 43” e “A Cruz e a Espada”, do primeiro disco da banda, “Revoluções Por Minuto”, foram sucessos em rádios de todo o Brasil. Para aproveitar o sucesso, um ano depois do primeiro disco eles lançam “Rádio Pirata Ao Vivo”. As versões ao vivo de músicas já consagradas do primeiro álbum, mais faixas inéditas (“Alvorada Voraz”) e covers (“London London”, de Caetano Veloso) agradaram em cheio o público, fazendo com que o álbum vendesse 2,2 milhões de cópias. As características da banda são baseadas na mescla de teclados, sintetizadores, guitarras e baterias eletrônicas em alguns momentos, aliados ao vocal carismático de Paulo Ricardo, que virou símbolo sexual da época.
O Rio Grande do Sul, apesar de afastado do eixo Rio - São Paulo, revelou bandas importantes do cenário rock dos anos 80. Os destaques foram as bandas Engenheiros do Hawaii e Nenhum de Nós.
Os Engenheiros do Hawaii surgem no ano de 1986, com o disco “Longe Demais das Capitais”. As letras do vocalista Humberto Gessinger chamaram a atenção pela crítica ácida aos padrões da sociedade da época e, durante os discos seguintes da banda, arrebanharam milhões de fãs fiéis em todo o país. Durante a década, a característica principal da sonoridade dos Engenheiros era o entrosamento dos três integrantes. Humberto Gessinger, que assume o baixo no segundo disco, “A Revolta dos Dândis”, de 1987; Augusto Licks, guitarrista que se junta à banda depois do lançamento do primeiro disco; e Carlos Maltz, baterista, eram os músicos que tinham como influências bandas como o “Rush” e “Emerson, Lake and Palmer”, sempre misturando o rock com as sonoridades tradicionais gaúchas, do estado do Rio Grande do Sul.
O Nenhum de Nós nasce em 1987, com o disco “Nenhum de Nós”. A banda, liderada pelo vocalista e baixista Thedy Corrêa, tinha influências de rock inglês, música folk americana e elementos da música regional gaúcha, a exemplo do Engenheiros do Hawaii. As características da banda são vistas em músicas como “Camila, Camila” e “Astronauta de Mármore”, uma versão de “Starman” do roqueiro inglês David Bowie
Em Brasília existia um circuito de bandas. Tudo começou com o Aborto elétrico (1980), banda formada por Renato Russo(voz e guitarra),Fé Lemos(bateria) e seu irmão Flávio Lemos(baixo). No ano em que o Aborto se separou, surgiram as bandas de Brasília Plebe Rude, Legião Urbana e Capital Inicial, que depois se tornaram famosas.
Da Bahia surgiu a banda Camisa de Vênus, liderada por Marcelo Nova, amigo e sob nítida influência de Raul Seixas, e também do punk rock inglês. Havia muita resistência das gravadoras ao nome da banda, considerado de difícil divulgação. Seu principais sucessos são “Simca Chambord”, “Sílvia Piranha”, “Eu não matei Joana D’Arc”.
Hoje em dia, há uma movimentação que mostra algumas bandas do BRock voltando à ativa, mesmo que apenas para shows. O saudosismo do público com os artistas daquela época colabora para que a “onda anos 80″ esteja mais forte do que nunca, marcando inúmeros lançamentos de coletâneas, remasterização de discos, livros sobre a época e sites de discussão na Internet.
Cássia Rejane Eller (Rio de Janeiro, 10 de dezembro de 1962 — Rio de Janeiro, 29 de dezembro de 2001) foi uma cantora e violonista do rock brasileiro dos anos noventa. Caracterizada por sua voz grave e pelo seu ecletismo musical, interpretou canções de grandes compositores do rock brasileiro, como Cazuza e Renato Russo, além de artistas da MPB como Caetano Veloso e Chico Buarque, passando pelo pop de Nando Reis e o incomum de Arrigo Barnabé e Wally Salomão, até sambas de Riachão e rocks clássicos de Jimi Hendrix, Mutantes, Beatles e Nirvana.
Teve uma trajetória musical bastante variada, porém curta, com algo em torno de dez álbuns próprios no decorrer de doze anos de carreira. Iniciou sua carreira em Brasília e com uma presença de palco bastante intensa, Cássia Eller assumia a sua preferência por álbuns gravados ao vivo e era constantemente convidada para participações especiais e interpretações encomendadas.
Outra característica importante é o fato de ela ter composto apenas duas canções das que gravou — Eles e O Marginal —, ou seja, assumindo uma postura de intérprete declarada. Era homossexual e morava com sua parceira Maria Eugênia Vieira Martins, com a qual criava o filho Francisco. Teve grandes problemas com álcool e outras drogas. Faleceu em 29 de dezembro de 2001 por parada cardiorrespiratória, possivelmente decorrente de estresse. A hipótese de overdose como causa de sua morte, apontada inicialmente, foi descartada pelos laudos periciais do Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro. Foi apontada então morte por erro médico, mas o inquérito foi arquivado pelo Ministério Público.
Em sua versão em CD, o álbum Cássia Eller, de 1990, trouxe uma faixa-bônus, Tutti Frutti. Isso também aconteceu com o disco subseqüente, O Marginal, que trouxe If Six Was Nine que não havia entrado no LP original por problemas de espaço.